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sábado, 5 de abril de 2014

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Segurança - “Dá um tapa e manda embora”

Por Danillo Ferreira / Blog  Abordagem Policial
O Abordagem Policiaperder

Trocando informações com policiais de todo o Brasil é impossível não perceber as diferenças culturais de polícia para polícia. Mas também muitas semelhanças surgem, denunciando que há um contexto geral nas corporações brasileiras que é influenciado pelas mesmas questões.

Um desses elementos gerais é a tendência que boa parte dos policiais têm de assumir o papel de juiz em suas atuações operacionais. Ao flagrar pequenos crimes ou contravenções, por exemplo, criou-se a cultura do “dá um tapa e manda embora”, pois, segundo essa lógica, a infração cometida não é grande o suficiente para valer a condução à delegacia.

Por isso não é raro ver denúncias de abuso cometido por policiais contra usuários de droga, autores de pequenas desordens, vias de fato etc. É como se o policial fizesse um balanço entre os esforços necessários para responsabilizar o infrator e a gravidade da infração cometida. Ao se dar conta de que “não vale a pena” conduzir um cidadão à delegacia, o policial resolve aferir por si mesmo a pena a ser aplicada, que geralmente tem natureza física abusiva.

Por um lado esse cenário é um diagnóstico de um problema sério de gestão que vivemos nas instituições de segurança pública brasileiras. Por não atuarem em ciclo completo as polícias militares acabam por ter que enfrentar uma burocracia gigantesca para notificar à autoridade judicial o furto de uma laranja, por exemplo.

Mas não é só isso. Mesmo com essa incongruência gerencial (a falta de ciclo completo), os policiais precisam de algum freio que não permita o uso da força abusiva. É preciso considerar absurdo e impraticável, principalmente no interior das polícias, a incorporação da condição de julgador por parte de quem é apenas um intermediador entre a manifestação dos fatos criminosos e o Poder Judiciário.

É urgente implantar o ciclo completo nas polícias brasileiras, garantindo que haja encaminhamentos imediatos, preferencialmente no local do crime, e desburocratizados mesmo à mais ínfima infração penal. Além disso, é preciso que as polícias não só sustentem o discurso oficial do respeito aos direitos do cidadão, mas cuide para que esse seja o princípio fundamental de sua atuação – antes mesmo de pensar em combater o crime. Assim teremos eficiência e qualidade democrática na prestação do serviço policial.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

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Política - Eleições de 2014 e outras Histórias (Texto Completo)


Neste ano de 2014 teremos as eleições para o governo federal e estadual (acho que já disse isso). Acreditem incautos leitores, o circo já está armado faz tempo. 

O governo federal em seus “informes publicitários” faz descaradamente propaganda Eleitoral para Dilma.

Na esfera municipal a coisa não é diferente, o vice prefeito Jovino Cardoso, por exemplo, desde o ano passado faz campanha em suas “visitas”.

O vi em um posto de combustível na Rua Amazonas com suas camisetas e seu pessoal “conversando” com quem ali passava. Tem também o fato de que muitos “cargos comissionados” do Jovinão atendem exclusivamente a “encaminhamentos” do seu gabinete em “certas” secretarias. Mesmo porque ele busca o voto dos evangélicos que nos casos em que são de “baixa renda” são o alvo de “certas” secretarias.

Arrisco-me em tentar fazer algumas previsões mesmo que pareçam absurdas, mas que podem em um cenário propício vir a se concretizar. Aviso que tudo se trata de um mero “palpite” baseado em observações simples e conversas com amigos, portanto vamos lá:

João Paulo Kleinubing (PSD) deve concorrer a Deputado Federal e assim perceber como anda a recepção dos eleitores de Blumenau e região ao seu nome. Tendo um bom número de votos na região creio que JPK tente em 2016 se candidatar à Prefeitura de Blumenau, não porque seja mais vantajoso em nível pessoal do que o pleito federal, mas sim vantajoso para o seu partido.

Sabemos que JPK está sofrendo com as acusações da operação “Black Carpet” desde que tudo foi exposto à mídia e cabe à justiça julgar o pleito em questão.

