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sexta-feira, 18 de julho de 2014

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Cinema - Expectativas para o segundo semestre!

No início do ano fiz uma postagem com as expectativas cinematográficas para 2014 (clique aqui e veja a matéria), após algumas decepções e algumas felizes surpresas, eis que a lista precisa ser atualizada para o segundo semestre!



Julho

Planeta dos Macacos: O Confronto [Dawn of the Planet of the Apes, EUA, 2014]
Depois do ótimo “Origem do Planeta dos Macacos”, Andy Serkis volta a interpretar Cesar, neste que os anúncios tem chamado de a última chance de paz entre humanos e primatas (e eu que pensava que os humanos também eram primatas).



Guardiões da Galáxia [Guardians of the Galaxy, EUA, 2014]
Pelo jeito, o mais cômico e descompromissado filme de heróis da Marvel, tenho altas expectativas, mas se o filme decepcionar, pelo menos a música do trailer valeu a pena!



Agosto

O Destino de Júpiter [Jupiter Ascending, EUA, 2014]
Mais uma chance para os irmãos Wachowski (irmão e irmã, atualmente) provarem seu valor, é esperar para ver.



As Tartarugas Ninja [Ninja Turtles, EUA, 2014]
Tem gente reclamando por aí, mas eu achei sensacional o design das tartarugas. Pelo jeito, o filme vai combinar o humor do desenho animado e dos filmes dos anos 90 com muita ação, explosões e computação gráfica. Tem potencial, tanto para o sucesso como para o fracasso. Além disso, tem Megan Fox como April O'Neil, santa tartaruga!



Chef [EUA, 2014]
Gosto muito do trabalho de Jon Favreau como diretor e acho que ninguém poderá dizer que esta é mais uma comédia sem sal, afinal, o que não falta neste filme é sal, pimenta, cebola, molhos e tudo que enche um belo prato.



Os Mercenários 3 [The Expendables 3, EUA, 2014] 
Um trailer só para mostrar os atores e outro só para as explosões. Sim, os brucutus estão de volta, detonando tudo, compensando a falta de roteiro com tiros, explosões, frases de efeito e muita canastrice.



Setembro

Hércules [EUA, 2014]
The Rock, ou melhor, Dwayne Johnson disse que este é o papel de sua vida, bem, pior que o Hércules da série de TV dos anos 90 não pode ser.



Lucy [EUA, 2014]
O diretor Luc Besson, que sempre teve fortes personagens femininas, resolveu transformar Scarlett Johansson em uma super-heroína, mas não algo mundano como a Viúva Negra, mas algo no nível Dr. Manhattan. Prevejo um filme que será uma grande galhofa, porém, sensacional, ao mesmo tempo.



Sin City 2 [Sin City: A Dame to Kill For, EUA, 2014]
Se Robert Rodriguez não perdesse tanto tempo fazendo filmes como Pequenos Espiões e Sharkboy and Lavagirl, não precisaríamos aguardar desde 2005 por esta sequência. Só espero que tenha valido a pena.



Novembro

Interstellar [EUA/Reino Unido, 2014]
Está aí o filme que acredito que será o melhor do semestre. Até hoje, Christopher Nolan não fez sequer um filme ruim e a julgar pelo trailer de Interstellar, espero uma ficção científica nos níveis do primeiro Matrix.



Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 [The Hunger Games: Mockinjay - Part 1, EUA, 2014]
Só o carisma de e Jennifer Lawrence já suficiente para me fazer assistir ao filme, mas além disso, a história que vem sendo desenvolvida e os personagens secundários também são ótimos.



Débi e Lóide 2 [Dumb and Dumber To, EUA, 2014]
Estamos meio carentes de boas comédias ultimamente, Adam Sandler e seus filmes cada vez piores estão aí para provar. Agora não sei se é apenas um sentimento de nostalgia que me faz acreditar que Débi e Lóide 2 será diferente ou se realmente tem algo de bom aí.



Dezembro

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos [The Hobbit – The Battle of the Five Armies, EUA, 2014]
E assim vamos lá e de volta outra vez à Terra Média, possivelmente pela última vez. Já começa a deixar saudade!

Como até o momento não saiu nenhum trailer do novo Hobbit, fique com a versão Lego!


Exodus [EUA/Reino Unido, 2014]
Mais uma adaptação bíblica, mas dessa vez com direção de Ridley Scott e protagonizado por Christian Bale. Aí eu boto fé!


