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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

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Política - Voto Facultativo x Voto Obrigatório

Por Gustavo Giangiulio Cardoso Pires / Arquivo JusBrasil
Votar é uma obrigação ou dever? É uma vontade sua ou do Estado? Voto livre/facultativo ou voto obrigatório? Dê a sua opinião a respeito dessa discussão

Este artigo traz uma breve discussão em relação a nossa atual realidade que é a obrigatoriedade do voto, para com um possível passo futuro da real democracia que é o voto facultativo em busca do desenvolvimento social.


Introdução

O Brasil, ou a República Federativa do Brasil, é um país onde através de suaConstituição Federal formulada em 1988 define-se como sendo uma república federativa presidencialista, onde nela temos a união do Distrito Federal, e dos 26 estados, atingindo quase a quantidade de 5.600 municípios.
Hoje somos o quinto maior país do mundo em área territorial, e o maior país da América Latina. Nossa economia é a sétima maior do mundo em Produto Interno Bruto (PIB) nominal e em Paridade de Poder de Compra (PPC). Fora nossas riquezas naturais, animais selvagens, além do amplo e vastos recursos naturais que temos em grande variedade.
Somos uma das nações com a maior diversidade de culturas e etnias, devido a grande e forte imigração vinda de diversos cantos do mundo.
Estamos muito bem geologicamente localizados, por isso, em nosso país quase não há ocorrência de desastres naturais tais como terremotos, maremotos, tornados e furacões como acontece em diversos outros países do mundo.
Na teoria, teríamos tudo para sermos o melhor país em economia do mundo, devido ao nosso local geológico, à nossa floresta amazônica (pulmão do planeta Terra), às nossas riquezas naturais, à nossa costa litorânea, enfim, tudo nos coloca como próximo país a ir para o seleto grupo de países desenvolvidos. Porém não é isso que acontece.
Será que tudo acima descrito tem alguma semelhança direta pela nossa política?
Vejamos no restante do artigo.
Voto Facultativo x Voto Obrigatrio

Voto Obrigatório

Há quem diga que a permissão do eleitor em decidir ou não votar é um risco para o nosso sistema eleitoral. Analistas ainda argumentam que é necessário a obrigatoriedade dos votos devido ao atual cenário político brasileiro, onde a compra de votos ainda reina juntamente com a precária formação política por boa parte da população brasileira.
O voto no Brasil é obrigatório desde sua instituição pela Constituição outorgada em 1824. Posteriormente à Constituição de 1824, o voto obrigatório foi confirmado em 1932 pelo Código Eleitoral da época e também pela Constituição de 1934.
A atual Constituição traz a obrigatoriedade do voto eleitoral para todos os cidadãos, exceto para os analfabetos, os menores de 16 e 17 anos e para os idosos maiores de 70 anos.
A Consultoria Legislativa do Senado Federal expôs como principais argumentos para os que defendem a obrigatoriedade do voto:
  1. O voto é um poder-dever;
  2. A maioria dos eleitores participa do processo eleitoral;
  3. O exercício do voto é fator de educação política do eleitor;
  4. O atual estágio da democracia brasileira ainda não permite a adoção do voto facultativo;
  5. A tradição brasileira e latino-americana é pelo voto obrigatório;
  6. A obrigatoriedade do voto não constitui ônus para o País, e o constrangimento ao eleitor é mínimo, comparado aos benefícios que oferece ao processo político-eleitoral.

Voto Facultativo

Já o voto facultativo (voto não obrigatório) é praticado na maioria dos países do mundo. Segundo a Agência Central de Inteligência dos EUA, dos 236 países em que se há eleições, em apenas 31 deles o voto é obrigatório.
O voto é um dever do cidadão e não uma obrigação como dispõe o § 1º do Art. 14 daCF/88:
Art. 14
§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
C) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
A Consultoria Legislativa do Senado Federal expôs como principais argumentos para os que defendem a obrigatoriedade do voto:
  1. O voto é um direito e não um dever;
  2. O voto facultativo é adotado por todos os países desenvolvidos e de tradição democrática;
  3. O voto facultativo melhora a qualidade do pleito eleitoral pela participação de eleitores conscientes e motivados, em sua maioria;
  4. A participação eleitoral da maioria em virtude do voto obrigatório é um mito;
  5. É ilusão acreditar que o voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos;
  6. O atual estágio político brasileiro não é propício ao voto facultativo;

Voto Obrigatório x Voto Facultativo

Nossa democracia é extremamente jovem quando comparadas principalmente com as do velho continente e com nossos irmão mais velhos (Estados Unidos da América). Diante desse fato podemos então dizer que o voto facultativo seria a melhor maneira de o cidadão brasileiro expressar a sua real vontade. Porém a pergunta que não quer calar é se estamos realmente prontos para dar um passo de democracia tão importante como este?
O Brasil tem como seu segundo maior parceiro comercial os Estados Unidos da América, país este sendo o primeiro a reconhecer a nossa independência. Não podíamos então nos espelhar nos norte-americanos para construirmos a melhor forma de eleição, a de livre vontade, a facultativa?
Somos ou não um país democrático? Segundo a socióloga Maria Victoria Benevides, ainda não somos uma república democrática. Para a professora chinesa Ann Lee, o Brasil teve democracia cedo demais e isso culminou o seu crescimento "correto". Já o sociólogo Eurico Cursino, da UnB avalia que o dever de participar da eleições, além de ser uma prática pedagógica é uma forma de canalizar conflitos graves ligados às desigualdades sociais.
Ministro do STF Marco Aurélio Mello, não somente é a favor do voto facultativo, como também defendeu a tese de que vamos chegar ao dia em que deliberaremos a respeito do voto obrigatório afastando-o.
Lembrando que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) derrubou a PEC 55/2012 sugerida pelo senador Ricardo Ferraço para instituir o voto facultativo no país, onde ainda teria a obrigatoriedade do alistamento eleitoral a partir dos 18 anos, porém desobrigaria o eleitor de votar. Porém com 16 votos contra e 6 votos a favor, derrubaram a Proposta de Emenda Constitucional 55/2012.

