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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

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Política e Sociedade - MST e Black Blocs, pra não dizer que não falei das flores.


Por Fabiano Uesler 
(Clique nas imagens para ampliar e clique em continuar lendo para ler a matéria na íntegra)
 
Imagem: Divulgação

Na última semana um confronto entre o MST e a PM de Brasília repercutiu nacionalmente por conta de uma grande demonstração de violência por parte dos militantes do MST contra a Polícia Militar que fazia a segurança do local da manifestação. Trinta (30) policiais ficaram feridos no confronto assim como dois (2) manifestantes do MST. Não seria essa contagem de feridos no mínimo curiosa?

A notícia está estampada nos principais jornais de todo o Brasil e as fotos demonstram como os “Guerrilheiros do MST” se comportam. Muitos desses jornais e inclusive a própria PM afirma que os “baderneiros” que foram ao protesto unicamente para “tumultuar” a marcha é que foram responsáveis por iniciar o tumulto.

Em contrapartida na semana anterior o “responsável” pela morte do cinegrafista Santiago Andrade (RJ), da TV Bandeirantes afirmou que foi “aliciado” para cometer atos de violência nos protestos.

Imagem: Divulgação
A comparação das situações é no mínimo intrigante. Sabemos que a esquerda brasileira sempre foi eficiente em cooptar jovens para suas fileiras. Lembro muito bem disso pelo fato de que nos anos 90 quem buscou os jovens para o movimento “Fora Collor” ao menos em Blumenau foi a militância de esquerda. Então chega a nos intrigar quem de fato “aliciou” os “Famigerados” (toda história precisa de bandidos não acha?) Black Blocs?

A disparidade dos dois casos é que em um a PM ataca com toda força os manifestantes, no caso dos Black Blocs e no outro apanham feito cães sarnentos. Em se tratando da PM de vários estados do Brasil esta imperícia ao tratar manifestações não é novidade. No caso do MST a PM agiu somente quando o tumulto se iniciou e ao contraio da situação dos Black Blocs a PM ficou acuada e acabou (pasmem) sendo violentamente agredida pelos “guerrilheiros”, digo, manifestantes do MST. Sinceramente não gosto das estratégias adotadas pelos “Black Street Blocs” tanto quanto não gosto das estratégias que são adotadas pelos militantes do “PT”, digo, do “MSTFarc”. Um destes grupos age para essa militância de esquerda, quando não os dois. Pois ambos MST e Black Bloc em vários momentos incitam e praticam a violência em seus protestos para que nossa polícia “militarizada”, mal paga, despreparada para tumultos e em muitos casos mal treinada haja como vem agindo desde 2013 quando começaram as manifestações. Porém, no caso recente do MST a polícia levou a pior e o tiro saiu pela culatra para o movimento dos sem terra que na prática não pratica reforma agrária alguma. Acabaram demonstrando o óbvio, que são uma “massa de manobra” política, e que age sim como uma guerrilha.
Imagem: Divulgação

Mesmo com toda a provocação do MST a reação do Governo Federal foi de rapidamente aceitar a condição de serem recebidos pela Presidente. O governo do PT que normalmente não dialoga com “baderneiros e vândalos” não adotou essa posição usual de não dialogar com vândalos ou de não negociar sob pressão. É incomum que as autoridades se disponham a negociar diretamente com manifestantes ou vândalos como costumam dizer. Só quando precisam do apoio deles para se manter no poder logicamente.

O aliciamento dos jovens para as colunas dessa “pseudo esquerda” fajuta do Brasil continua mesmo que esta esquerda hoje seja na verdade a “Situação” (Sim PT e esquerda, hoje vocês são o Sistema). Os jovens se deixam impregnar com uma falsa esperança que esta filosofia pueril e mal desenvolvida oferece, pena que na prática as coisas sejam diferentes. Portanto desconfie, se afirma ser esquerda ou direita desconfie. Nem “socialismo cubano” nem “bancada evangélica” da direita burra, nada disso nos levará a lugar algum, pois devemos pensar muito além da esquerda ou direita assim como dessa “politicália” corrupta e aproveitadora que temos.


Imagem: Divulgação
Para finalizar com chave de ouro estas observações no dia 18 de fevereiro policiais federais fizeram uma manifestação no Costão do Santinho em Florianópolis onde há o Congresso Técnico da Fifa (Acredite, a polícia não está lá porque tem carinho pela FIFA) para reivindicar justamente a aprovação da PEC 51. A PEC da Paz apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) (Sim, há quem se salve no PT). Uma das medidas que mais chamam a atenção na PEC é a Desvinculação das Forças ArmadasS: “A fim de prover segurança pública, o Estado deverá organizar polícias, órgãos de natureza civil, cuja função é garantir os direitos dos cidadãos, e que poderão recorrer ao uso comedido da força, segundo a proporcionalidade e a razoabilidade, devendo atuar ostensiva e preventivamente, investigando e realizando a persecução criminal”. Outra não menos importante é o Ciclo Completo: “Todo órgão policial deverá se organizar em ciclo completo, responsabilizando-se cumulativamente pelas tarefas ostensivas, preventivas, investigativas e de persecução criminal”.
Imagem: Divulgação

Em resumo a polícia se torna totalmente civil e desvincula-se totalmente do exército, mesmo porque soldados perseguem inimigos e o povo brasileiro não é inimigo para ser perseguido por uma polícia militar. A polícia deve “garantir” o direito dos cidadãos e não tolhe-los. Nossa polícia militar é resquício da ditadura e acredite, não fará falta alguma se uma polícia unida e civil vier a cumprir seu papel de fato.

Uma polícia que garante os direitos do povo não serve somente como segurança do patrimônio do governo, portanto os episódios do MST e dos Black Blocs poderiam terminar de maneira diferente.


Imagem: Reprodução
Não queremos milícias, não queremos Bad Blocs ou MST, não queremos uma polícia que é treinada para inibir com violência as manifestações populares. Queremos um país justo, que garanta os direitos de todos os brasileiros sem leis populistas ou “politiqueiras”, sem leis cretinas feitas pra ganhar votos e sem “pseudo” movimentos sociais. Queremos um país justo. Acorda Brasil porque a hora de ir às ruas está chegando. Como disse Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
O Historiador Romano Flávio Vegécio do século IV d.C. escreveu "Se quer paz, prepare-se para a guerra". Cabe a nós brasileiros decidir e escolher nosso destino. Não se permita manipular, muitas vezes o preço da liberdade é a revolução, mas esta revolução tem vários caminhos, que tal começá-la pelas urnas?  É hora do gigante acordar e não dormir mais.


Imagem: Divulgação
PS: Você observou que um dos Manifestantes em Brasília carrega um cartaz com os dizeres: ABAIXO A CONSTITUIÇÃO E O JUDICIÁRIO ASSASSINO?

Pois é, esta é a democracia do MST e da Esquerda Burra.




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