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quinta-feira, 17 de abril de 2014

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Trânsito - Sobreviva ao feriado!



Em 2013, quando o feriado de Páscoa contou com apenas três dias, foram registrados nas rodovias federais, entre a zero hora de quinta-feira (28/03) e meia-noite de domingo (31/03), 2.429 acidentes, contra 2.674 em 2012 (menos 9%), 1.371 feridos, contra 1.721 em 2012 (redução de 20%) e 108 mortes contra 120 em 2012 (queda de 10%).

Os estados com mais acidentes foram Minas Gerais (348); Paraná (281); Santa Catarina (270); Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (193).

Já os estados com mais óbitos registrados foram Minas Gerais (23), seguido por Rio de Janeiro (12), Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná (07).

O ranking de feridos foi liderado por Minas Gerais (215); Paraná (160); Santa Catarina (143); Rio Grande do Sul (116) e Rio de Janeiro (85).

Estados emblemáticos para as estatísticas conseguiram reduzir seus números. Santa Catarina registrou um óbito em 2013 contra 11 em 2012. Pernambuco, onde é realizada a encenação da Paixão de Cristo, reduziu de 11 mortes em 2012 para três em 2013. E o Paraná, que registrou 17 vítimas fatais em 2012, esse ano computou sete óbitos.

Apesar da redução significativa dos números, não há o que se comemorar, os números são alarmantes.

Diante da já conhecida imprudência do motorista brasileiro, não há como fazer qualquer previsão otimista. Principalmente se lembrarmos de que este ano o feriado será estendido até a segunda-feira (21/04), feriado cívico de Tiradentes.

Com este convite a mais para cair na estrada, a perspectiva é de um enorme fluxo de veículos em nossas rodovias. E sabe qual o maior problema desse aumento da circulação de veículos?

O problema, é que sempre tem alguém que não vai voltar. Alguém irá se tornar estatística. Alguém vai morrer no feriado!

Então é hora de redobrar a atenção. Dirija de forma defensiva, tente antecipar qualquer problema que possa ocorrer ao seu redor. Sinalize suas ações. Dê preferência à segurança!

Respeite os limites de velocidade. Vá com calma, aproveite sua viagem e se possível antecipe a volta.

Use sempre o cinto de segurança. E nunca é demais lembrar que álcool e direção não combinam.

Enfim, voltem pra casa! Voltem para seus amigos, para sua família! Existe sim vida após o feriado!

sexta-feira, 21 de março de 2014

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Cultura Popular - Mania de Abrasileirar


Todos sabem que não é de hoje que se costuma abrasileirar tudo que é possível.

Não estou falando do “jeitinho brasileiro” que causa vergonha às pessoas de bom caráter e boa conduta. Mas falo das expressões de um modo geral. Estou me referindo à mania que o brasileiro, de um modo geral, tem de adaptar, dar as características brasileiras às coisas que importa das outras culturas.

Esse movimento é muito comum nas “traduções” dos títulos de filmes e seriados. No abrasileiramento dessas traduções, se tenta contar a história pelo título, e acabamos beirando o ridículo.

No clássico "A Noviça Rebelde", trama na qual a protagonista não lidera uma rebelião no convento, o título original (The Sound of Music) poderia ser traduzido como "O Som da Música”.

Recentemente a trilogia “Se Beber, Não Case” (The Hangover), deixou passar o título de “A Ressaca” que também teria grande apelo comercial. “A Ressaca” foi a tradução utilizada para outro longa hollywoodiano (Hot Tub Time Machine) que na tradução livre deveria ser intitulado algo como "Banheira Máquina do Tempo".

Até o infantil "Putz! A Coisa Tá Feia" (The Ugly Duckling and Me!) quase passou a adotar um palavrão em seu título brasileiro.

No mais recente abrasileiramento de títulos, a Record que comprou os direitos de transmissão na TV aberta do seriado “Breaking Bad”, anunciou seu novo produto como “Breaking Bad – A Química do Mal”, para desespero geral dos fãs.

Quem adapta o nome de filmes e seriados para o mercado brasileiro é o departamento de marketing das distribuidoras. A primeira opção geralmente é a tradução literal. Mas devido ao uso de expressões típicas de cada língua, muitas vezes essa não é a melhor saída. Nesses casos o pessoal do marketing lê a sinopse, assiste ao trailer e, se possível, assiste ao filme antes da estreia. O título então deve se adequar ao gênero (ação, comédia, drama etc.) bem como ao seu público-alvo. Depois as ideias são apresentadas ao departamento comercial e à diretoria, que aprovam ou fazem novas sugestões.

Mas nem só de títulos sofre o abrasileiramento. Outro dia, num supermercado de Blumenau me deparei com uma placa de promoção de MUÇARELA, sendo que desde que me recordo de geralmente se utiliza o termo MUSSARELA. O termo é derivado do italiano MOZZARELA, diminutivo de mozza, que nos dicionários de lá, significa “leite de búfala ou vaca talhado com sp. do fungo denominado Mozze”.

O que poucos sabem, é que de forma geral, existem regras para se abrasileirar os termos importados de línguas estrangeiras, atentadas pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras (VOLP-ABL).

No caso das variantes dos termos originários da língua italiana, os duplos “zês” no português tupiniquim é substituído por “ç”. Assim “CARROZZA” virou “CARROÇA”, “PIAZZA” virou “PRAÇA” e “MOZZARELA” virou “MUÇARELA”. E muçarela é a grafia adotada nos dicionários Aurélio e Aulete. O termo mussarela, portanto, é um erro popular que o uso consagrou.

O que vale nesses casos então é sempre que possível, consultar o Pai dos Burros, o bom e velho dicionários. Ou em tempos que vivemos conectados, vale também a consulta ao Pai dos Burros Modernos, o Google.

Créditos das Imagens:
1ª e 2ª Imagem: Reprodução
3ª Imagem: André Rene Alves

domingo, 26 de janeiro de 2014

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Sociedade e História - Aquele Blumenauense

Por André Rene Alves
(Clique nas imagens para ampliar e clique em continuar lendo para ler a matéria na íntegra)

Sabe aquele cara que você olha e diz “Esse é de Blumenau!”, pois é não tem, esse cara não existe. Não em vida terrena.

Horácio Braun
Imagem: Divulgação
Horácio Antônio Braun era assim, tinha a cara do Blumenauense, assim com letra maiúscula, do tamanho que sempre foi tanto no porte físico quanto em espírito e alegria. Era do tamanho de Blumenau, ou melhor, Blumenau é que tenta até hoje ser do tamanho do Horácio.

Grande cronista do cotidiano de nossa cidade, Braun também foi músico, autor, publicitário, boêmio, colunista, um grande camarada, um bom vivant, foi simplesmente o Horácio.

Ao lado de Ingo Penz, outro boa praça daqui, eternizou a Choppmotorrad. Uma motocicleta Java 1951 250cc, adaptada por Penz para distribuir chope e muita alegria. Pra mim é até hoje a maior marca da Oktoberfest.

Horácio Braun viveu, simples assim, e durante tantos anos fez Blumenau também viver. Certa feita resumiu: “Rir e amar são as melhores coisas da vida” e certamente assinaria “Tim-tim, saúde, paz amor, felicidade e viva a vida!”.