Voto Branco e Nulo

Segundo o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA), o voto facultativo melhora e alavanca a qualidade do pleito, que passa a contar apenas com os votos conscientes. Também incentiva os partidos a elevar a importância da população em exercer o dever de cidadão através das propagandas eleitorais educativas. Foi constatado também que a quantidade de votos brancos e nulos em países que obrigam o eleitor a votar é muito maior. No Peru e no Equador onde o voto é obrigatório, a taxa de votos brancos e nulos foi de cerca de 20%, já no Brasil o índice das últimas eleições foi de 8%. Diferentemente de países como Dinamarca e Tunísia onde o voto é facultativo, os índices foram menor que 1%.
Isso apenas indica que as pessoas na realidade não tinham vontade real de expressar seu voto, de modo que sendo obrigadas a votar, anulam ou o fazem em branco. Cenário normal para os países em que o voto é obrigatório.

Consulta à População

Pesquisas constatam há um bom tempo, que a população está cada vez mais aberta a mudança de obrigação de votar para faculdade de votar. Em pesquisa feita pelo DataSenado e a Agência Senado para saber a opinião dos eleitores sobre uma das 23 proposições que tramitam no Congresso para consolidar o voto como facultativo, dos 2.542 participantes da pesquisa, 85% deles foram favoráveis à mudança naConstituição para tornar o voto em facultativo.

Considerações Finais

Eu sou a favor da desobrigação do voto obrigatório para as eleições estaduais e federais, pois acredito assim como a professora chinesa Ann Lee, que um trabalhador rural ou outro que trabalhando doze horas por dia não tem a plena possibilidade de votação.
Assim como acredito que através do voto facultativo, teríamos um tipo de campanha eleitoral diferente da atual, onde o candidato precisaria convencer os eleitores pouco mobilizados a participar das eleições (assim como ocorre nos EUA).
Claro que no transcorrer dessa mudança ocorreria uma elevada diminuição da quantidade do eleitorado, porém nada que com o tempo não mude, afinal os candidatos precisarão dos votos.
Acredito que somente através da política feita de forma democrática, pode-se melhorar a saúde, educação, segurança e o desenvolvimento social num todo. E a única forma democrática de se fazer valer o voto, é através da faculdade da pessoa em querer ou não votar, ao contrário de ser obrigada a votar.
Se realmente somos uma democracia, devíamos ter o direito de escolha, pois se temos o direito de liberdade de expressão, porque o de voto não se encaixa neste quesito constitucional?
Apenas resta saber se já estamos prontos para tamanho passo democrático em busca do desenvolvimento do Estado.



Imagens: Reprodução.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

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Sociedade - Liberdade de expressão! Só que não!

É típico de um país Colonialista como o Brasil que atualmente sofre com uma ditadura camuflada de esquerda impedir o direito à livre expressão. É típico o uso do processo por difamação para cercear a liberdade de expressão. O processo de calúnia e difamação é uma praga de uma Corruptocracia como a que existe no Brasil. Fui avisado várias vezes por um jornal que escrevo que meus textos não poderiam ser publicados na íntegra, pois o departamento jurídico temia processos de calúnia feitos por "políticos" blumenauenses que são verdadeiros ditadores calando todas as vozes divergentes.



Outra coisa que nos faz ser uma nação atrasada em relação à liberdade de expressão é o tal de "Desacato ao servidor". Como servidor público posso dizer que abomino essa lei do desacato que só serve para infringir medo na população. Sabemos que no atendimento ao público há situações que fogem ao nosso controle e nós servidores principalmente da área da saúde, educação e assistência social sofremos com pessoas mal educadas, grossas e que nos ameaçam constantemente. Isso, porém não justifica combater um erro com outro.

O poder judiciário brasileiro quer parecer inviolável, intocável para não deixar transparecer o óbvio, que sofrem do mesmo mal que aflige a política brasileira que é a corrupção latente e explícita. Calar vozes divergentes em prol de morais questionáveis é dar aval à corruptocracia brasileira.

Recentemente o Ministério Público Federal iniciou uma ação civil pública contra o SBT sobre o comentário que a jornalista Rachel Sheherazade fez em fevereiro sobre os “justiceiros” que amarraram um assaltante em um poste. Oras que Raquel Sheherazade falou "caca" eu sei, porém NINGUÉM tem o direito de lhe calar a boca. Posso discordar e discordo veementemente dela pois acredito que cabe à polícia fazer valer a lei, porém, mesmo discordando nada pode impedir que ela tenha a sua voz ouvida. Concordando ou não, violando a minha moral ou não, me difamando ou não ela tem este direito e ponto final.

O Brasil peca há décadas em relação a este tema, a liberdade de expressão é convenientemente calada com processos de calúnia e difamação assim como vários processos por desacato. De acordo com a UNESCO “A Constituição Federal de 1988 conta com uma legislação infraconstitucional que data de 1962 e, portanto, não responde aos desafios políticos e sociais postos e pela nova realidade social brasileira e, tampouco, atende à inquestionável revolução tecnológica pela qual passou e passa o setor.”

Outro fato que corrobora a nossa falta de liberdade de expressão é a vedação ao anonimato limitada pela nossa constituição federal. Todavia, é entendimento da Suprema Corte Americana que o anonimato decorre da própria liberdade de expressão, e é um “escudo contra a tirania”, de forma a proteger a opinião dos indivíduos contra uma sociedade intolerante (Walter Aranha Capanema).

Precisamos avançar como democracia, fim do voto obrigatório forçando assim os políticos a realizar ações duradoras para conquistar votos, fim da reeleição, fim do serviço militar obrigatório forçando assim o exército a profissionalizar suas forças, desmilitarização da polícia militar e assim por diante.

Não quero como cidadão para o Brasil um governo de esquerda, pois tanto o comunismo quanto o socialismo são filosofias falidas, assim como não quero um governo de direita, que põe fundamentalismo religioso à frente dos direitos individuais. Quero um Brasil LIVRE, verdadeiramente democrático, justo e livre de corrupção.

Mas não se esqueçam, a mudança começa por nós, o povo e não por cima. Mude você e mudará o país.



Fontes:




Imagem: Reprodução.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

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Política - 2014, o ano em que nada mudou!



Faz um bom tempo que não escrevo um texto político e quer saber por quê? A resposta é óbvia, a política brasileira em geral é um grande pleonasmo, ou seja, mais do mesmo. Mudam as caras, mas a política “boa e velha” de sempre permanece.