Mesmo que para os olhos da população ele pareça culpado ele pode ser “inocentado” em um possível julgamento, coisa que, sinceramente não duvido que possa acontecer. O engraçado nesta história é que justamente o cidadão que é “acusado” de ser um dos “cabeças” da fraude cometida contra o erário público recebeu o cargo de Diretor Presidente do BADESC, ou seja, a raposa acusada (e não condenada ou inocentada ainda) de uma chacina em um galinheiro se deu justamente outro galinheiro para que a mesma tomasse conta.

Seria por demais ético se JPK tivesse declinado ao cargo, no mínimo uma demonstração de seriedade.

Jovino Cardoso deve ser outro candidato a Deputado Federal caso de não alcance o objetivo, ouso supor que em 2016 ele deva disputar as eleições municipais como candidato à Prefeito.

Vou além, suponho inclusive que um nome muito interessante para seu vice seria do ex líder do governo Ivan Naatz (PDT). Vamos rever um pouco da trajetória dele no último ano.

Naatz que também é advogado usa uma estratégia política das mais antigas, digna de um livro de Nicolau Maquiavel. Ache alguém como bode expiatório e faça o maior “furdunço” possível. Calunie, acuse, humilhe em tom enérgico e acusador.

Foi o que Naatz fez ano passado com o pessoal do BlUm3n4u M1L Gr4u(eles também provocaram, ou não?) no facebook.

Perseguição exagerada e logicamente uma grande exposição por conta disso. Acabou que o próprio BlUm3n4u M1L Gr4u usou como “slogan” uma afirmação que o Naatz fez praticamente espumando pela boca na câmara de vereadores quando os acusou de ser uma “imbecilidade factóide”. Acontece que os meninos são espertos e hoje em seu blog, logo embaixo do título BlUm3n4u M1L Gr4u está o termo “imbecilidade factóide”, baita Slogan que ganharam de presente.

Ambos se promoveram com a “briga” tanto Naatz quanto o M1L Gr4u, o que é muito interessante não concordam?

Neste ano de 2014 o “Cristo” de Naatz é justamente Mário Hildebrandt (PSD) que em várias, se não todas as seções de 2014, é vítima de acusações, críticas e antipatia por parte deNaatz. Não que Mario não mereça, pois pisou na bola várias vezes no último ano e também acaba sendo promovido dentro daquele velho dito popular do “falem mal, mas falem de mim”.

Mesmo que esse método “À La Maquiavél(escolha um judas e desça o porrete) seja sórdido ele surte seu efeito nos desapercebidos, ou seja, funciona com quem não acompanha política de perto.

Já que citei Mario Hildebrandt arrisco também em dizer que o atual vereador do PSD possa mudar de partido e, caso Jovinão garanta sua vaga na esfera federal, ele pode inclusive coligar-se e quem sabe ser o Vice do Napoleão nas próximas eleições.

Mario é populista, assistencialista e evangélico, perfil similar ao de Jovino.

Há também o fato de ser o antigo secretário da antiga SEMASCRI, secretaria de imenso apelo popular que pode ter (hipoteticamente é claro) contribuído em sua última campanha para vereador.

Convenhamos, o quase desgastado e cansado Hildebrandt ganharia muito caso acabasse por ser vice do Sorriso. Ao menos deixaria de ser por algum tempo o saco de pancadas do “UFC Naatz”. Outra possibilidade, caso Marco Antonio (PSDB) ganhe no pleito estadual seja a de que Hildebrandt acabe sendo líder do governo na câmara.

Quanto ao PT, bem, existem duas estratégias e dois nomes distintos aqui, sim dois, pois Vanderlei me parece quase neutro na história. Adriano, o atual “Bom Moço” do PT de Blumenau que levanta várias bandeiras populares e visita semanalmente moradores de vários bairros auxiliando e “ajudando” no que pode e Jefferson Forest que consegue ser pior do que Naatz no quesito “Difamação”.

Acontece que Naatz tem certa “elegância” maquiavélica enquanto Forrest parece um “cachorro louco” latindo para todos que não gostam ou não concordam com o seu amado PT.

Convenhamos, quem ouve seus discursos e seu programa na rádio Nereu sabe muito bem que ele adora “descer o cacete” em várias figuras da cidade, não necessariamente porque discorde (será que alguém lembra que ele apoiou o Napo no segundo turno? (Reveja: https://www.youtube.com/watch?v=grDVgLbdMpo) mas porque é a tática descrita no manual petista.

O PT é expert em difamação, é sua tática preferida e histórica.

