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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

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Poesia - "É Meu Pai"

Este que cheio de orgulho incha o peito,
Quando vim ao mundo, meio sem jeito;
Este que se abre de felicidade
Quando vê meu primeiro andar de verdade,
Este que se acalma sorrindo
Quando me vê na cama dormindo,
Este que se estufa como um homem viril
Quando contempla minha primeira conquista infantil,
Este que fica um pouco temeroso
Quando entro na adolescência num corpo formoso,
Este que diz que vai pular de alegria
Quando eu entrar na faculdade um dia,
Este que enche de conselhos e sermões
Quando fico perdido entre meus botões,
Este que muitas vezes me dá carinho
E em outras não me compreende nem um pouquinho,
Este que me traz uma enorme felicidade

Por existir na minha realidade;
Este.........este, é meu pai!

Imagem: Reprodução.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

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Sociedade - O Tigre, O Garoto e a Omissão


Há muitos dias não se fala em outra coisa, exceto sobre a tragédia (anunciada) do ataque de um tigre do zoológico de Cascavel (PR) a um garoto de 11 anos que teve seu braço dilacerado e, infelizmente, amputado devido a gravidade das lesões.

Nas redes sociais, a todo tempo, vemos publicações sobre o caso, opiniões das mais diversas culpando o pai, o garoto, o tigre, a administração do zoológico e até mesmo a Dilma. 

Como disse no início do artigo, era uma tragédia anunciada.

O garoto estava de posse de ossos de frango que, de acordo com o pai, havia conseguido após terem almoçado. Uma outra versão diz que na verdade o garoto estava com asas de frango cruas, mas isto não importa para a análise que queremos fazer.

Não é errado supor que um garoto de 11 anos de idade tinha consciência que leões e tigres são animais perigosos e predadores. Então, apesar da pouca idade, o menino entendia bem o risco e não foi "inocente" ao pensar que lidava com meros gatinhos. Pelas imagens nota-se certa familiaridade dele com aquele ambiente, o que nos leva a supor que não seria a primeira vez que fazia aquilo.

Se o pai do garoto foi omisso e irresponsável (e de certo o foi), as pessoas que estavam presentes e resolveram apenas filmar e alertar o pai sobre o perigo igualmente o foram. O garoto corria GRAVE E EMINENTE PERIGO e qualquer um que estava ali presente poderia ter intervido e o retirado dali, independente da presença do pai. Poderiam também ter acionado as autoridades (polícia, guarda municipal e/ou a administração do zoológico) e não o fizeram: preferiram ficar ali, filmando e esperando o desfecho trágico.

O Código Penal, em seu artigo 135 (Omissão de Socorro), diz o seguinte:

"Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em GRAVE E EMINENTE FERIDO; ou NÃO PEDIR, nesses caso, O SOCORRO DA AUTORIDADE PÚBLICA: pena - detenção de 1(um) a 6(seis) meses ou multa.

Parágrafo único. A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave e triplicada se resulta a morte." (destaques nossos)

Em uma análise fria, todos os presentes cometeram o crime de omissão de socorro ao garoto vitimado pelo animal, já que não interviram direta ou indiretamente para preservar sua integridade física. 

Como coordenador de equipe de socorro e resgate tenho conhecimento dos limites que a Lei impõe para este tipo de situação. Qualquer pessoa MAIOR DE IDADE, em pleno domínio de suas capacidades mentais, pode recusar atendimento médico ou socorro. Não é incomum pessoas acidentadas, ou mesmo vítimas de algum mal súbito, recusarem atendimento pelo SAMU, Corpo de Bombeiros ou outras equipes de resgate.

No entanto, menores, considerados legalmente incapazes, não podem fazer o mesmo, dependendo dos pais ou responsáveis para tanto. No caso em questão houve a clara omissão e negligência do pai, portanto qualquer pessoa poderia ter retirado o garoto do cercado.