E você, sentiu falta de algum filme nessa lista? Qual a sua maior expectativa cinematográfica até o fim de 2014?

segunda-feira, 23 de junho de 2014

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Música - Top 10 Mitos do Rock

A história do Rock é recheada de mitos e lendas, muitas vezes é impossível distinguir o que é real e o que é inventado, mas é muito fácil de imaginar como elas se propagam, ou você não tem nenhum amigo no facebook que compartilha qualquer coisa sem checar a veracidade? Com a internet, os mitos se propagam muito rápido, mas também são desmentidos muito rápido, mas numa época pré-facebook, antes mesmo das primeiras lendas urbanas serem repassadas por e-mail, era o bom e velho boca a boca que disseminava as mais curiosas histórias sobre o mundo do Rock. E muitas delas duram até hoje!



10 – Mick Jagger e David Bowie

O mito: Angela Bowie, esposa de David, teria dito em um programa de TV que surpreendeu o marido juntamente com Mick Jagger na cama. Conspirólogos dizem, inclusive, que a música “Angie” dos Rolling Stones, seria dedicada à Angela como um pedido de desculpas de Jagger.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Posteriormente, Angela Bowie, disse que os viu apenas dormindo na mesma cama e jamais teve a intenção de insinuar um caso entre eles, Jagger e Bowie sempre trataram o assunto com irreverência, mas afirmam categoricamente que “isso não passa de uma grande besteira” (seja lá o que isso signifique!).



09 – A Língua Bovina de Gene Simmons

O mito: Dizem as más línguas que o vocalista e baixista do Kiss, Gene Simmons, fez um implante com uma língua de vaca para ampliar o alcance do seu músculo genioglosso.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Gene Simmons disse que apenas nasceu abençoado, médicos dizem que a ciência ainda não atingiu tamanha evolução, bem, olhe as fotos abaixo e tire você mesmo suas conclusões.



08 – Ator Infantil vira o Anticristo

O mito: Marilyn Manson seria o ator que interpretava o personagem Paul Pfeiffer na série de TV “Anos Incríveis”.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Muitos mitos cercam a persona de Marilyn Manson, incluindo a história de que ele teria removido duas costelas para facilitar sexo oral em si mesmo. O próprio Marilyn Manson gosta de alimentar tais boatos e não os confirma, nem desmente. No entanto, a série anos incríveis foi exibida até o ano de 1993 e o primeiro álbum de Marilyn Manson data de 1994, então, a não ser que Josh Saviano (sim, este foi o ator que de fato interpretou Paul) tenha visitado o Zoltan e pedido para ser grande, seria um pouco difícil os dois serem a mesma pessoa.



07 – Ele Vendeu a Alma pelo Rock n’ Roll

O mito: Robert Johnson, tido como um dos maiores músicos de blues que já viveu, teria  vendido sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca do dom de tocar.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Não há como refutar essa teoria, vários aspectos de sua vida e as circunstâncias de sua morte contribuem para reforçar o mito, mas assim como Beethoven ou Jimi Hendrix, ele poderia apenas ser um cara talentoso e dedicado.



06 – Sangue Novo

O mito: O guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, teria trocado completamente de sangue para limpar o corpo do uso de drogas
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Keith Richards sempre inventa uma história diferente sobre isso, numa delas, disse ter recebido sangue de cavalo (deve ser por isso que ele ainda está vivo!). Richards já afirmou ter injetado as cinzas de seu pai em uma solução com heroína.



05 – Frank Zappa Come Cocô

O mito: Acho que o título é auto explicativo.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): A história foi tão difundida que Frank Zappa teve que negá-la muitas vezes, inclusive, ele inicia sua autobiografia da seguinte maneira "Eu nunca comi cocô no palco, e o mais próximo que cheguei de comer cocô em algum lugar foi no Buffet do Holiday Inn em Fayetteville, Carolina do Norte em 1978”.



04 – Kurt & Courtney

O mito: Kurt Cobain não se suicidou, foi assassinado a mando de sua esposa Courtney Love. Há um documentário inteiro sobre isso chamado Kurt & Courtney, onde são entrevistados supostos assassinos que teriam recebido propostas de Courtney para assassinar Kurt, também são apresentadas teorias como a de que a letra de Kurt muda no fim de sua carta de suicídio (justamente quando ele fala de Courtney) e de que ele havia ingerido tanta heroína que não teria forças para puxar o gatilho.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): A polícia fechou o caso como suicídio, apesar de alguns pontos nesta teoria fazerem sentido há muitas peças faltando, não há indícios de outras impressões digitais na arma e não há um suspeito de ter cometido o assassinato. Além disso, quem é fã de Nirvana, apesar de odiar a Courtney, sabe que Kurt Cobain era uma pessoa autodestrutiva e ele vinha dando sinais de que se suicidaria há muito tempo.