Se alguém fala mal do partido transforme o acusador em acusado, humilhe e difame o máximo possível para que perca a credibilidade (dialética erística pura).

Vocês conseguem ver então qual é o movimento feito por eles no tabuleiro? Adriano o bom moço e Forrest o difamador. A grande maioria dos blumenauenses não quer nem saber do PT no governo, sabendo disso talvez em 2016 Vanderlei venha como candidato apenas para “não deixar passar em branco” já que o PT anda com dificuldade em criar um candidato de peso.

Napoleão, bem, o que dizer?

Se o “Mister Smile” não fizer nenhum milagre em seu governo garanto que não haverá um segundo mandato.

Já ouviram falar no termo “os olhos maiores que a boca”? Pois é, até agora nem ponte na Rua Chile, nem ponte na Rua Itajaí nem nada e sinceramente duvido que saia tão cedo esta ponte no centro.

A margem esquerda foi uma piada, acabaram pagando mais que JPK(ainda não julgado) por conta da ação de Jefferson “Mad Dog” Forest. Garanto que ele deve ter usado o mesmo termo que JPK usou “certa vez” ao telefone quando disse “f#d&u”.

A licitação para as lombadas eletrônicas? Mais uma vez a justiça acaba com a brincadeira e o que era pra ter iniciado em janeiro acaba por se arrastar por vários meses. Pois é, aumento da taxa de lixo, do IPTU e nada em retorno à população. Inclusive esta mesma população é a que afirma que não se importaria em pagar uma tarifa de R$ 3,00 no transporte coletivo se ele fosse de qualidade e não uma propaganda ambulante de ferro velho.

Marco Antonio o atual líder do governo entra em mais saias justas do que provador de “butique de ilhota" por conta do(?) atual governo.

Ele recentemente deixou seu cargo na SEMUDES e voltou à câmara como (rufem os tambores) líder do governo. Fica aí a pergunta, valeu à pena? Claro que vale ou alguém acha que eles fazem algo pensando em perder? Ao menos Marco Antonio não foi assistencialista como foi seu antecessor na secretaria.

Lembra de um tal de Jean Kullmann?

Aquele moço simpático e humilde que achou que as últimas eleições municipais estavam “no papo”? Sim aquele deputado que não destinou nem um centavo sequer da sua verba para Blumenau e que com toda sua “simpatia” espera que Blumenau o apóie nas próximas eleições? Pois é, será que ele volta para a nova temporada de “The WalkingDead”?

Quanto aos outros vereadores, bem, alguns como dizem “tem a luz acesa, mas ninguém em casa”. Outros ficam no seu antigo jogo e outros ainda vão dar muito que falar, acreditem, tem para todos vocês em seu devido tempo. Ana Paula Lima e Décio Lima vão querer e ter suas fatias do bolo, como sempre.

Uns acusando aos outros de incompetência quando todos fizeram praticamente a mesma “caca”. Se Juntar tudo ninguém separa.

Quanto à população de Blumenau, estão todos de “saco cheio” do mesmo baralho que insistem em reutilizar. Dados viciados, cartas marcadas e políticos “clássicos”, ninguém mais agüenta.

Como diria Tiririca, “pior que ta não fica”, ou fica? Tudo é possível no reino da Blumenália.

EinProsit amigos e como diz a canção “JetztGeht's Los”, Lá vamos nós (outra vez).

PS: Quanto ao Sintraseb, que é o sindicato dos servidores de Blumenau só posso dizer que esse mesmo sindicato que muitas vezes já foi acusado de ser “pelego” (certamente injustamente) é na verdade massa de manobra do PT.

Me poupem, ano passado não deflagraram greve em prol dos servidores ( vão dizer que quem deflagra greve é servidor e não o sindicato), pois em uma reunião de representantes antes da data base de 2013 sua presidência pediu um “voto de confiança” ao governo do Napoleão recém empossado e que seria melhor “pensar em greve” na época do voto do PPA e deu no que deu, os servidores levaram uma ré.

Daí vão pra Gaspar apoiar a greve municipal, pode isso?

Será que estão fazendo com o sindicato gasparence um curso intensivo de “Grevista”, ou será que foram acalmar os ânimos, já que o governo de lá é PT?