Aliás, diga-se de passagem, que a partir do momento que o menino se aproximou da jaula seu pai já estaria sujeito a ser enquadrado no crime de abandono de incapaz, o que, por si só, permitiria a intervenção de terceiros na cena.


Em recente matéria no portal G1, o pai do garoto afirma que viu a situação e achou que estava sob controle, já que o LEÃO (vamos frisar para que todos entendam que não era um gato doméstico) esta tranquilo e que "(...) o  leão estava muito manso, eu estava prestando atenção nele, cuidado dele, com o pequeno no colo, mas achei uma situação tranquila”.

Ora, o sujeito vê seu filho enfiando a mão dentro da jaula de um LEÃO e acha que a situação é tranquila? Ainda fica olhando de longe, como se pudesse realmente fazer algo caso acontecesse o pior, como aconteceu, ao fazer o mesmo na jaula do tigre?

Diferente da versão do pai, testemunhas dizem que ele estava bem atento ao que o filho fazia e ainda o incentivava a interagir com o tigre.

Na sequência da reportagem, o negligente pai coloca então a culpa na "teimosia" do filho, na grade baixa, no fato do seu filho já estar "grandinho". Ou seja, todos erraram, menos ele que ficou olhando o garoto brincando com um LEÃO (frisemos de novo) e achou "tranquila" a situação.

Ao zoológico, em minha opinião, cabe a menor das culpas. 

Não há como prever que alguém, em sã consciência, pularia a cerca de proteção para colocar seu braço dentro das jaulas dos maiores predadores terrestres. Imaginar que um pai acharia "tranquila" a situação de seu filho de 11 anos fazendo carícias e dando ossos aos felinos, muito menos. Exigir que haja um funcionário próximo de cada jaula é inviável.

O que resta é torcermos para que inventem um zoológico à prova de idiotas. 

Aliás, melhor seria que não houvessem zoológicos.



Foto: Reprodução.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

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Trânsito - População pode consultar estatísticas de acidentes no Portal da Transparência


Qualquer cidadão, profissional do trânsito, imprensa, professor, presidente de Associação  de Moradores, de Conselhos Comunitários de Segurança e demais interessados em acompanhar as estatísticas de acidentes de trânsito na cidade de Blumenau pode fazer isso em tempo real, no site do Portal da Transparência, da Prefeitura Municipal de Blumenau. Os dados são reais, confiáveis, gerados e atualizados por pessoal competente a partir dos registros de Boletins de Ocorrência dos Acidentes de Trânsito (BOAT) na cidade. Eu mesma, só utilizo as estatísticas oficiais do Portal da Transparência, no site oficial do município, para os estudos estatísticos que fundamentam meus artigos.


Fonte: http://www.blumenau.sc.gov.br/transparencia

Ainda assim, me causa estranheza que tais números que passo dias queimando a mufa para analisar, utilizando os filtros e ferramentas disponíveis no Portal da Transparência, tenham sido contestados como não REAIS, que semanticamente têm o mesmo significado de fantasiosos, ilusionistas, fora da realidade, e por aí vai. Mas, se tratando de números oficiais publicados pelo próprio município?

Tudo bem que os dados públicos para consulta não informam ainda quantos acidentes de trânsito envolvem ciclistas ou quantas motos, nem os acidentes por gravidade, o sexo, a idade ou faixa etária das vítimas e as causas prováveis. O tempo de habilitação dos condutores envolvidos também é um dado importante porque pode fornecer indicativos de acidentes por imperícia. 

Saber quantos condutores embriagados se envolveram em acidentes e o custo desses acidentes para o município também são informações de grande relevância, que se poderia acessar com apenas um clique no Portal da Transparência. Por enquanto ainda não temos, mas confio que teremos.

Por enquanto, qualquer cidadão pode acessar a base de dados e verificar, inclusive com gráficos, os números de acidentes registrados por tipo (choque, colisão, atropelamento, abalroamento, capotamento, engavetamento), subtipo, pelo número do laudo, rua, número, data e hora. Pode consultar as condições do tempo no momento do acidente, número de vítimas, bairro, veículos danificados, sem danos, veículos evadidos, fase do dia, dia da semana e mês. 