03 – O Lado Obscuro de Oz

O mito: Ao terceiro rugido do leão da MGM no início do filme “O Mágico de Oz” de 1939, se você tocar o álbum do Pink Floyd, “The Dark Side of the Moon” de 1973, perceberá que o álbum funciona como uma trilha sonora para o filme, com várias conexões, inclusive, o álbum deve ser tocado repetidamente, pois as conexões continuariam mesmo após o fim do álbum.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): O.K., isto não é um mito, é fato, qualquer um pode testá-lo, eu mesmo já o fiz de forma analógica há algum tempo, hoje está mais fácil, basta assistir o vídeo abaixo, que já vem com as obras sincronizadas. Em minha opinião, alguns dos momentos mais marcantes são:

07m50s: A cena de Dorothy cantando "Over The Rainbow" é cortada justamente no momento em que se inicia a música "Time", que coincide com a chegada da bruxa.

14m50s: The Great Gig In The Sky" (O Grande Espetáculo No Céu) inicia justamente quando começa o tornado no filme.

19m30s: Dorothy abre a porta e o filme fica colorido, neste momento se inicia “Money”. Referência ao alto custo de um dos primeiros filmes coloridos da história ou até mesmo aos tijolos amarelos (ouro).



02 – Elvis não Morreu

O mito: Inconsistências no atestado de óbito do rei fez com que alguns acreditassem que ele não morreu, mas forjou sua morte para que pudesse viver em paz.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Apesar de muitos alegarem terem visto Elvis Presley vivo nos mais diversos locais e muitos anos após a sua morte, pessoas também alegam terem visto Jim Morrison, Deus e discos voadores, e os tabloides dão espaço para todos eles.



01 – Paul está Morto

O mito: Paul McCartney teria morrido em um acidente automobilístico e teria sido substituído por um sósia (ou um clone) desde então. John Lennon saberia da verdadeira história, mas proibido de dizer a verdade pelos empresários, ele teria escondido mensagens na obra dos Beatles para dizer ao mundo que seu amigo estava morto.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Ou Paul está vivo, ou seu sósia era mais talentoso que o original, pois a obra que ele criou a partir de 1966 é muito superior ao que veio antes. De qualquer forma, as supostas evidências são muito boas, eis as minhas preferidas:

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
- A capa é, na realidade, o desenho de uma sepultura (a de Paul) com todas aquelas pessoas olhando (note os arranjos de flores típicos de um funeral).

Abbey Road
- Na capa com os Beatles atravessando a rua, Paul está com o passo trocado em relação aos outros, é o único fumando e está descalço (os mortos são enterrados descalços), além de estar com os olhos fechados.
- Lennon, de branco, representaria Deus ou Jesus Cristo; Ringo, o agente funerário; Paul, o cadáver e George, o coveiro.
- O cigarro que Paul segura está na mão direita. o Paul verdadeiro era canhoto, estaria com o cigarro na outra mão.
- Um fusca branco estacionado na rua tem a placa 28IF, um lembrete de que Paul teria 28 anos SE (IF) estivesse vivo. O Fusca na Inglaterra é chamado de "Beetle".




E você, lembra demais algum mito do Rock? Então compartilhe estes mitos no facebook sem checar a veracidade e continue ligado no TdB para histórias, lendas e mentiras!

terça-feira, 17 de junho de 2014

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Geral - 1º Censo de Tatuagem do Brasil

Por Revista Superinteressante - Edição Março/2014

Para descobrir quem são os tatuados brasileiros, a revista SUPERINTERESSANTE fez uma pesquisa inédita por meio das redes sociais, com mais de 80 mil entrevistados e 150 mil tatuagens mapeadas. Os resultados desse censo foram publicados na edição de março da revista. Confira abaixo alguns dados e depoimentos:

Fonte: http://super.abril.com.br

Fonte: http://super.abril.com.br

DEPOIMENTOS
Os participantes do Censo foram convidados a dividir suas histórias. Leia algumas delas:


“Fomos ao estúdio eu, minha mãe e minha vó”
Marina Formiga, 21 anos, quiropraxista
“Desde os 15 anos eu queria fazer uma tatuagem, mas minha mãe dizia que era melhor esperar até os 18. Quando chegou a hora, fui ao estúdio com ela e a minha vó. Foi a primeira vez para mim e a minha mãe, mas a minha avó já tinha feito uma.
Acabamos voltando alguns anos depois, no fim do ano passado, e dessa vez as três fizeram a mesma tatuagem: um elefante tribal e seu filhote no tornozelo. Ela representa a importância da figura materna, já que nós três somos muito unidas.”