Piada e mais piada. No facebook de um deles com as fotos do “apoio” do SINTRASEB ao movimento Gasparense há a seguinte Frase: “A nossa arma contra a opressão é nossa união e mobilização!!”

Opressão? Sério? Que opressão meus caros?

Vocês mesmos, do sindicato, oprimiram os trabalhadores públicos de Blumenau quando resolveram “pegar leve” em 2013 (Apoio do PT ao Napo lembra?).

O governo federal e o de Gaspar são dos Vermelhos, quer dizer então que há vermelhos oprimindo vermelhos ou será que eles ainda acham que estão na ditadura militar sendo oprimidos e perseguidos covardemente pelos monstros verdes da ditadura?

A ditadura militar acabou meus caros, hoje a situação SÃO VOCÊS!

Portanto cuidado ao cuspir pra cima, pois pode acontecer de cair na cara. Fica a dúvida, vão fazer o que pelos servidores este ano? O mesmo que fizeram em 2013? Ou será que por conta das eleições federais vão fazer os seus “protestos”?



A você leitor, que acredita que não havendo mudanças radicais nossos políticos vão parar de “Ficar atrás da mesa com a CUT na mão” só posso dizer, “Sabe de Nada, Inocente!”.


Segue de quebra o vídeo de Forest apoiando a Candidatura de Napoleão Bernardes.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

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Entretenimento - Aquecimento Para A 4ª Temporada De Game Of Thrones - Parte 4: – História, Ciências Políticas e Teologia


Qual é o marco zero do calendário de Westeros? Quando foi construída a Muralha? Quais religiões da série se assemelham às religiões do nosso mundo? Reze para os antigos e os novos deuses por iluminação e confira mais um capítulo do  aquecimento para a 4ª Temporada de Game of Thrones.


 Clique nos links e veja os artigos anteriores:

História


Ao longo dos 5 livros já lançados, George R. R.Martin vai aos poucos revelando detalhes sobre a História de Westeros e do mundo conhecido. São milhares de anos divididos em Eras, que moldaram os Sete Reinos e criaram a conjunção política do início da série/livros. Para marcar o tempo, assim como nas culturas da Terra temos marcos zeros para contar os anos, o calendário de Game of Thrones considera o desembarque de Aegon Targaryen em Westeros como ano zero, dessa forma, as siglas AA (antes de Aegon) e DA (Depois de Aegon) serão utilizadas na seguinte cronologia:

Era da Aurora (12.000 AA a 8.000 AA)
Um povo humano vindo de Essos, que ficaria conhecido como os Primeiros Homens, invade Westeros e entra em conflito com os Filhos da Floresta, espécie humanoide baixinha que vivia por lá. Por fim, as duas espécies selam um pacto que divide o continente entre eles, os Primeiros Homens passam a habitar as terras abertas e os Filhos da Floresta os pântanos e florestas (óbvio!). É importante mencionar que os Primeiros Homens assimilaram a religião dos Filhos da Floresta, a fé nos Deuses Antigos da Floresta.

Era do Heróis (8.000 AA a 6.000 AA)
Nesta era que ocorre a Longa Noite, um inverno que durou uma geração e trouxe a primeira invasão dos Outros a Westeros. Os Primeiros Homens e os Filhos da Floresta se uniram para combater essa ameaça, muitos padecem, mas os Outros são derrotados. Brandon Stark (O Construtor) é mencionado como construtor da Muralha, de Winterfell e se sagra como o primeiro Rei do Norte.

A invasão dos Ândalos (6.000 AA a 4.000 AA)
Outro povo humano vindo de Essos invade Westeros, os Ândalos, que tinham espadas de aço e armaduras sofisticadas, acabaram por exterminar boa parte dos Primeiros Homens, porém, em algumas localidades as duas culturas se misturaram. O norte continuou sendo basicamente constituído pela etnia dos Primeiros Homens, inclusive, mantiveram a religião dos Deuses Antigos da Floresta. No restante de Westeros a cultura ândala reinou suprema, sendo adotada a Fé dos Sete Deuses como religião da maioria dos reinos. O último território a ser conquistado foi as Ilhas de Ferro, após isso, Westeros se consolida como sete reinos sem uma unidade política central.