O sistema também possibilita a filtragem dos dados por períodos anteriores (dias, semanas, meses, ano), possibilitando a comparação que esclarece se houve ou não aumento no número de acidentes entre períodos. 

Assim como a via é pública, as consequências dos acidentes também são e isso diz respeito à cada um de nós, à toda a sociedade. Por isso mesmo é que tudo que envolva números, principalmente os números da acidentalidade, exigem muita responsabilidade na pesquisa, coleta, análise dos dados, tabulação e interpretações. 

Quando se dispõe destes dados para a sociedade, as associações de moradores e Conselhos de Segurança dos bairros podem conhecer melhor a realidade das vias públicas de seus bairros  e atuar, com a legitimidade que lhes cabe, para buscar parcerias e contribuir para as melhorias e soluções. 

Quando o professor conhece as estatísticas de acidentes nos arredores da escola, por exemplo, ele pode trazer recortes dessa realidade para dentro da sala de aula e trabalhar de forma interdisciplinar o tema trânsito com seus alunos em diferentes disciplinas e contextos.

Quando o morador, transeunte ou usuário motorizado de uma determinada via, numa determinada rua de um determinado bairro sabe onde ficam os pontos mais críticos, o tipo de acidente mais provocado e outros detalhes, todos têm como redobrar os autocuidados e desenvolver atitudes, práticas e comportamentos seguros e defensivos. 

Quando a imprensa dispõe de uma base de dados detalhada, com informações refinadas e atualizadas, não precisa ficar incomodando os homens públicos ou desviar-lhes a atenção de suas muitas tarefas para fornecer números que poderiam estar lá, na ponta do mouse, só bastando clicar numa base de dados confiável e fundamentar suas pautas e reportagens. 

Outra função das estatísticas, naturalmente, é orientar o poder público para os pontos que necessitam de mais fiscalização, melhorias na via, na sinalização, dentre outros fatores, além de indicar necessidades de campanhas educativas, preventivas e corretivas de trânsito. 

Esperamos que a sociedade se interesse mais pela busca e pesquisa de dados estatísticos sobre os acidentes de trânsito em nossa cidade. Até para que acompanhe esta realidade, reflita e mude seus comportamentos e atitudes para que sejam mais seguros. Mas, principalmente, para que os números oficiais e reais não lhes causem estranheza quando divulgados.  

Se você se interessou em saber mais sobre as estatísticas de acidentes na sua rua, no seu bairro e em toda Blumenau, este é o link do Portal da Transparência:
http://www.blumenau.sc.gov.br/transparencia/transitogx.aspx.

Os dados são confiáveis e reais, até porque são gerados e atualizados pelo Seterb a partir dos boletins de ocorrência registrados pela Guarda Municipal de Trânsito. Eu confio e só pesquiso no Portal da Transparência.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

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Poesia - O Velho e o Evangelho


Sentado no canto daquela saleta,
Com lápis no bolso e na mão uma caneta,
Com um ar risonho, há um velho,
Que ali sentado faz a leitura do Evangelho.
Sua alma está em brasa
Porque trouxe Cristo em sua casa,
O seu coração despertou
Porque muita coisa transformou:

Transformou ódio em amores,
Transformou pragas em flores,
Transformou pobreza em nobreza,
Transformou o feio em beleza,
Transformou sua casa em lar
Porque tinha muito amor para dar;

Quem encontrar este velho
Escute o que ele tem para falar,
Muita coisa do Evangelho
Muita coisa para amar,
Porque suas palavras são vida
Que deixam qualquer pessoa desinibida;

Quem escutar este velho
Não terá na alma o Satanás,
Escutará coisas do evangelho,
Escutará coisas de um “Ás”,
Pois ele prega que é uma loucura
E no mundo estão a sua procura;

Ele diz coisas belas
Que não sei a melhor delas,
Mas quem não escutar este velho,
Que diz coisas do Evangelho
Não terá lugar no céu
E sua alma vagará ao léu.