“Quando fiz a primeira, tinha 57 anos”

Aldo Jung, 64 anos, jornalista
“Comecei a me tatuar fazendo o retrato do rosto de minha amada, em p&b, na parte superior do braço esquerdo, em henna. Foi antes das férias. Depois de perceber a reação das pessoas, ao voltar das férias fiz a tatuagem de verdade. No ano seguinte, completei o desenho, fazendo-a nua, até a cintura, emoldurada por um grande sol colorido. No outro ano, e no outro braço, tatuei um coração bem colorido, atravessado por uma faixa com o nome dela. Quando fiz a primeira tatuagem tinha 57 anos.”

“Minhas tatuagens são fruto de promessas”

Danielly Friedrich, 23 anos, jornalista
“Desde criança aprendi a amar o Bayern de Munique, um time alemão. No meu caso, sagradas são as tardes de terças ou quartas de Champions League, e as manhãs de sábado da Bundesliga. Nenhum vizinho entende o tanto que eu grito nesses horários. Minhas duas tatuagens são fruto de promessas: a primeira, em 2012, fiz quando estávamos prestes a ser eliminados da Champions pelo Real Madrid, mas conseguimos a classificação nos pênaltis. Infelizmente naquele ano perdemos o título em plena Allianz Arena, mas a alegria viria em 2013. Na final contra o Borussia Dortmund, abrimos o placar, mas levamos o empate. No desespero, não poderia me frustrar novamente após chegar tão perto, e prometi tatuar o lema do clube, "mia san mia" (“nós somos o que somos”). Veio o gol sagrado de Robben, morri e voltei de tanta felicidade, e cumpri minha promessa com a maior satisfação do mundo. Muitas pessoas podem achar bobagem, mas o sentimento de torcer incondicionalmente por um clube é incrível. Pena de quem não consegue se sentir desse jeito.”

“Tatuei meus ídolos de infância”

Rafael Geraldo, 30 anos, designer
“Tenho uma tatuagem no antebraço que é quase uma piada. Fiz quatro nomes de forma rebuscada e tradicional. A sensação, para quem vê de longe, é que é alguma oração ou algo muito sério. Mas quando lê com calma vê que está escrito: ‘Didi, Dedé, Mussum e Zacarias’. Isso mesmo, tenho uma tatuagem dos Trapalhões, meus ídolos de infância.”

“Preciso esconder minhas tatuagens para trabalhar”

Roberta, 24 anos, professora
“Sou professora do ensino fundamental e a escola onde dou aula é muito rígida. Outro dia estava em uma feira gastronômica de camiseta e com minhas tatuagens à mostra e dei de cara com um aluno… Precisei jogar o cabelo na hora para esconder a tatuagem. Se isso chegasse no ouvido da diretora, eu perdia o emprego na hora (ela tem muito preconceito com tatuagens). Ela diz que isso pode influenciar os alunos de forma negativa. Mas enfim, não penso em trocar de emprego porque gosto muito do que faço e da escola onde dou aula.”

“Meu chefe me discrimina e também tem tatuagem”

Rafael, 26 anos, eletricista
“Sempre fui discriminado no trabalho por minha tattoo ser ‘grande’ (ela começa no ombro e termina no cotovelo). Sempre trabalho de manga longa, mas mesmo assim meu gerente já pediu que eu nem entrasse na empresa de camiseta manga curta. Bom. Um dia estávamos conversando e ele me diz do nada que também tem uma tatuagem. E detalhe: é uma tentativa de quem não aguentou a dor. A tatuagem do cara era muito parecida com a minha, só que bem menor…”

“A tatuagem me libertou”

Michelle Antunes, 30 anos, arquiteta
“Sofri um acidente de carro quando tinha 18 anos, fiquei com uma cicatriz enorme na perna e não usava shorts ou saias por causa disso. Depois de muitas cirurgias, recebi alta para fazer plásticas para corrigir a cicatriz. Fiz uma só e decidi que não queria mais sofrer com anestesias e cirurgias, e preferi ‘sofrer’ ganhando um desenho lindo. Tatuei toda minha coxa com dois elefantes indianos maravilhosos que são minha paixão, mostro para todo mundo e não tenho mais vergonha de usar saia! A tatuagem me libertou.”

