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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

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Trânsito e Música - Legião Urbana em Interpretação: Dezesseis

Por Eduardo Rezende com Adendo de Fabiano Uesler
(Clique nas imagens para ampliar e clique em continuar lendo para ler a matéria na íntegra)

Imagem: Reprodução
Adendo Fabiano Uesler: Estava esta semana buscando artigos alusivos à Campanha Todo dia No Trânsito quando uma música da Legião Urbana me veio em mente. A música Dezesseis fala sobre imprudência no trânsito e conta a história de um jovem entre milhares que perdeu sua vida em "racha" de carros. Tantos filmes atualmente como Velozes e Furiosos e suas Sequencias acabam por incentivar irresponsabilidades e rachas em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Parece que cada vez mais cultuamos a velocidade, a imprudência e o desrespeito à vida alheia e principalmente às nossas. Muitas pessoas porém só começam a prestar atenção quando acidentes acontecem com amigos, familiares e com elas mesmas. Passam daí as estatísticas a tornarem-se realidade, uma triste realidade pois a morte de alguém ou sua incapacitação só traz dor e sofrimento a todos. Precisamos ter em mente que somos todos corresponsáveis  no trânsito.

Por Eduardo Rezende: Sendo uma das músicas de ritmo mais animado, “Dezesseis” é a nona faixa do disco “A Tempestade” lançado em 96. A música, assim como muitas outras da Legião, retrata a história de uma terceira pessoa – Como “Eduardo e Mônica”, “Faroeste Caboclo” e outras, e é passada basicamente em Brasília, um dos lugares que mais proporcionaram criatividade ao Renato. Tem uma estrutura simples e uma letra fácil. Segue-se abaixo a interpretação da música com a letra e vídeo após:


João Roberto era o maioral
O nosso Johnny era um cara legal
Ele tinha um Opala metálico azul
Era o rei dos pegas na Asa Sul
E em todo lugar

Nessa primeira parte, podemos ver o pensamento que todos tinham dele: Johnny era o maioral, era "O Cara", e vemos também que possuía um Opala, e que era o cara "dos pegas" na Asa Sul (lado Sul de Brasilia - lugar da história) e em todos os lugares. Um cara, possivelmente, que as meninas "lamberiam o chão".

Quando ele pegava no violão
Conquistava as meninas
E quem mais quisesse ter
Sabia tudo da Janis
Do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling Stones

Aqui, temos novas informações sobre o personagem. Uma curiosidade, são os cantores que Johnny gostava, que são os mesmos que Renato também gostava. Talvez, seja pra mostrar que essa era a moda musical na época entre os jovens.

Mas de uns tempos prá cá
Meio que sem querer
Alguma coisa aconteceu
Johnny andava meio quieto demais
Só que quase ninguém percebeu

Vemos aqui, que Johnny estava mudando seu comportamento. Estava diferente, e esse pensamento e ação, é complementado:


Johnny estava com um sorriso estranho
Quando marcou um super pega no fim de semana
Não vai ser no CASEB
Nem no Lago Norte, nem na UnB
As máquinas prontas
Um ronco de motor
A cidade inteira se movimentou


Aqui, Renato refere-se às "rachas" que os jovens já faziam naquela época.
Máquinas seria o termo dado aos carros.
Nota do TdB - Caseb Centro Educacional é uma escola em Brasília e UNB é a Universidade de Brasília.

E Johnny disse:
"- Eu vou prá curva do Diabo em Sobradinho e vocês ?"

Aqui, Johnny completa a informação anterior, explicando que a corrida não seria no CASEB, ou no Lago Norte, ou na UnB. Que seria na Curva do Diabo - temos noção pelo nome.


E os motores saíram ligados a mil
Pra estrada da morte o maior pega que existiu
Só deu para ouvir, foi aquela explosão
E os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão

Aqui, vemos que os motores saíram em disparada, e que como resultado do ato, ouviu-se uma explosão, e a frase seguinte nos mostra o que aconteceu: Johnny sofreu um acidente, e seu carro despedaçou-se, ou seja, o personagem morreu.

No dia seguinte, falou o diretor:
"- O aluno João Roberto não está mais entre nós
Ele só tinha dezesseis.
Que isso sirva de aviso prá vocês".
E na saída da aula, foi estranho e bonito
Todo o mundo cantando baixinho:
Strawberry Fields Forever
Strawberry Fields Forever

Nessa parte, vemos que a noticia é divulgada pelo diretor da escola, que comunica aos seus alunos e colegas de Johnny, a morte deste. O diretor, deixa um recado: "Ele só tinha dezesseis./Que isso sirva de aviso prá vocês". O diretor, deixa claro, que Johnny teve sua tragédia aos dezesseis anos - nome da musica - e que essa informação pudesse servir para os alunos e colegas, para eles verem que Johnny morreu jovem, por pura vontade de aventura e desejos de busca de perigo, e claro, pra divulgar que o que aconteceu com Johnny, poderia ocorrer com outros.

E até hoje, quem se lembra
Diz que não foi o caminhão
Nem a curva fatal
E nem a explosão
Johnny era fera demais
Prá vacilar assim
E o que dizem que foi tudo
Por causa de um coração partido
Um coração

Aqui, vemos que a razão da morte não foi o caminhão da curva, nem a curva em si por ser violenta, nem a explosão, e deixa-se claro, que apesar de tão "legal" (nas palavras de Renato, "fera"), Johnny vacilou, deixando-se levar pelo desejo de morte, por causa de um coração partido. E então repete-se as duas palavras: "um coração" como se isso fosse um pensamento lamentoso.

Bye, bye bye Johnny
Johnny, bye, bye
Bye, bye Johnny.

A ultima parte, e mais melodiosa, vemos o que possivelmente, seriam os amigos dele cantando para ele: "Bye, bye bye Johnny".



Achei interessante colocar esse vídeo. É um trabalho acadêmico em 3D muito legal, que deixa claro a mensagem da música e é interessante por ser fácil de acompanhar a história. Espero que tenham gostado. Comentem!!


Publicado Originalmente no Blog O Livro dos Dias  no domingo, 30 de outubro de 2011.

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