300x250 AD TOP

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Encontrado em: , , ,

Política - Oremos por Israel... e pela Palestina?


Não é meu feitio ser politicamente correto.

Aliás, não tenho a mínima vocação para ser mais um em meio ao rebanho. Penso, logo existo e, principalmente, discordo do senso comum.


Então nada melhor do que estrear neste espaço falando sobre o atual conflito entre judeus e palestinos, afirmando que a maior parcela de culpa do mesmo é do governo de Israel, dominado por extremistas que simplesmente não reconhecem o direito dos palestinos viverem em um Estado independente.


Reprodução.
É uma hipocrisia ficar tratando Israel como vítima, sendo que nos últimos anos está sendo algoz.

Aliás, se fala muito em terrorismo palestino, em extremismo muçulmano, mas pouca gente sabe que foi através de atos terroristas perpetrados por judeus que se agilizou a criação do Estado de Israel como, por exemplo, a infame "Unidade 101" liderada por Ariel Sharon que espalhou o terror ao longo das fronteiras da Palestina na década de 1950, aterrorizando a sua população civil e obrigando-a a fugir de seus lares e terras próximas às fronteiras. Em 14 de outubro de 1953, Sharon e sua unidade cometeram um massacre na aldeia de Qibya (então sob direção jordaniana).

Na esteira da "Unidade 101" podemos citar o "Haganah", um grupo terrorista judeu clandestino que protagonizou a limpeza étnica dos nativos palestinos entre 1947-1949, que teve entre seus líderes Levi Eshkol, Menahem Begin e Shimon Peres.

Por conta do que o povo judeu sofreu durante a segunda guerra mundial temos a tendência de colocá-los como vítimas indefesas, pobres coitados que só querem viver em paz, mas a realidade não é bem esta. A extrema direita de Israel é belicosa, racista e tem perpetrado um genocídio silencioso de palestinos.

Estes ataques, sob o ponto de vista militar, não se justificam, assim como  o chamado "efeito colateral" (quando a população civil é atingida) não é aceitável e, certamente, alvos com importância militar dificilmente são conquistados. Na minha opinião, o que Israel faz há muitos anos é perpetrar um terrorismo de Estado com a desculpa de estar se defendendo.

O povo palestino está precisando mais de oração do que Israel pois está sendo massacrados pelo maior poder da região que inclusive conta com armamento nuclear. Se querem orar por Israel, orem para que gente moderada, de bom senso chegue ao Poder e reconheça o direito dos palestinos terem um Estado livre e independente.

Com todo o respeito que tenho aos povos envolvidos, está na hora de pararem de se basear em questões religiosas, promessas divinas de território e outras histórias da carochinha e começarem a viver no século XXI, encerrando 70 anos de luta inútil.

Nesta última semana, mais de 100 palestinos foram mortos ou feridos pelos ataques das Forças Armadas Israelense. As baixas do outro lado são mais modestas: de acordo com o a ONU, um militar israelense morreu desde o início das hostilidades e dois ficaram feridos em um acidente. O número de civis mortos levanta preocupações do Comissariado de Direitos Humanos da ONU de violações aos direitos humanos por parte de Israel.

O povo judeu tem direito a um Estado, igualmente o tem o povo palestino. Se o holocausto judeu foi uma das maiores chagas da história da humanidade, o Estado de Israel perpetrar genocídio contra o povo palestino é a repetição desta tragédia e com a condescendência da comunidade internacional.

Se vamos orar por uma causa, oremos pelo bom senso e pelas vidas, de ambos os lados, que estão sendo estupidamente ceifadas.

5 comentários:

  1. Ótimo texto Ricardo. Aliás opressores travestidos de vítimas existem aos montes e Israel é um belo exemplo desse tipo de política. Parabéns

    ResponderExcluir
  2. Ricardo, me desculpe usar este blog com outro propósito, mas eu acompanho seu outro blog, o Vozes de Aruanda, e não há meios de comunicação com você lá. Tem jeito de você me passar um email, para conversarmos? O meu é nogueira.filipe@gmail.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se liga, Yasir arafat lider palestino ( um estado que nunca existiu, como economia, idioma, ou naçao) é lider da OLP maior grupo terrorista desse planeta, vai ler estudar um pouco de historia seu burgues imperialista, antes de tomar pontos de bista dizendo quem é o principal culpado... seu ignorante!

      Excluir
  3. Obrigado pelo comentário seu... seu... Anônimo. :-) Mas fiquei confuso: o império burguês não é os EUA que apoiam Israel? Pode me dizer qual seria o "imperialismo burguês" que apóia a Palestina? E se ninguém o avisou ARAFAT morreu.

    ResponderExcluir
  4. Ricardo,
    "Não é meu feitio ser politicamente correto. Aliás, não tenho a mínima vocação para ser mais um em meio ao rebanho. Penso, logo existo e, principalmente, discordo do senso comum"

    Diz tudo isso e no fim chega exatamente a conclusão politicamente correta que segue o senso comum? O senso comum atualmente é justamente a crítica a Israel e o apoio ou a simpatia a causa palestina.

    Fascista, Terrorismo de Estado, Belicioso, Genocídio, relativização do terrorismo islâmico, comparação de Israel com o Nazismo, referência ao desequilíbrio bélico dos dois lados, tudo isso nada mais é vocabulário do senso comum próprio dos politicamente corretos, não entendi bem onde está sua originalidade, matérias do Jornal Nacional e da CNN já bastariam para vilanizar Israel, informes da ONU, discursos da UE, discursos de políticos latino americanos, um "pensador independente" que fez um texto idêntico a tantos outros que saem aos montes a cada novidade dos conflitos.

    ResponderExcluir