quarta-feira, 11 de junho de 2014

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Cinema: As Melhores / Piores traduções de nomes de filmes estrangeiros no Brasil


Todos que gostam de cinema, em algum momento em suas vidas, já devem ter checado o título original de determinado filme. Ouso dizer, que aqueles que fizeram isso mais de uma vez devem ter percebido que dificilmente o título do filme no Brasil é uma tradução literal do título original, certo? Bem, antes de atirarmos nossas pedras contra os tradutores, faremos aqui dois esclarecimentos:

1 – Não são os tradutores os responsáveis pela tradução do título dos filmes (what?), mas o departamento de marketing das distribuidoras. Isso mesmo, a maioria das decisões sobre qual será o nome de um filme no Brasil se baseia em aspectos mercadológicos, ou seja, na melhor forma de vender o filme e não em se manter fiel ao nome original.

2 – Muitas vezes as traduções não literais melhoram muito o nome do filme, ou pelo menos nos dão algum contexto. Por exemplo, o clássico “Giant” (Gigante) de 1956, faz referência ao apelido do estado do Texas, que é onde a trama se passa. Mas o que isso diz ao expectador brasileiro? Se bem que sabe-se lá de onde tiram o nome  “Assim Caminha a Humanidade”. Se o filme não fosse tão antigo, diria ser obra do Lulu Santos! O.K., vamos utilizar um exemplo melhor para uma boa adaptação não literal, “The Godfather” (O Padrinho) de 1972, tudo bem que o padrinho é o chefe da máfia italiana, mas nada como o peso de “O Poderoso Chefão”!

Guardaram aquelas pedras? Chegou a hora de usá-las, veremos aqui alguns casos curiosos de adaptação de nomes de filmes estrangeiros no Brasil.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)
Título Original: Annie Hall

Parece que nomes próprios como título de filme no Brasil não colam, precisamos de mais informação, um título cômico como neste caso, ou apenas um subtítulo como em “Jerry Maguire - A Grande Virada” ou “Forrest Gump, o Contador de Histórias”.





Como Não Perder Essa Mulher (2013)
Título Original: Don Jon | Tradução: Don Jon (Uma referência a Don Juan)

Títulos genéricos e melosos são comuns em todas as comédias românticas, só que nesse caso não se trata de uma comédia romântica, mas de uma ode à pornografia, um filme ácido que faz crítica justamente ao condicionamento social criado pelas comédias românticas. Fico imaginando aquele casal que foi ao cinema e escolheu baseado no título e no pôster. Se bem que os homens devem ter gostado!




Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013)
Título Original: Saving Mr. Banks | Tradução: Salvando Sr. Banks

Que tal um nome que faça referência ao principal plot twist (reviravolta) do filme? Não, vamos criar um título bem explicadinho, que mais parece nome de documentário, para que ninguém fique confuso.






Meu Primeiro Amor (1991)
Título Original: My Girl | Tradução: Minha Garota

Até que o título nacional ficou bom, mas acho que ninguém contava com “My Girl 2”, que gerou o bizarro “Meu Primeiro Amor 2”. Bem, pior seria se usassem “Meu Segundo Amor”.






Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Título Original: Ferris Bueller's Day Off | Tradução: O Dia de Folga de Ferris Bueller

Departamento de alta criatividade dos anos 80 em ação, o que não faltavam eram altas confusões, turminhas da pesada, embalos, tiras e alguma coisa quase perfeita (ou mais que perfeita).





Entrando Numa Fria (2000)
Título Original: Meet the Parents | Tradução: Conheça os Pais

Eis os herdeiros da zuera dos anos 80 e os nomes que ficam cada vez maiores, o último foi “Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família”, na mesma categoria de “Olha Quem Está Falando Também” e “Eu Ainda Sei o Que Vocês... (Ah, vocês sabem)”.





Família do Bagulho (2013)
Título Original: We're the Millers | Tradução: Somos os Millers

Ou alguém perdeu uma aposta na distribuidora deste filme e teve de aceitar a sugestão do estagiário, ou eles são gênios do marketing, por que agora a criatividade foi longe demais.