A candidata à presidência Marina Silva (PSB) levou um “pito” do pastor Silas Malafaia e recuou no apoio às causas LGBT. Marina que afirma ser uma “Nova Política” agiu como os políticos que conhecemos e pra não perder o apoio dos evangélicos pôs a “cabeleira entre as pernas” e recuou no apoio em seu plano de governo onde apoiava as causas LGBT. Pois é... Quem deve, teme... Pergunto-me se quando eleita quantas pautas ou quantos recuos ela daria por conta da pressão de pastores? 

Já Dilma Rousseff (PT) enxerga nisso uma oportunidade (será que o PT é oportunista?) em seu favor. Convenhamos, quanto mais o tempo passa mais percebemos que Dilma foi um fantoche, foi uma montagem petista para a continuação do mandato dos colegas de Fidel. Sua inabilidade em discursos só se compara à sua incapacidade em manter uma economia estável. O Governo Federal tentou de toda maneira possível com o uso de sua “Contabilidade Criativa” mascarar a inflação que nos salta aos olhos e a derrocada financeira à qual caminhamos. Se Dilma ganhar, continuam com a “Criatividade Econômica”, se ela perder o PT terá um bom pretexto para ser oposição, pois o próximo governo terá literalmente um “abacaxi econômico” em suas mãos. 

Quanto a Aécio Neves (PSDB) só posso perguntar, quem é Aécio mesmo? A mesma pergunta faço a todos os três principais candidatos, qual a importância deles para o Sul? O que eles farão em benefício da região Sul do Brasil? A resposta pode chatear muita gente, pois garanto pela história da política nacional nos últimos anos que eles farão pouco ou quase nada...

Agora, em relação aos candidatos ao governo de Santa Catarina o que posso dizer? Raimundo Colombo (PSD) que não é Cristóvão afirma em seu programa com orgulho no peito que criou 10 (dez) novos hospitais no estado! Pergunto, só dez? Em décadas de saúde pública precária ele criou somente dez hospitais? Dez hospitais com o selo de qualidade SUS de atendimento, que nos primeiros anos ou até meses parecem de primeiro mundo e logo se deterioram e tornam-se os hospitais clichês que tantos conhecemos. Sr. Colombo quanto aos seus dez hospitais, o Sr não fez mais do que sua obrigação, digo mais, fez poucos hospitais, muito menos do que precisamos. Quanto aos outros candidatos, quem são eles mesmo?

Se for falar em Blumenau temos o “repeteco” de sempre, Jovino Cardoso (DEM) para deputado Federal. Posso dizer que este candidato está “investindo” em placas, pois às vejo aos montes pela cidade. Quanto a Décio Neri de Lima (PT) (também investe em placas) e João Paulo Kleinübing (PSD) o que pode ser dito? JPK deve tentar concorrer a prefeito de Blumenau novamente nas próximas eleições municipais e deve ganhar. Napoleão traumatizou tanto o Blumenauense que muitos preferem votar em “suspeitos” de corrupção do que nele no próximo pleito municipal. Já Décio quer manter o emprego de político profissional, na verdade todos querem!

Vocês já ouviram falar dos nomes Ana Paula de Souza Lima (PT), Ismael dos Santos (PSD), Ivan Naatz (PDT), Jean Kuhlmann (PSD), Jens Mantau (PSDB), Zeca Bombeiro (SD) Marcelo Schrubbe (PSB), Marco Antonio Wanrowski (PSDB) e Wanderlei de Oliveira (PT)? Pois é, replay dos mais feios, parece até cessão da tarde. Garanto que “uns ou outros” que talvez tenham sido citados ou talvez não tenham sido citados, tanto candidatos à Deputado Federal quanto a Deputado Estadual fizeram uma “lambança” no município e agora devem tentar fazer uma lambança no governo estadual ou federal. 


Vi candidatos que só vemos em terminais urbanos em época de eleição, nestes tempos eles estão nas ruas juntos ao seu “povo” (ver vídeo Jingle Político que fala a verdade). São os que pedem apoio aos “irmãos” usando os evangélicos e demais agremiações religiosas como massa de manobra. Opa, isso acontece em nível nacional também não é Dona Marina Silva? O restante não mencionado nada mais é do que “amido de milho” que serve pra engrossar o caldo.

Não existe nova política caros leitores, pra isso acontecer NÓS precisamos mudar a maneira de votar e não nos deixar enganar pelo mais sorridente em época de campanha. Devemos analisar a vida política e pessoal de todos os candidatos para saber que tipo de pessoa ele ou ela é com sua família. Como age com pouco ou muito poder, como “trabalha” quando eleito nos mais diversos cargos políticos. Chega de votar em sorriso, chega de votar em de dá combustível ou em quem é mais simpático em ano de eleição.

Invariavelmente os candidatos dizem que vão fazer mais pela “saúde”, “educação” e pelos “pobres” (assista o vídeo Programa Político) do bairro, da cidade, do estado ou do país, mas no final das contas eles fazem é mais por eles mesmos, eles fazem é mais do mesmo.


Não deixe de assistir aos vídeos abaixo, garanto que você rirá muito com a semelhança aos nossos políticos "de verdade".


Jingle Político que fala a verdade


Programa Político


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

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Política - Brasil: Perguntas que não querem calar


O Brasil é um país maravilhoso, com muitas possibilidades e com um povo inteligente. Um povo capaz de realizar tantos feitos maravilhosos, um povo caridoso que nunca se negou a ajudar o próximo quando necessário. Vimos isso em todas as enchentes que sofremos aqui no Sul, o povo sempre está disposto a ajudar, nunca se negou a dar a mão aos necessitados e desamparados.

O Brasil é considerado o país que tem a flora mais rica do mundo, além de ser o campeão mundial em variedades de flores. Reúne em torno de 50 mil espécies (fonte). 

O Brasil possui o maior volume de água doce do planeta sendo que 70% dessa água encontra-se na Amazônia (veja mais detalhes).

Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), que anualmente publica o estudo Mercado brasileiro de software e serviços traçando um panorama do setor e delineando tendências para o futuro. No mais recente documento, divulgado em agosto de 2013, a Abes apontava que o faturamento da indústria brasileira de software e serviços atingira uma receita de US$ 27,2 bilhões em 2012, incluindo exportações de US$ 2,2 bilhões – cifra ligeiramente diferente da apresentada pela Softex por conta de diferenças metodológicas entre os dois estudos. Com esse resultado, o Brasil se posicionou na sétimo lugar no ranking mundial dos maiores fabricantes de softwares, considerando apenas o mercado interno e excluindo as exportações, superando países como Canadá, Austrália, Índia e Coreia do Sul (veja mais detalhes). 