Imagem: Reprodução.

terça-feira, 29 de julho de 2014

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Trânsito - Conheça os trechos mais perigosos da Rua João Pessoa

Já sabemos que o número de acidentes chegou a dobrar na rua João Pessoa (220% em abril) e que atingiu o pico de 22 ocorrências no mês do Maio Amarelo. Mas, de nada adiantam números se não se informar a população usuária daquela via onde estão os pontos mais críticos para que redobrem os autocuidados. 
 
Primeiramente, gostaria de esclarecer que não trabalho na prefeitura ou no Seterb e que não tenho qualquer vínculo empregatício com órgãos públicos ou com os gestores do trânsito na cidade. Sou educadora de trânsito, profissional liberal, tenho formação em Segurança no Trânsito e a responsabilidade de fazer educação para o trânsito com responsabilidade social. É um trabalho de doação, voluntário mesmo como parte do meu compromisso profissional e existencial com a segurança das pessoas no trânsito. Faço questão de explicar para que não restem dúvidas.

Acidentes de trânsito não são só números e pessoas não são estatísticas. Estamos falando aqui de vidas humanas, muitas já perdidas em acidentes provocados por diversos fatores. Diariamente, pedestres, ciclistas, motoristas e outros usuários da via estão expostos a riscos de atropelamentos, colisões, abalroamentos e outros tipos de acidentes.

O objetivo deste artigo é informar sobre os pontos críticos onde foram registradas mais ocorrências ao longo da Rua João Pessoa. Ao saber os pontos onde mais se bate em carro parado, quem sabe o condutor pense duas vezes se vai deixar o veículo estacionado naquele local.

Saber onde mais se registram colisões frontais, traseiras, atropelamentos e abalroamentos pode ser uma dica valiosa para redobrar os cuidados quando se caminha, pedala ou trafega pela Rua João Pessoa. Por isso, a partir da base de dados públicos no Portal da Transparência da prefeitura foi feito o levantamento dos acidentes por tipo; os dados foram lançados no Google Maps e georreferenciados. Os pontos críticos foram aqueles que mais se destacaram entre trechos específicos da via.



Atropelamentos
  • Altura do número 1.425 – Próximo ao Posto de Gasolina no acesso à Vila Germânica
  • Altura do número 2.344 – Próximo à Clínica Veterinária Biobichos
  • Altura do número 2.660 – Próximo à Quanta Coisa/Entrada para Vasto Verde
  • Altura do número 3.200 – Próximo ao Banco do Brasil
  • Altura do número 3.258 – Próximo ao Trevo do Tomio
Colisão frontal
  • Altura dos números 2.029 e 2.050 – Próximo ao Bradesco
  • Altura do número 2.269 – Próximo ao Colégio Adolpho Konder
  • Altura do número 2.345 – Próximo à Clínica Veterinária Biobichos
  • Altura do número 2.603 – em frente à Quanta Coisa
  • Altura do número 3.177 – Próximo ao Trevo do Tomio
Choque contra poste
  • Altura entre os números 1.858 e 2.121 – Entre Quanta Coisa e Bradesco
Abalroamentos (Transversal e Longitudinal)
  • Altura dos números 1 ao 97 – Da Blupel até o cruzamento com a rua 7 de Setembro
  • Altura dos números 1.858 ao 2.121 – Da Quanta Coisa até o Bradesco
  • Altura dos números 2.400 ao 2.650 – Da Clínica Biobichos até a Caixa
  • Altura dos números 2.870 ao 3.200 – Saída do Trevo do Tomio até o Bradesco
Bater em carro parado
Tecnicamente, trata-se do choque, o tipo de acidente em que o condutor não consegue manter o veículo na via e “bate” contra objetos fixos. Neste caso, considerou-se apenas os locais onde se mais bate em carro parado. Uma dica para quem costuma estacionar próximo a estes locais.
  • Altura do número 2.905 ao 3.177 – Coremma até Trevo do Tomio
  • Altura do número 1.701 ao 1.504– Cruzamento João Pessoa com Marechal Deodoro até acesso ao Morro da Cia Hering
  • Altura do nº 444 ao nº 1 – Próximo ao Angeloni até trevo com a Rua 7 de Setembro
Alguns pontos específicos se destacaram nas análises como, por exemplo, os choques contra carros parados tanto na curva quanto em retas, o que pode ser um indicativo de abuso da velocidade ao ponto de o condutor não conseguir controlar os veículos.