Se Beber, Não Case! (2009)
Título Original: The Hangover | Tradução: A Ressaca

Há algo de errado com o nome “A Ressaca”? Acho que não, inclusive o filme “Hot Tub Time Machine” recebeu este título no Brasil. Mas o departamento das galhofas em comédias não estaria satisfeito, certo? Como resultado, temos a pérola “Se Beber, Não Case! – Parte III”, que não tem casamento.





Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (2010)
Título Original: It's Kind of a Funny Story | Tradução: É um Tipo de História Engraçada

Outra coisa que somos fera é de nos aproveitarmos do sucesso de algo para vender outra coisa. Ora, vamos aproveitar que o Zach Galifianakis está neste filme e vamos criar um título que remeta a “Se Beber, Não Case!”, mesmo que não tenhamos em mãos uma comédia propriamente dita.




E por último, o grande campeão:

Uma Noite Alucinante / A Morte do Demônio (1981)
Título Original: The Evil Dead | Tradução: Morte Demoníaca

Quando “The Evil Dead” foi lançado em 1981 recebeu o nome de “A Morte do Demônio” no Brasil, talvez quem deu o nome confundiu a palavra “Evil” com “Devil”, enfim, nada demais em meio aos loucos anos 80. Mas acontece que “Evil Dead II” recebeu o título de “Uma Noite Alucinante” e “Evil Dead III: Army of Darkness” passou a se chamar “Uma Noite Alucinante 3”. Será que alguém percebeu que faltou “Uma Noite Alucinante 2”? Bem, no primeiro relançamento de “Evil Dead”, este foi rebatizado de “Uma Noite Alucinante”. Pera aí, esse não era o nome de “Evil Dead II”? Estou perdido, só sei que o remake de 2013 foi batizado de “A Morte do Demônio”. Só espero que não continuem a saga, pois eu não entendo mais nada!




E você, sentiu falta de algum título bizarro ou curioso dado a um filme em sua versão brasileira? Continue ligado em Todo dia Blumenau para mais informações sobre galerinhas do barulho que aprontam altas confusões!


Alguns dos títulos aqui mencionados foram extraídos do livro “Perdidos na Tradução”, de Iuri Abreu. Clique aqui para ver a ficha do livro no skoob.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

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Literatura - A Tríade Distópica – Parte 2: “Laranja Mecânica”


Juntamente com 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica, de Anthony Burgess é a obra literária que fecha a Tríade Distópica, são romances ambientados num futuro não muito distante das épocas em que foram escritos e que criticam a alienação, o totalitarismo e as formas de controle social. Se na parte 1 desta série vimos a obra distópica mais impactante (clique aqui para ler o artigo sobre o livro “1984”), agora nos focaremos naquela que é a mais famosa, fama em grande parte advinda da excelente adaptação cinematográfica do mestre Stanley Kubrick.

Apesar deste artigo fazer alguns paralelos e utilizar imagens da película, não é seu objetivo analisar o filme, mas o romance originalmente lançado em 1962.
Anthony Burgess não era um escritor de sucesso e nos idos de 1959 foi diagnosticado com um tumor cerebral, a partir deste ponto, com o objetivo de deixar algum dinheiro para sua esposa, ele escreveu como se não houvesse amanhã (literalmente) e em menos de um ano tinha seis obras completas, sendo que uma delas viria a se tornar um clássico, mesmo que tenha sido largamente conhecida somente dez anos depois, após o lançamento do filme de Kubrick. Felizmente, Burgess pode desfrutar do sucesso e dinheiro, pois o diagnóstico se mostrou errado e o tumor nem sequer existia.

O que seria mais bizarro que uma laranja mecânica? Segundo Burgess, trata-se de uma expressão londrina que significa estranheza, uma extravagância tão grande que subverte a natureza, afinal, o que seria tão estranho quanto uma fruta recheada por engrenagens? Estranheza que o leitor experiência logo no início do primeiro dos vinte e um capítulos, todos eles narrados em primeira pessoa pelo protagonista Alex, que emprega certas expressões em seu vocabulário, que até então eram desconhecidas por todos, trata-se do vocabulário Nadsat, que Burgess criou misturando inglês, russo e gírias londrinas. A ideia era que houvesse uma linguagem utilizada pelas gangues juvenis retratadas na obra, mas ele não poderia utilizar as gírias da época, pois além de datar o romance, entrariam em contradição com a época futura em que a história é narrada.