Pois é isso que mostra que o nosso país tem muita coisa boa e nem falamos em pesquisas na área da saúde, não falamos em pesquisas na área da agricultura e ainda nos esportes, pois mesmo com o vexame da copa nós “ainda” somos os primeiros e melhores do mundo no futebol...

Só não consigo entender como esse mesmo povo que realiza feitos tão grandiosos se deixa iludir e ser manipulado da forma como somos. Um povo que mora num país abençoado com tudo que há de melhor, nós temos quatro estações que nos favorecem e muito na agricultura temos a melhor fauna e flora do mundo, somos o país que mais água potável tem no mundo, então qual é o problema, o que nos falta?

Porque ainda há pessoas passando fome neste país, declarando que seus filhos menores têm que se prostituir para levar comida pra casa? Porque o povo morre em hospitais públicos por falta de atendimento?

Porque nossos filhos não têm uma escola digna, com professores bem remunerados para formar as nossas crianças e ajudar esse país crescer? Sem estudo como podemos competir com a evolução diária do nosso admirável mundo novo?

Porque nossos políticos só agem em causa própria quando estão no poder? Mas quando vem pedir votos prometem tudo inclusive o impossível para não perder seus cargos. 

Isso tem que mudar, eu preciso acreditar que esse povo que eu conheço e que é tão solidário e batalhador, que diariamente trabalha e vive nas condições em que estamos para sustentar suas famílias não vai mais aceitar isso. 

Vivemos num país maravilhoso, mas vivemos como mendigos, pois hoje estamos mendigando o que é nosso por direito , algo que e está na Constituição Federal do Brasil em seu Art. 6°

Não podemos esquecer que nós temos o direito de viver neste país e de ter orgulho dele. Nosso país não é ruim, muito pelo contrário, tem tudo para ser um dos o melhores países pra se viver. O que deve ser mudado com urgência são os dirigentes deste país. 

As eleições estão chegando e está na hora de fazer cumprir com nosso dever nas urnas, votar com consciência, pesquisar quem está solicitando o seu voto e cobrando o que foi prometido após as eleições.

Pois se não conseguirmos dessa forma, infelizmente não haverá outra a não ser pela força, e eu sei que não é isso que esse povo passivo quer.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

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Política - Oremos por Israel... e pela Palestina?


Não é meu feitio ser politicamente correto.

Aliás, não tenho a mínima vocação para ser mais um em meio ao rebanho. Penso, logo existo e, principalmente, discordo do senso comum.


Então nada melhor do que estrear neste espaço falando sobre o atual conflito entre judeus e palestinos, afirmando que a maior parcela de culpa do mesmo é do governo de Israel, dominado por extremistas que simplesmente não reconhecem o direito dos palestinos viverem em um Estado independente.


Reprodução.
É uma hipocrisia ficar tratando Israel como vítima, sendo que nos últimos anos está sendo algoz.

Aliás, se fala muito em terrorismo palestino, em extremismo muçulmano, mas pouca gente sabe que foi através de atos terroristas perpetrados por judeus que se agilizou a criação do Estado de Israel como, por exemplo, a infame "Unidade 101" liderada por Ariel Sharon que espalhou o terror ao longo das fronteiras da Palestina na década de 1950, aterrorizando a sua população civil e obrigando-a a fugir de seus lares e terras próximas às fronteiras. Em 14 de outubro de 1953, Sharon e sua unidade cometeram um massacre na aldeia de Qibya (então sob direção jordaniana).

Na esteira da "Unidade 101" podemos citar o "Haganah", um grupo terrorista judeu clandestino que protagonizou a limpeza étnica dos nativos palestinos entre 1947-1949, que teve entre seus líderes Levi Eshkol, Menahem Begin e Shimon Peres.

Por conta do que o povo judeu sofreu durante a segunda guerra mundial temos a tendência de colocá-los como vítimas indefesas, pobres coitados que só querem viver em paz, mas a realidade não é bem esta. A extrema direita de Israel é belicosa, racista e tem perpetrado um genocídio silencioso de palestinos.

Estes ataques, sob o ponto de vista militar, não se justificam, assim como  o chamado "efeito colateral" (quando a população civil é atingida) não é aceitável e, certamente, alvos com importância militar dificilmente são conquistados. Na minha opinião, o que Israel faz há muitos anos é perpetrar um terrorismo de Estado com a desculpa de estar se defendendo.

O povo palestino está precisando mais de oração do que Israel pois está sendo massacrados pelo maior poder da região que inclusive conta com armamento nuclear. Se querem orar por Israel, orem para que gente moderada, de bom senso chegue ao Poder e reconheça o direito dos palestinos terem um Estado livre e independente.

Com todo o respeito que tenho aos povos envolvidos, está na hora de pararem de se basear em questões religiosas, promessas divinas de território e outras histórias da carochinha e começarem a viver no século XXI, encerrando 70 anos de luta inútil.

Nesta última semana, mais de 100 palestinos foram mortos ou feridos pelos ataques das Forças Armadas Israelense. As baixas do outro lado são mais modestas: de acordo com o a ONU, um militar israelense morreu desde o início das hostilidades e dois ficaram feridos em um acidente. O número de civis mortos levanta preocupações do Comissariado de Direitos Humanos da ONU de violações aos direitos humanos por parte de Israel.

O povo judeu tem direito a um Estado, igualmente o tem o povo palestino. Se o holocausto judeu foi uma das maiores chagas da história da humanidade, o Estado de Israel perpetrar genocídio contra o povo palestino é a repetição desta tragédia e com a condescendência da comunidade internacional.

Se vamos orar por uma causa, oremos pelo bom senso e pelas vidas, de ambos os lados, que estão sendo estupidamente ceifadas.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

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Política - Brasil: de 20º para 12º mais violento do mundo em dois anos

Por Luiz Flávio Gomes / Arquivo JusBrasil

As eleições estão se aproximando e nenhum candidato, até agora (ao menos publicamente) está dando a devida atenção para a violência epidêmica que está corroendo as bases do tecido social nem tampouco para o genocídio estatal macabro (que mata, por razões étnicas, raciais ou socioeconômicas, entre 5 e 20 mil jovens por ano, por meio de execuções sumárias, atingindo prioritariamente os de cor negra ou parda, favelizados ou periferizados). Esse mesmo genocídio massivo, que é fruto de uma política estatal nunca oficializada, também vitimiza centenas de policiais anualmente.