No que se refere aos abalroamentos transversais, típicos de quem sai de um cruzamento com pressa ou sem dar seta, quando se georreferencia as ocorrências no mapa, constata-se que muitos não foram provocados especificamente em cruzamentos, mas sim, em conversões.
Como são 3 faixas, duas em um sentido e uma em outro, o condutor tem dificuldades para convergir atravessando duas faixas. Trocando em miúdos fica assim: dos dois condutores que trafegam no mesmo sentido, um dá a vez, o outro não e é onde se provoca o abalroamento transversal ou colisão lateral. Aliás, este é o mesmo problema enfrentado pelo pedestre: um condutor dá a vez e o outro não, mesmo com o pedestre atravessando em cima da faixa de segurança.

Em relação aos ciclistas (e tem muita gente antipática à estes usuários da via), a situação fica pior: embora o art. 201 do CTB determine que o condutor deva ultrapassar o ciclista a 1,5 metros de distância, com a terceira faixa na João Pessoa a pista de rolamento ficou estreita demais e para não cometer esta infração, o condutor tem que cometer outra pior: avançar sobre a linha contínua dupla e invadir a pista contrária. Uma constatação de que não é só o comportamento do motorista o que mais causa acidentes na João Pessoa, mas também o traçado da via em alguns pontos que deixa o condutor sem alternativa para fazer a sua parte.

Os ônibus, camionetas e caminhonetes são largos e ocupam quase todo o espaço da faixa em que trafegam, deixando o ciclista sem opção: ou toma buzinada e é xingado para sair da frente do ônibus e dos outros veículos ou pára a bike e pedala pela calçada. Ou seja, ou toma “fina” de veículos ou “tira fina” dos pedestres.

Diz o art. 58 do CTB que o ciclista tem preferência sobre os veículos, mas quantos ciclistas são ameaçados todo dia por condutores de veículos, infração gravíssima ao art. 170?

A prefeitura está começando em breve uma campanha que pede a cada usuário da via que faça a sua parte, respeite as leis de trânsito e não provoque acidentes. Mas, as ações têm de ser sistêmicas e contextualizadas. Começa pela mudança de mentalidade de pedestres que atravessam fora da faixa para ganhar tempo, de motoristas que abusam da velocidade em uma via em que não se deve passar dos 50km/h, de motociclistas que trafegam no corredor e pela contramão. Mas, também, pela mudança de mentalidade em relação aos ciclistas.

Temos uma frota que já passa de 235 mil veículos; 1,2 mil emplacamentos novos ao mês e cerca de 400 novos condutores habilitados a cada 30 dias. Mesmo que todo mundo ande bonitinho respeitando o outro no trânsito, vai chegar uma hora em que não vai ter mais ruas para tantos carros. E já estamos sentindo isso na pele.

Já passou da hora de se (re)pensar a mobilidade humana no trânsito, de se buscar uma cidade para as pessoas e não para os motorizados, bem como de se repensar o tempo de travessia em semáforos e a redução da velocidade em algumas ruas.

A Semana Nacional do Trânsito vem aí com o tema Proteção ao Pedestre e estamos fazendo muito pouco. O que teremos para apresentar além de festejos-relâmpago que morrem em uma semana de setembro?

Enquanto isso, vou contribuindo como posso e indicar os locais em que o risco de acidente é maior na João Pessoa (dos 607 acidentes no Bairro da Velha, 131 foram nesta rua) já é um bom começo. Muitos autocuidados e salve-se quem puder!