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terça-feira, 15 de julho de 2014

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Trânsito - Choques e abalroamentos lideram acidentes em Blumenau desde 2009

Bater em objetos fixos, pressa e não dar seta lideram acidentes em Blumenau desde 2009

O tempo passa e os três tipos de acidentes de trânsito que lideram as estatísticas em Blumenau continuam os mesmos: choque e abalroamentos longitudinais e transversais. O tipo de acidente mais preocupante é o choque, aquele em que o condutor perde o controle do veículo e “bate” em objeto fixo fora da pista da rolamento. Ou seja, não consegue fazer aquilo que é obrigação básica do motorista: manter o controle da direção, o que também pode estar associado a velocidade incompatível para a via, distração e embriaguez, dentre outros.

Estamos falando de choque em cerca, muro, meio fio, canteiro, ilha de concreto, barranco ou mesmo casas e lojas, mas os de maior ocorrência são mesmo os choques contra carros parados e postes.

Ainda que a frota venha aumentando ano a ano, a quantidade de choques aumentou de 2.216 em 2010 para expressivas 4.620 ocorrências no ano seguinte e, de lá para cá, vem se mantendo acima de 4 mil casos registrados pela Guarda Municipal de Trânsito dentro de sua área de atuação (excluindo as rodovias). Entre os anos de 2011 a 2013 são as “batidas” contra objetos fixos que estão no topo das estatísticas e até o dia 14 de julho deste ano já tinham sido registrados 2.010 ocorrências deste tipo.


Fonte: Portal da Transparência / GMT/PMB (2014)


O segundo tipo de acidente de maior ocorrência e que também preocupa é o abalroamento, dadas as suas características. O abalroamento longitudinal é aquele em que os veículos colidem nas laterais, geralmente, numa transposição de faixa (a popular mudança de pista), e que está associado a três principais fatores: não sinalizar a manobra, a pressa e o cálculo mal feito pelo motorista.
No abalroamento longitudinal geralmente o condutor não dá seta, portanto não se comunica com o condutor que está na outra faixa e se joga na manobra. Há os que sinalizam, mas não respeitam o tempo da manobra e, na pressa, acabam provocando o abalroamento. Outros, calculam mal mesmo.

O abalroamento transversal é aquele em que o condutor geralmente sai de um cruzamento apressadamente, não sinaliza o ingresso na via e acaba colidindo contra o veículo que está trafegando na preferencial. Uma combinação de pressa, não dar seta e acreditar que não dá nada são os principais fatores causais deste tipo de acidente que só aumenta desde 2009 em Blumenau. Até o dia 14 de julho deste ano já foram registrados 2.036 abalroamentos longitudinais e transversais.

Fonte: Portal da Transparência / GMT/PMB (2014)

O número de atropelamentos em Blumenau registrou queda em 2010 em relação a 2009, mas disparou de 226 em 2010 para 306 em 2011. De lá para cá, vem registrando números menores, mas não chega a ser motivo de comemoração porque o atropelamento é um dos acidentes de trânsito mais graves e violentos diante da fragilidade do corpo humano. Além disso, a maior parte dos atropelamentos tem sido sobre a faixa e as sequelas vão desde deformidades permanentes até lesões neurológicas graves. Considerando que a vida é o bem maior a ser tutelado, um atropelamento que seja já é muito!

Fonte: Portal da Transparência / GMT/PMB (2014)

Em meio aos números de acidentes na cidade, a frota vem registrando aumento progressivo: nos últimos 5 anos foram 58.738 veículos a mais registrados em Blumenau e até o dia 14 de junho deste ano já era de 235.798 veículos.

                                                                   Fonte: Estatísticas/Detran/SC(2014)


Sentar e contar acidentes é fácil: o tratamento que se vai dar aos números e como traçar as estratégias para redução e até para o acidente zero é que vai fazer a diferença.

Não é de hoje que a literatura e os resultados de estudos científicos demonstram que mais de 90% dos acidentes são causados por falhas humanas resultantes do comportamento dos condutores e pedestres no trânsito.

Também se sabe que os principais fatores envolvidos em acidentes de trânsito são: as questões de engenharia (construção, traçado, sinalização e manutenção das vias), fiscalização (sempre prejudicada pela falta de efetivo e de recursos operacionais) e a falta de suporte em ações preventivas e educativas efetivas que envolvam toda a população.

O fato é que acidentes são as infrações que não deram certo em meio a uma série de variáveis que vão além do risco assumido pelas pessoas no trânsito, dentre eles, a crença no “não vai dar nada”, no “comigo não acontece” ou na certeza de que não existirá um agente de trânsito naquele exato momento para flagrar a infração e o abuso.

No país em que acidentes de trânsito matam mais que o câncer, que as doenças cardiovasculares e que as guerras do Oriente, o desafio está em um trabalho incansável, na busca de soluções compartilhadas, nas iniciativas e na falta de políticas públicas voltadas para a segurança no trânsito nas cidades e na região.

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