Ascensão e Queda de Valíria (4.000 AA a 100 AA)
Uma raça pacífica de criadores de ovelhas descobriu como adestrar dragões e forjou com sangue e fogo o Império Valiriano, numa península no litoral sul de Essos. Os Targaryen eram uma das famílias nobres de Valíria, que baseados na visão de uma criança deixaram sua terra natal e se estabelecem na ilha Pedra do Dragão, em Westeros. 12 anos após a parida dos Targaryen, Valíria é consumida por uma série de erupções vulcânicas, episódio que ficou conhecido como a Perdição de Valíria.

Ilustração sobre a Perdição de Valíria

 A Conquista de Westeros e a Dinastia Targaryen (0 DA a 281 DA)
Aegon Targaryen (O Conquistador) decidiu que era hora de erguer um novo império, deixou Pedra do Dragão e invadiu Westeros pela torrente da Água Negra, com um pequeno contingente de soldados e três dragões, um montado por ele e outros dois montados por suas irmãs/esposas. Os reinos foram sendo conquistados um a um. É claro que a medida que iam avançando, algumas casas de Westeros passavam para o lado dos Targaryen. As Casas Tully e Tyrell, por exemplo, ajudaram os Targaryen a dizimar seus antigos monarcas e acabaram sendo sagrados Senhores das Terras dos Rios e da Campina respectivamente. Já o norte, preferiu evitar uma batalha e Torrhen Stark, o último Rei do Norte, jurou vassalagem à Aegon, foi sagrado Senhor de Norte e ficou conhecido como o Rei que ajoelhou. O único território de Westeros que não foi conquistado pelos Targaryen foi Dorne, que foi anexado quase dois séculos depois através de um casamento.  Os Targaryen reinaram em Westeros até que Aerys II, o Rei Louco foi deposto durante a rebelião de Robert Baratheon, 17 anos antes do início da série.

Ciências Políticas


O sistema de governo de Westeros se assemelha muito ao feudalismo da Idade Média, a base do sistema está vigente desde a invasão dos Ândalos, sendo adotado pelas dinastias Targaryen e Baratheon.

Rei - A partir do Trono de Ferro em Porto Real reina supremo sobre Westeros, mas precisa lidar com o jogo político e o equilíbrio de forças e interesses entre as Grandes Casas.

Mão do Rei - Principal conselheiro e responsável por executar as ordens reais, além de ocupar o Trono de Ferro na ausência do Rei. “Preciso que você governe meu reino enquanto eu como, bebo e vadio até morrer” disse o Rei Robert Baratheon a Ned Stark ao nomeá-lo Mão do Rei.

Mãos do Rei

 Pequeno Conselho - Chefiado pelo Mão do Rei, tem a responsabilidade de lidar com pequenos assuntos e aconselhar o Rei nas mais variadas esferas. Outros membros são o Mestre da Moeda, o Mestre dos Sussurros, o Mestre dos Navios, o Mestre das Leis, o Comandante da Guarda Real, o Grande Meistre e o Regente (no caso do Rei ser menor de idade).

Guarda Real – Guarda pessoal do Rei e da família real, formada por sete cavaleiros que não podem possuir terras ou propriedades e não tem o direito de se casar.

Meistres – Ordem de eruditos que atuam como cientistas, médicos e conselheiros dos nobres de Westeros. Um conclave de arquimeistres elege o Grande Meistre que assessora o Rei e participa do Pequeno Conselho.

Senhores (Lords) – Vassalos ao Rei e suseranos em suas terras, atuam como se fossem senhores feudais, seus títulos são hereditários.

Cavaleiros – Tem o dever de proteger o seu Senhor, geralmente filhos não herdeiros de Casas nobres são sagrados cavaleiros, mas também é comum que plebeus ou criminosos receberem títulos de cavalaria.

Patrulha da Noite – Irmandade bélica fundada na Era dos Heróis, não está diretamente vinculada ao Rei ou à nobreza de Westeros. Sua missão é defender o reino dos homens dos invasores de além da Muralha. É uma ordem exclusivamente masculina, cujos membros se oferecem de forma voluntária, em muitos casos, é oferecida a um criminoso a escolha entre a morte ou se juntar à Patrulha da Noite (muitos escolhem a morte). Ao ingressar na irmandade, o patrulheiro faz um juramento abdicando de posses, terras, honra e assume o celibato (muitos quebram esse voto), após juramentado, o dever do patrulheiro para com a irmandade é para toda a vida, a deserção é punida com a morte.