O Brasil, em 2010, conforme levantamento do Instituto Avante Brasil (baseado em dados do UNODC-ONU e Datasus do Ministério da Saúde), somava 52.260 homicídios (27,3 mortes para cada 100 mil habitantes); em 2012 apresentou crescimento de 7,8%, em números absolutos, registrando 56.337 mortes (29 para cada grupo de 100 mil habitantes). Levando-se em conta exclusivamente os países que atualizaram seus números em 2012, o Brasil passou da 20ª posição (em 2010) para a 12ª (em apenas dois anos e depois de feitos os ajustes numéricos pelo Unodc).

Interessante notar que, em números absolutos, o Brasil continua sendo o campeão mundial (56.337 assassinatos), deixando para trás Índia (43.355), Nigéria (33.817), México (26.037) etc. Para o ano de 2014, segundo projeção feita pelo Instituto Avante Brasil, estima-se que o número de mortes absolutas possa chegar a mais de 58 mil. Tudo isso significa que, no Brasil, são registradas mais de 10% das mortes de todo o planeta. Em onze anos (2002-2012) foram assassinadas no nosso país 555.884 pessoas (perto de 50 mil por ano). Jamais, no entanto, tínhamos batido a casa dos 56 mil. E mais: “o dado por até estar subestimado. Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que o volume de homicídios é maior e já teria ultrapassado a marca de 60 mil anuais. O aumento das mortes classificadas como “causa indeterminada”, desconfia-se, seria na verdade um subterfúgio de autoridades estaduais para maquiar a realidade” (Carta Capital 25/6/14: 30).

Quem levanta e estuda todos esses números é a criminologia, que deve ganhar autonomia absoluta frente ao direito penal, ou seja, aos seus conceitos legais e normas (profunda alteração epistemológica, consoante Ferrajoli: 2014/1: 83 e ss.). O penalista (com sua visão normativista) não consegue ver no cipoal de homicídios no Brasil uma grande fatia que é, na verdade, um genocídio massivo de responsabilidade direta do Estado (que mata muito no nosso país, por intermédio dos seus agentes e ainda provoca centenas de mortes destes mesmos agentes). Ferrajoli diz: “A criminologia deve ler e estigmatizar como crimes – crimes de massa contra a humanidade [destacando-se, dentre eles, o genocídio estatal] as agressões aos direitos humanos e aos bens comuns realizados pelos Estados e pelos mercados” (2014/1: 84). Os Estados e os mercados (frequentemente em conjunto) geram danos sociais imensos e já não podem ficar obscurecidos em termos de responsabilidade. Para que isso ocorra, necessário se faz “dar autonomia à criminologia, frente ao direito penal dos nossos ordenamentos assim como diante dos filtros seletivos formulados por ele mesmo” (Ferrajoli). Compete, em suma, aos criminólogos a denúncia de todos os “crimes” que geram danos sociais, ainda que não descritos, por ora, como tais, nas leis. O direito penal não pode limitar o estudo da criminologia, que tem diante de si a tarefa de ir até às últimas consequências pelo menos no que diz respeito ao genocídio massivo estatal (de jovens, negros, pardos ou brancos, favelizados ou periferizados).

quinta-feira, 12 de junho de 2014

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Política - Greve dos Servidores Municipais – O meu é maior que o seu!!!

Por Fabiano Uesler / Charge Dionei Raulino

Faz 22 dias que os Servidores Públicos Municipais estão em Greve, faz 22 dias que Napoleão Bernardes e Sueli Adriano estão em uma disputa para ver quem tem o maior “culhão”. Faz 22 dias que estamos à mercê de um Prefeito Inapto e Legalista (pro lado dele é claro) e de um sindicato partidarista aos extremos e tão inapto quanto o prefeito.

O Sintraseb teve em suas mãos por diversas vezes no ano de 2013 uma grande oportunidade de deflagrar uma greve no momento certo que era o de transição entre governos, porém, alegaram que a atual gestão merecia “uma chance” para apresentar suas propostas. Logicamente isso nada tem a ver com o fato de o PT ser base governista no ano de 2013 (jura) como também nada tem a ver o fato do Candidato Napoleão Bernardes ter assinado um termo de compromisso para com o Sintraseb em 2012 nas eleições municipais. Napinho disse ter dado apenas uma assinatura de (tcha nã nã nãããã) “ciência”, então gente, tá complicado o negócio.

Bora lá destrinchar essa Zueira, ouvi outro dia uma senhora em uma entrevista a uma “tradicional” radio AM da cidade que os servidores não deveriam cobrar uma dívida salarial de 17 anos, que isso “não era justo”. Ok, vamos agora exemplificar a situação, você meu caríssimo leitor, trabalha em uma empresa, e digamos que o seu patrão não lhe paga um mês de trabalho em um certo ano e você trabalhador vem todo mês, todo ano cobrando dele os valores devidos. Acontece que quatro anos depois a empresa é vendida e ao cobrar o seu salário atrasado do novo patrão ele diz que não tem nada a ver com a história pois não era seu patrão na época da dívida. Pois é, você acha isso justo? Não interessa quem é o patrão se partirmos do fato de que a empresa continua a mesma e salário é salário e ponto final, portanto a dívida permanece.

Outra coisa que no começo me causava espanto e que hoje me faz rir às “pampas” são aquelas afirmações clássicas dos preguiçosos morais e mentais que afirmam “não tá contente procura outro emprego”. Então gente, então... “Não tá” contente com as creches e escolas públicas procure uma particular, se não tem dinheiro pra isso está fazendo o que, que não arrumou um emprego melhor? Você é pobre e está nesta situação porque quer ou porque não tem capacidade intelectual pra conseguir algo melhor? E você empresário, está reclamando de faltas? Porque não cria uma creche na sua empresa? Então gente, então que é fácil pôr toda a responsabilidade no insatisfeito sendo que nós mesmos somos também insatisfeitos com a situação.