As edições brasileiras trazem um glossário da linguagem nadsat no final do livro, mas há uma nota informando que caso o leitor queira experimentar a estranheza que os leitores britânicos tiveram (e ainda tem, pois segundo uma pesquisa que fiz não há glossário mesmo nas atuais edições britânicas), recomenda-se que o leitor mergulhe diretamente na narrativa e descubra o mundo de Alex da maneira que o autor concebeu, algo mais ou menos assim: “Então ele agarrou com força a devotchka, que ainda estava krikikrikando num compasso quatro por quatro muito horrorshow, prendendo os rukas dela por trás e grudis muito horrorshow exibindo seus glazis rozas”.

Capas das Edições Brasileiras

Os vinte e um capítulos narrados em primeira pessoa pelo anti-herói Alex, que no filme de Kubrick se chama Alex DeLarge (numa referência a Alexandre, O Grande), são divididos em três partes distintas. A primeira delas narra a saga de ultraviolência de Alex e seus druguis, enquanto bebem moloko com vellocet e itiam pela cidade em busca de veshkas horrorshow até que Alex termina por ubivatar uma babushka e acaba indo parar na cadeia. A segunda parte mostra a rotina de Alex como um pleni até que aceita participar do Tratamento Ludovico, uma espécie de terapia por aversão em que Alex é drogado para sentir náuseas enquanto é obrigado a videar filmes de ultraviolência, bitvas e outras barbáries. O tratamento termina com Alex incapaz de cometer qualquer ato violento, mas não por opção do individuo e sim por uma imposição física, ou seja, Alex perde o livre-arbítrio. A terceira e última parte narra a reintegração de Alex à sociedade, quando seus pais não o querem mais em sua domi, ele é hostilizado por seus antigos druguis e utilizado como meio de propaganda tanto pelo governo como pela oposição.

Alex e seus druguis no Korova Milk Bar tomando moloko vellocet antes de uma noite de ultraviolência

O capítulo vinte e um do livro, que narra uma espécie de redenção do protagonista, foi originalmente omitido das edições americanas e da adaptação cinematográfica de Kubrick, deixando um final mais aberto e sombrio, quando Alex devaneia numa cena orgiástica e se declara curado do Tratamento Ludovico. Pessoalmente prefiro a versão completa, mas a visão dada por Kubrick em seu filme também é muito horrorshow.

A cena final de Kubrick, que teve de ser filmada 74 vezes até ficar perfeita

 Diferentemente de 1984 e Admirável Mundo Novo, neste romance não ficamos conhecendo todas as engrenagens de um sistema que oprime o indivíduo, mas temos uma abordagem mais pessoal daquele que foi a cobaia inicial para que se instaure um governo opressor baseado no medo. Enquanto 1984 e Admirável Mundo Novo são distopias disfarçadas de utopias, em Laranja Mecânica temos um cenário distópico de extrema violência juvenil e insegurança, que serve como artifício para que um grupo político imponha seus ideais, ou seja, é o começo de tudo, foi assim que os grandes regimes totalitários do século XX se instauraram e é assim que medidas cada vez mais restritivas e opressoras vem ganhando popularidade atualmente. O romance de Burgess tem como tema central a perda da liberdade em pról de um bem maior, porém esse suposto bem maior não passa de uma falácia, assim como no Brasil há quem defenda a volta da ditadura militar e nos EUA os membros do Tea Party clamam por medidas de segurança que invadam as liberdades individuais, o partido de ocasião em Laranja Mecânica propunha uma medida que eliminava a violência não por meio da educação e pelo provimento de oportunidades aos cidadãos, mas pela zumbificação dos indivíduos propensos à violência. Isso não é uma solução, é apenas o início de uma distopia, afinal, uma pessoa sem liberdade é algo tão bizarro quanto uma laranja mecânica.

Glossário das expressões nadsat utilizadas neste artigo:

Babushka - Velha
Bitva – Luta, Batalha
Devotchka - Garota
Domi - Casa
Drugui - Amigo
Glazi – Olho, Mamilo
Grudis - Seios
Horrorshow – Ótimo, Excelente, Legal
Krikikrikando - Gritando
Moloko - Leite
Pleni - Prisioneiro
Ruka – Mão ou Braço
Ubivatar - Matar
Ultraviolência - Estupro
Vellocet – um tipo de Droga
Veshka - Coisa
Videar – Assistir, Observar


Clique aqui e veja o glossário de expressões nadsat completo da edição brasileira.

