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segunda-feira, 9 de junho de 2014

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Trânsito - A ocupação indevida de vagas preferenciais e a indiferença de quem deveria fiscalizar

O entendimento da consultoria jurídica do Ministério das Cidades/Denatran/Contran é de que quem estaciona em vaga preferencial está sujeito a multa e remoção do veículo, seja por iniciativa própria ou por guinchamento ao pátio. Seja no estacionamento em via pública ou no estacionamento de supermercados, shoppings, estacionamento de bancos, etc. Mas, na prática, sobretudo nos supermercados, motoristas que não têm necessidade de ocupar a vaga preferencial usam e abusam, deliberadamente, nas barbas dos vigilantes e da gerência.


Imagem: deficienteciente.com.br

A cena se repete todos os dias e por mais que seja uma demonstração generalizada de falta de educação, de falta de civilidade, de cidadania e de humanidade por parte dos condutores folgados, não podemos aceitar isso com naturalidade. Não podemos virar a cara e as costas porque aí também estaremos sendo co-autores dessa vergonha e dessa hipocrisia. 

Todo motorista fica indignado quando o estacionamento está lotado e a única vaga disponível está ocupada por uma moto. Mas, e se colocássemos cadeiras de rodas nas vagas não preferenciais assim como fazem os condutores que as ocupam sem necessidade? O que esses motoristas fariam? 

Certamente, desceriam do carro e empurrariam (fulos da vida) a cadeira de rodas para um canto. Mas, como o cadeirante e a pessoa com mobilidade reduzida não podem empurrar o carro para fora da vaga, fica valendo a famigerada Lei de Gerson, aquela de levar vantagem em tudo, mesmo quando a vantagem é desonesta e humilha o outro. 

Perdi a conta de quantas vezes presenciei este tipo de cena: uma pessoa que não precisa da vaga preferencial estaciona nesse espaço e quando se vai questioná-los, se ouve uma série de desculpas gosmentas. Ficam irritados, “brabos”, revoltadinhos, dão as costas e saem dizendo que não vão tirar o carro da vaga e que querem ver quem tira. 

Indiferença dos gerentes de estabelecimentos

Como se não bastasse a indiferença de um motorista abusado que ocupa a vaga preferencial sem precisar, ainda tem a indiferença dos vigilantes, seguranças e gerentes dos estabelecimentos. Quando você os procura para notificar do fato, sequer ouvem. Alguns, tentam argumentar que é complicado, que não querem discutir com o cliente nem constrangê-los ou qualquer outro argumento de vidro.
Quer dizer que não pode chamar a atenção, fiscalizar e pedir que o cliente que não precisa da vaga preferencial retire o carro da vaga porque seria um suposto constrangimento, mas pode constranger o cadeirante a estacionar longe e com ainda mais dificuldade de acesso? 

Quer dizer que deixar o cliente abusado estacionar onde quer e roubar a mobilidade de quem já não tem é uma forma de evitar barracos e discussões? Pois saibam, senhores gerentes e responsáveis pelos supermercados e outros estabelecimentos da cidade, que esse cliente barraqueiro que você quer proteger é o mesmo que não vai pensar duas vezes antes de ser arrogante e mal educado também dentro da sua loja.

É esse mesmo cliente que vai “causar” na fila do caixa e desrespeitar e até xingar o seu funcionário ou outros clientes.

É esse mesmo cliente que vai furar e abrir as embalagens das mercadorias, consumi-las dentro da própria loja, inutilizar aquele produto e esconder em meio às outras prateleiras, aumentando o seu prejuízo com quebras.

E se você, gerente ou segurança do supermercado, for reclamar, pedir que pague pelo prejuízo, ele vai te dar qualquer outra desculpa esfarrapada assim como faz quando ocupa a vaga preferencial sem precisar. É esse mal educado que você permite estacionar em vaga preferencial que vai pensar que pode fazer o que quer dentro da sua loja.

E dentre esses clientes, pode apostar que tem os que saem por aí desmemoriados e te perguntam: “Você sabe quem eu sou?” ou “Você sabe com quem está falando?”.

Fica aqui o apelo à toda a sociedade, a cada condutor, para que dê uma chance ao bom senso, à civilidade e ao respeito para com o outro em qualquer situação da vida: não roube a mobilidade de quem já não tem!

Aos gerentes e responsáveis por estabelecimentos privados que oferecem estacionamento público, fica aqui o apelo: não façam a egípcia, aquela cara de esfinge diante do abuso e da falta de educação de alguns de seus clientes. Fiscalizem, orientem, informem, exijam que se respeite o direito dos outros às vagas preferenciais.

Esse vídeo é para você que rouba a mobilidade de quem já não tem cada vez que estaciona em vagas preferenciais, e também para os gerentes e responsáveis pelos estacionamentos de supermercados, shoppings e outros, que ao se manterem indiferentes compartilham do abuso e da falta de respeito.
 
Veja bem a posição da cadeira de rodas e aprenda de uma vez por todas para que serve aquele espaço zebrado pintado de amarelo: é para manobrar com a cadeira de rodas que eu espero que nunca você venha a precisar.






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