O SINTRASEB pode ser um sindicato que puxa mais do que sardinha, “puxa é um tubarão” pro lado de certo partido político, seus sindicalistas são tendenciosos, preguiçosos e têm o mesmo problema de falta de comunicação que a atual gestão municipal tem. Porém, isso não diminui o fato de que os servidores públicos municipais estão reivindicando algo justo e devido, ponto final. A prefeitura de Blumenau deve sim muitos anos de correção salarial aos servidores, independentemente de qual seja o sindicato, prefeito ou partido político que esteja à frente desta palhaçada, deste cabo de guerra político. O SINTRASEB não faz mais que a sua obrigação, mesmo achando que ainda estamos na ditadura militar (deveriam atualizar as músicas do carro de som, ninguém merece). Quanto ao “Mister Simpatia 2014” bem, se ficarmos nesse jogo de batata quente afirmando que “a dívida não é do meu governo” e jogando a culpa no governo do “Décio Asfalto Lima” não se vai a lugar nenhum mesmo. Não importa onde começou, o que importa é que a dívida para com os servidores existe e que algum prefeito terá de ser “macho” o suficiente para admitir que é sua responsabilidade a de começar a pagar esta defasagem salarial e que não me venha com tecnicidades bestas.

Quanto ao cabo de guerra e à guerra de egos entre Sueli/Sergio e Napoleão, que coisa feia crianças. “Bora” ver alguns detalhes sórdidos da história, “Napinho e sua Turma do Barulho” dizia que havia cláusulas nas reivindicações dos servidores que seriam impossíveis de ser atendidas e “tals”. SINTRASEB foi lá e tirou as cláusulas “absurdas e tals”. Napinho diz que isso não muda nada e que “O dele continua sendo maior que o da Sueli”. Acredite você leitor, se o “Napoleão The Smile Bernardes” quisesse de fato que os serviços voltassem à normalidade teria feito no mínimo uma proposta de 1% aos servidores. Não fique você pensando que a culpa de tudo isso é só do “sindipato” não, porque se o nosso “Enrolador Municipal” quisesse acabar com a greve ele estaria disposto a resolver a situação sem recorrer à juízes. 

Por favor, alguém inscreva nosso prefeito em um curso de resolução de conflitos. Quanto ao Cabo Eleitoral do PT, digo, SINTRASEB (Sabe de nada inocente) se este sindicato também quisesse resolver a situação ofereceria uma proposta de reposição de perdas viável ao prefeito.

Pois é, o tempo passa, o tempo voa e nós servidores (sim, também sou servidor público) continuamos levando “rés” numa boa. Fico agora esperando pra ver qual dos dois vai se gabar no final das contas porque sei que nós servidores é que não sairemos ganhando em absolutamente nada. O jeito é seguir o conselho dos Zé ruelas da vida e procurar outro emprego, porque acreditem ou não meus caros Zé ruelas, estabilidade não serve pra pagar suas contas de final de mês, porque que no atual governo quem ganha bem são os cargos comissionados (sabe de nada inocente 2).

sexta-feira, 23 de maio de 2014

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Política - Aprovado o projeto que reajusta o salário dos servidores públicos de Blumenau em 5,82%


Por Câmara Municipal de Blumenau



Os vereadores aprovaram, na sessão desta quinta-feira (22), Projeto de Lei Complementar Nº 1.354, de autoria do Executivo, que autoriza a concessão de reajuste salarial aos servidores públicos municipais de Blumenau. Foram nove votos a favor da proposta, que concede o reajuste de 5,82% correspondente à variação acumulada do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no período compreendido entre maio/2013 e abril/2014.

O projeto também reajusta em 11,53% o valor do vale-alimentação dos servidores ativos do Poder Executivo, das suas autarquias e fundações públicas, por dia trabalhado.

Rejeitaram a matéria os petistas Adriano Pereira e Jefferson Forest, os peessedistas Marcelo Lanzarin e Antônio Veneza, além do vereador Ivan Naatz (PDT). O presidente da Câmara, Vanderlei de Oliveira (PT), vota somente em caso de empate.

Inicialmente, a matéria recebeu duas emendas, mas o vereador Ivan Naatz pediu a retirada da sua proposta, que autorizava o Executivo a conceder aumento por categoria diferenciada. A outra emenda, de autoria do presidente Vanderlei de Oliveira, foi aprovada e estendeu o reajuste aos servidores da Câmara Municipal de Vereadores.

Diretores do Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb) ocuparam a tribuna pedindo a rejeição da proposta. Os representantes da categoria estão em greve desde quarta-feira (21) e declararam que com a aprovação do projeto a paralisação dos servidores públicos continuará.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

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Sociedade - As cotas e o Apartheid Tupiniquim


Por Gustavo Melo / Arquivo JusBrasil

Do seu descobrimento até o Império, o Brasil tratava sua população negra como escravos, ou seja, seres inferiores que tinham como função apenas servir aos seus senhores. Não tinham Direitos, apenas deveres, e muitos deveres. Eram instalados em senzalas e como se não bastasse eram amarrados ao tronco para levar chicotadas em caso de rebeldia. Alguns barões da época tinham boa vontade e assinavam uma "carta de alforria" para que este negro pudesse ter para si uma vida mais digna, podendo trabalhar com um salário e poder pagar as suas contas.

Finalmente, em 13 de maio de 1888, um sábado, a Princesa Isabel, tomou a melhor decisão que nem seus antepassados tinham coragem de tomar: assinar a Lei Áurea, permitindo assim que todos os negros em absoluto vivessem em liberdade, garantindo os mesmos direitos e deveres que os brancos tinham, tratando-os como pessoas de plena capacidade para produzir e prosperar.

Infelizmente, o preconceito não parou por aí. Mesmo após a Proclamação da República, muitas pessoas de diversas classes sociais consideravam um absurdo que um negro pudesse assumir uma vida normal como qualquer outra pessoa.

Nos tempos atuais, após um século e 1/4 desde a assinatura, mudanças de posturas vêm ocorrendo no Brasil, não a partir dos cidadãos comuns, mas sim dos nossos próprios governantes. É o que eu chamo agora de "subestimação racial".

Sim, pois agora a capacidade de uma pessoa ingressar numa faculdade ou em um cargo ou função pública está diretamente ligada à quantidade de melanina que ela possuir. Em uma linguagem mais informal, o que os parlamentares têm defendido é "Quanto mais negro, mais burro, e por ele ser burro, precisamos fazer cotas para os coitadinhos, se não eles nunca serão aprovados nos exames.