Irmãos da Patrulha da Noite

Teologia


Várias religiões são praticadas por diferentes povos e etnias em todo o Mundo Conhecido, inclusive, uma das principais diferenças entre Game of Thrones e a Europa Medieval é que no universo da série há mais liberdade religiosa e a igreja não está tão ligada ao estado, apesar de algumas religiões estarem trabalhando para mudar isso. Martin se declara ateu e se analisarmos sua obra mais a fundo poderemos encontrar traços de sua postura questionadora.

Religiões de Westeros

Os Deuses Antigos da Floresta
Tipo: Panteísta
Símbolo: Rostos entalhados em troncos de represeiros.
Área de abrangência: Norte de Westeros.
Era a religião dos Filhos da Floresta e posteriormente adotada pelos Primeiros Homens, basicamente ligada à natureza, são incontáveis e inomináveis espíritos ou deuses presentes em cada árvore, rocha ou animal. Religião pacífica, sem clero, templos ou livro sagrado.

A Fé dos Sete
Tipo: Monoteísta
Símbolo: Estrela de sete pontas.
Área de Abrangência: Terras da Coroa, Vale de Arryn, Campina, Terras do Oeste, Terras Fluviais e Terras da Tempestade.
Religião que foi trazida pelos Ândalos durante sua conquista é dominante na maior parte de Westeros e possui forte influência política. Sua fé se baseia na adoração de um deus com sete faces, às vezes retratado como sete deuses, Pai, Mãe, Guerreiro, Donzela, Ferreiro, Velha e Estranho, claríssima referência à santíssima trindade do dogma católico, além disso, possui a figura do Alto Septão, chefe supremo da igreja assim como o Papa, e um livro sagrado denominado “Estrela de Sete Pontas”.

Interior do Septo de Baelor em Porto Real (Templo da Fé dos Sete)

O Deus Afogado
Tipo: Monoteísta
Símbolo: Mar
Área de Abrangência: Ilhas de Ferro
Religião que sobreviveu à invasão dos Ândalos, tem seus ritos e conceitos ligados ao mar e a navegação, no entanto, representa a natureza dos Homens de Ferro, segundo sua mitologia, o Deus Afogado criou os Homens de Ferro para saquear e estuprar. Um de seus ritos de passagem é o afogamento, no qual a pessoa precisa ser ressuscitada por massagem cardiopulmonar.

Religiões de Essos

O Grande Garanhão
Tipo: Politeísta
Símbolo: Cavalos
Área de Abrangência: Planície de Essos (Mar Dothraki)
Religião do povo Dothraki, são varias deidades cujo deus mais importante é o Grande Garanhão. Todos os rituais e costumes são relacionados aos cavalos, o que inclui obrigar mulheres grávidas a comer um coração de cavalo para dar força ao bebê.

O Grande Pastor
Tipo: Monoteísta
Símbolo: Carneiro
Área de Abrangência: Lhazar
Religião do pacífico povo de Lhazar, prega que o Grande Pastor criou todos os humanos para serem parte do mesmo rebanho, mesmo assim, há uma ala dos lhazarenos que pratica “magia de sangue”  contra seus inimigos.

O Senhor da Luz
Tipo: Monoteísta
Símbolo: Coração em chamas
Área de Abrangência: Cidades Livres, Baía dos Escravos, Asshai, entre os membros da Irmandade Sem Estandartes e uma ala dos seguidores e vassalos do Rei Stannis Baratheon.
Religião que prega a existência de um único e verdadeiro deus, R'hllor, o Senhor da Luz ou Deus Vermelho, seus seguidores estão entre os mais fanáticos, consideram todos aqueles que não o seguem como infiéis que adoram demônios disfarçados de falsos ídolos, além disso, acreditam que sua missão é espalhar a palavra do senhor da Luz pelo mundo, mesmo que utilizando a força. Aguardam pelo retorno de seu salvador, que irá combater a escuridão.

Melisandre de Asshai, sacerdotisa do Senhor da Luz / Daenerys Targaryen em ritual Dothraki

A noite é escura e cheia de terrores! Então olhe para dentro de seus pecados, proteja-se da escuridão e continue ligado no Todo dia Blumenau para a parte 5 deste aquecimento para a 4ª Temporada de Game of Thrones. Valar Morghulis!