terça-feira, 6 de maio de 2014

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Trânsito - Trânsito, leitura e educação para vida é o tema da 7ª Feira Catarinense do Livro



Leitura e Trânsito: educação para a vida! Este é tema da 7ª Feira Catarinense do Livro, um evento clássico e dos mais prestigiados no calendário cultural catarinense. Realizada de 6 a 17 de maio, das 9h às 20h, no Largo da Alfândega, centro de Florianópolis, a feira reúne representantes do setor de artes gráficas, papelarias, embalagem de papel, livros, materiais didáticos e educativos a apresentará livros, obras técnicas, científicas e profissionais, religiosas e didáticas, dentre outros produtos e serviços direcionados à difusão do livro e da cultura. São aguardados cerca de 200 mil visitantes e o acesso é aberto ao público. 


 A Feira é uma atração por si só, mas o que chama à atenção nesta edição é o tema trânsito e a leitura como educação para a vida. A escolha é de extrema importância diante das graves consequências da acidentalidade num país em que morre-se mais no trânsito do que nas guerras do Oriente, do que o câncer e todas as doenças vasculares juntas. 

Alguns dados apresentados na página oficial da 7ª Feira Catarinense do Livro são aqueles da  Seguradora Líder (2013), administradora do seguro DPVAT, em relação a 2012, quando foram pagas 60.752 indenizações por morte no trânsito e 352.495 por invalidez permanente. Esses números significam 166 indenizações pagas por morte e 965 indenizações pagas por invalidez permanente ao dia. São dados que comprovam que estamos diante de uma epidemia grave.

Com o trânsito como eixo e tema principal, o foco estará voltado também para a responsabilidade e autocuidados na preservação da vida, o papel de cada um para a segurança no trânsito, regras de convivência e valores para a vida no trânsito, e a percepção sensível de jovens e adultos para as campanhas educativas de trânsito, dentre outros. 

A formação significativa e defensiva de condutores no âmbito de todos os envolvidos no processo de habilitação e o medo de dirigir também estarão em pauta na feira no formato de duas palestras que terei a honra de proferir. 

A primeira palestra é “Formação significativa e defensiva de condutores pelo método decomposto de aprendizagem da direção veicular”, no dia 14 de maio, às 18h30, e no dia 15 de maio, às 18h, é a vez da palestra “Medo de Dirigir: de objeto discursivo à superação”. 

Márcia Pontes estará presente na Feira com duas obras e palestras

A 7ª Feira Catarinense do Livro traz um verdadeiro caldo cultural temperado e regado a leitura e trânsito, com lançamento de livros, sessões de autógrafos, bate-papo com escritores, contações de histórias, peças teatrais, concurso literário, leituras dramáticas, palestras, seminário e até show de mágicas. Uma das atrações mais esperadas é o Coral da Guarda Municipal de Florianópolis.

Dentre os participantes, autores como Airton da Silveira Filho, Cristina Klein, Eliane Debus, Eloah Westphalen Naschenweng, Ester Polli, Fábio Oscar Lima, Inês Carmelita Lonh e Irene Rios. Também participam autores como José Rovaní Kurz, Julião Goulart, Luiz Carlos Amorim, Maria Laura P. Spengler, Maria Luiza Vargas Ramos, Mauro Demarchi, Rodrigo Calistro, Rosalba Hass Hackbarth, Sérgio Almeida, Simone Cintra, Urda Alice Klueger, Zeli Regina de Souza.

Com um público estimado em cerca de 200 mil visitantes, também espera-se que o evento contribua para a formação de multiplicadores em educação para o trânsito entre os pais, professores e sociedade em geral, que certamente transmitirão às pessoas com as quais convivem, os conteúdos vivenciados através das leituras e das atividades educativas e culturais.

A 7ª Feira Catarinense do Livro é uma realização anual da Câmara Catarinense do Livro (CCL), que há vários anos vem incentivando o hábito de ler por meio de feiras de livros e outras atividades que possibilitem ao leitor catarinense maior facilidade na aquisição de livros. Neste evento já consagrado e que a cada ano atrai mais visitantes, são oferecidas diversas obras a preços promocionais.

Sem dúvida, uma rica oportunidade de reunir os escritores, educadores, voluntários, profissionais do trânsito e público em geral em torno de um momento em que se incentiva a difusão, a criação e a fruição da leitura e da cultura tendo como base a segurança no trânsito.
Mais informações no site do Evento no link http://cclivro.org.br e pelo email dos organizadores, em comunica@cclivro.org.br.