Existem tantos negros inteligentes em nossa geração, dotadas de uma sabedoria ímpar, como o nosso Nobre Ministro do STF Joaquim Barbosa, o saudoso cantor Jair Rodrigues, a talentosa atriz Taís Araújo, entre tantos outros nomes conhecidos. Agora olhe pense nessas pessoas e diga se elas precisaram de cotas para subir na vida.

Hoje, 20 de maio de 2014, o Senado aprovou um texto que institui cotas em concursos públicos federais para negros de 20% apenas por estes serem negros. Esses parlamentares só podem ter faltado às aulas de Biologia. Ou seja, estamos diante de um novo apartheid no Brasil, onde ser negro agora é mérito e ser branco é uma lástima, estimulando assim o ódio racial numa terra onde todos deveriam se tratar como simplesmente humanos. Bem, às vezes, ser daltônico não seria tão ruim assim.


Imagens: Reprodução

sexta-feira, 16 de maio de 2014

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Política - Lula, cala a boca, por favor!



Lula é o rei das pérolas. E dizer que a compra da refinaria de Pasadena foi um bom negócio é mais uma para a sua lista

Você com essa fala então afirma que Pasadena foi bom para a Petrobras da mesma maneira que o mensalão não existiu

Lula, aproveita que estou calmo e um tanto quanto educado, pois no seu caso a Educação passou longe. E aqui é sem trocadilhos. Ou é com? Já nem sei mais. Na verdade, você nunca foi muito gentelman no tratar com as pessoas. Até me chamou de idiota quando atacou quem criticava o Bolsa Família. Mas isso é página virada. Quer dizer mais ou menos, mais ou menos.

Então quer dizer que agora sua santidade acha que a compra de Pasadena foi um bom negócio? Anuncia agora no Bom Negócio então, “papito” e tenta vender de volta. Lula, você é o rei das pérolas. Essa é mais uma para a sua lista, que não termina nunca.

É claro que mais uma vez você vai gritar que tudo o que foi feito sob o seu governo – e no da Dilma também – e a compra de Pasadena foi feita enquanto você era presidente, foi feito com o maior rigor e idoneidade possível que um governo transparente como o seu poderia fabricar. Mas isso na sua cabeça. E que tudo o dizem contra é produto da inveja e da vontade de manchar o PT & Cia. E agora tem uma novidade né, Lula? Tem gente querendo fazer caixa dois com as denúncias. E para com isso de que em toda eleição aparece alguém com uma denúncia contra a Petrobras. Se tivesse sumido um clipe, mas não foi um clipe. Já deu, Lula. Chega disso.

Você, com essa fala, então afirma que Pasadena foi bom para a Petrobras, da mesma maneira que o mensalão não existiu. Sinceramente, só falta dizer que se foi bom para a Petrobras, foi bom para o Brasil. E se foi bom para o Brasil, foi ótimo para o povo. Será que não está faltando outro sujeito na frase? Ou melhor, acho que estaria faltando um adjunto adnominal de lugar: tipo o bolso de alguns.

E Lula, que está de passagem pela Bahia, onde participou da inauguração do campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, em Salvador, disse mais uma vez que Dilma será reeleita “para a desgraça” das elites. E nesse momento tenho que dar meu braço a torcer e concordar parcialmente com Lula. Se realmente for a Dilma a verdadeira candidata e ela for reeleita, será realmente uma desgraça, mas não para as elites, e sim para o Brasil. E caso seja Lula o candidato e ele seja eleito, aí meu amigo, vira uma hecatombe.

Mas pelo conjunto da obra, cala a boca Lula.

Depois de Pasadena...


E caso seja Lula o candidato e ele seja eleito, aí meu amigo, vira uma hecatombe

Não bastasse o escândalo de a compra de Pasadena ser defendida por Lula como um bom negócio, queria saber o que ele diria agora quando o Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu irregularidades – demorou um pouco né? – e má gestão em uma obra anunciada com orgulho, em 2010, no Maranhão, terra do cão sarnento?

Fala, Lula. Fala agora alguma coisa! Agora sou eu quem está pedindo. Tá revogado momentaneamente o cala boca, Lula.

No início de 2010, foi feito uma grande festa, com direito a discurso para o lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium I, em Bacabeira, a 60 km de São Luis. Seria a maior refinaria do Brasil, produziria 600 mil barris/dia e empregaria 25 mil pessoas no ápice das obras e estaria em pleno funcionamento em 2016. Na época Lula era o presidente do Brasil e Dilma era ministra da Casa Civil. Roseana Sarney era, e continua sendo, a governadora do Maranhão. Seu pai, o senador José Sarney, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que continua também no cargo, participaram desse circo. Circo porque quatro anos depois, a obra está parada e já foram consumidos R$ 583 milhões em terraplanagem, além de R$ 1 bilhão em projetos, treinamentos, transporte, estudos ambientais. Tudo pago com dinheiro da Petrobras. O valor estimado está cotado em R$ 38 bilhões, mas só se poderá conhecer o valor exato depois da etapa de consulta ao mercado, que ficará pronta em 2018.

Acontece que nesses quatro anos já foram feitos vários aditivos mudando valores, e com isso encarecendo mais ainda uma obra que com certeza já é mais um escândalo.

Fora que com a promessa de até 25 mil novos empregos para as obras da tal Refinaria Premium I, vários comerciantes investiram pesado visando atender justamente essa demanda de serviços que seria gerada pela obra, o que não aconteceu.

E eu pergunto "E agora?". As pessoas, ou melhor, os governantes estão pouco se lixando com o todo que. no caso, são as pessoas. Eles estão preocupados com o tudo. Tudo que o lançamento de uma obra dessas poderá gerar para a imagem deles. Tipo "Foi na minha gestão que a obra aconteceu". E o acontecer é somente começar. Hoje, eles não estão preocupados em acabar. O acabar sempre poderá ser complicado e a culpa poderá ser posta em outra pessoa, já que numa obra vários fatores trabalham juntos ou não. E acaba-se assim: “A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser”, frase do grande filósofo Homer Simpson. A Dilma é mestra em fazer isso. Ela pode até começar, mas acabar que é o complicado. Né, Dilma?

Vai falar nada, Lula? E você, Dilma? Fala, porcaria!

Governo covarde!

Há tempos que se fala no governo que será preciso aumentar o imposto de bebidas, mas a essa altura do campeonato, dos muitos escândalos, da Dilma em queda, da ameaça do setor de bares e restaurantes em elevar os preços já exorbitantes em mais 12% e na demissão de 200 mil trabalhadores, resolveu-se adiar para depois da Copa esse aumento.

Os governantes estão pouco se lixando com o todo que no caso são as pessoas

Imagina o povo tendo que pagar mais pela sua cervejinha, pelo seu refrigerante?

Fico pensando que em setembro, mês em que dizem que virá o aumento, ficará inviável se consumir bebidas em restaurantes, que hoje já nos assaltam cobrando de R$ 4,50 a R$ 6,00 – tem restaurantes que é até mais – por uma lata de 350 ml. O jeito será levar um isoporzinho básico para a churrascaria.

E, não querendo colocar mais gelo no refrigerante e na cerveja, acho que é tudo de caso pensado. Acompanha: já sabendo do aumento, o povo irá estocar cerveja em casa. E setembro é colado com outubro, que é mês de eleição. Então, se juntar dois mais dois, chega-se a quatro.

Para bom entendedor, um copo d´água basta.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

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Economia - Brasil, País Sem Leis!


As pequenas e micro empresas no Brasil juntas são responsáveis por 60% da geração de emprego e ainda 20% do PIB, segundo dados do IBGE. Além disso, das 6 milhões de empresas formalizadas no Brasil, 99% são pequenas e micro empresas.

Com esses dados podemos facilmente concluir que o que move o país são as pequenas e micro empresas, e que sem elas o Brasil entraria em um colapso inimaginável. Contudo com tamanho impacto que essas empresas representam na vida de todos nós brasileiros, e consequentemente, na economia do país como um todo ou seja, na nação brasileira. É inacreditável como o governo faz pouco caso ou não demonstra nenhuma preocupação em manter essas empresas atuantes no mercado.

O brasileiro segundo pesquisa é um dos povos mais empreendedores do mundo. Cria-se uma micro empresa com o sonho de prosperar e chegar a ser uma pequena empresa, média e porque não, uma grande empresa. Dizem que sonhar não custa nada, então porque não sonhar grande? Realmente sonhar não custa nada, mas manter uma empresa competitiva no Brasil custa muito. Custa muito caro mesmo!

Com uma das maiores cargas tributárias mundiais, burocracias, obrigações intermináveis, o empreendedor que na maioria das vezes não possui conhecimento para atender tantas exigências, se vê diante de um fardo muito pesado para suportar.

Para amenizar um pouco essa carga do contribuinte, depois de anos de discussão esta semana, nos dia 29/04/2014 estava marcada a votação do Projeto de Lei 221/12. Nesse projeto estava previsto o fim da Substituição tributária pelas empresas optantes do simples nacional, a inclusão de todas as categorias empresariais nessa modalidade além do aumento do teto para faturamento entre outros pedidos dos empresários.

Como era de se esperar a votação foi adiada para a próxima semana, pois a presidente Dilma Rousseff já havia ameaçado de vetar alguns pontos, a menos que sejam satisfeitos alguns pedidos do governo. Com isso as cúpulas dos partidos agora devem se reunir para que cada um ceda um pouco, a favor do outro para então sim, voltar à votação. 

As empresas que são as grandes interessadas não estão em discussão, e sim as vantagens que cada partido terá em relação a esse projeto de Lei.

E o empresário como fica diante dessa realidade? O empresário se vê obrigado a abrir mão do sonho logo nos dois primeiros anos, pois não consegue cumprir com tantos compromissos e obrigações.

E assim o Brasil caminha.

O Brasil que tem uma das mais modernas constituições do mundo e ao mesmo tempo um país sem Lei.

Imagens: Reprodução

quinta-feira, 1 de maio de 2014

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Política - Corrupção, um dilema político ou humano?


Por Fernanda Caprio / Arquivo JusBrasil

Nosso Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou neste mês de abril/14 aumento no número de brasileiros filiados a partidos políticos. Segundo registros da Corte, de outubro/13 para ca 64.455 novas filiações foram processadas, praticamente 10 mil novos filiados por mês.
Temos hoje 15.329.320 cidadãos filiados às 32 siglas partidárias ativas, correspondendo a 7,6% da população. Será que isso é muito, ou pouco, num país de 200 milhões de habitantes? 
No Brasil, a única forma de participar da política é através da filiação partidária. No nosso atual formato, candidaturas independentes, os “sem partido”, não têm espaço. Por quê? Simples, o partido é a manifestação ideológica de um grupo de militantes, que através do processo eleitoral e do alcance do poder político, levarão propostas de melhoria social para votação (legislativo) e aplicação (executivo). 
A Lei dos Partidos Político, Lei 9.096/95, em seu artigo primeiro, torna isso bem claro:

“Art. O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.”
Apesar disso, é comum ouvirmos: “Não gosto de política”, “Políticos são corruptos”, etc. 
À primeira questão, é preciso refletir o seguinte: a política, muito debatida e amplamente criticada, é o único meio de criação e implantação de projetos que realmente venham a mudar a vida das pessoas. Escolas, postes de luz, pontes, ruas, atendimento sanitário, saúde pública, e tantas outras questões, dependem do gestor público e do legislador para serem colocadas em prática. Não bastasse isso, não gostar de política é uma grande inverdade. Todo ser humano faz política desde que nasce, assim que chora pela primeira vez, manifestando suas necessidades e negociando formas de atendê-la. A criança ou o jovem que se torna representante de classe, defende o interesse de um grupo (os alunos) perante algo maior (escola), e isso é manifestação política. O morador que se torna presidente de bairro, ou síndico de condomínio, e luta por redução de custos, organização da vida coletiva, também defende seu grupo (moradores). A dona de casa que sai às compras e negocia descontos em nome da economia familiar, também defende interesses de um grupo (a família). A política, por assim dizer, está na natureza humana.
Quanto à segunda questão, corrupção, na verdade, o problema não está na política, e sim, no ser humano. Não podemos colocar a política como vilã quando ela é apenas consequência, e não causa. A causa somos nós, homens e mulheres. Somos nós que precisamos melhorar nossos valores, nossas atitudes, para, assim, melhorarmos a política. Tem um ditado que diz: "quem pode o mais, pode o menos". Então, quem "rouba" uma caneta, "rouba" um país, pois ser honesto não tem tamanho.

Imagens: Reprodução