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sábado, 29 de março de 2014

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História - Sem trem “13 de março” - A última viagem do trem


A última viagem do trem


No dia 13 de março de 1971 a Estrada de Ferro Santa Catarina é erradicada por decisão das autoridades federais. A população assiste entristecida e melancólica, à derradeira viagem do trem em direção ao terminal de Itajaí. O comboio ferroviário deixa atrás de si uma gama de relevantes serviços prestados ao desenvolvimento de toda a região e no coração das pessoas as lembranças de uma era cheia de poesias e encantamentos.

Passagem por Rio do Sul
Imagem: Adalberto Day

Sem Trem

Publicado no Jornal a CIDADE Ano II – Blumenau, domingo 14 de março de 1971 por Luiz Antônio Soares. (faleceu em 20/09/13 aos 72 anos).

Ouço ainda, na meditação das minhas reminiscências, com meus ouvidos de criança, aquele barulhento passar do trem, gostoso como só, amassando as nossas maldosas pedrinhas sobre os trilhos, que as vezes, por serem mais que pedrinhas, resultavam num bom raspe de mão do bigodudo maquinista.

Lembro-me bem do apito ...

Ele era longo, pontual e por causa dele, na hora da correria, muita bolinha de gude eu perdi
.
Tenho ainda na memória as marcas das varadas que levei bem aqui, pela imprudência de me aproximar – como numa gigantesca e perigosa aventura – daqueles vagões que ajudei a desbotar com meus dedos, ainda manchados de um vermelho surrado de sol. 

Blumenau
Imagem: Adalberto Day

Quem ficou verdolengo à beira dos trilhos não esquece. Não pode esquecer. O trem foi o brinquedo grande das crianças pobres.

Aquela gente toda nos abanava e nós sorríamos contes e orgulhosos quando alguém nos jogava um bombom ou um simples papel colorido.
Agora esse golpe.
Quem poderia imaginar que as crianças de amanhã não terão a a mesma sorte que eu tive?

A delicia de furtar uma voltinha de vagonete na ostensiva distração do feitor. O saltitar infantil sobre dormentes que apodreceram aos nossos pés descalços. E aquele calor afetivo quando nos deitávamos sobre o trilho, ouvindo o barulhinho distante, anunciando que o trem já vinha ...

É de não se conformar. Já se viu meu Deus, já se viu criança a beira dos trilhos, nem ver o barulhento passar do trem ???.
Oficina em 1948
Imagem: Adalberto Day

Adendo de Luiz Carlos Henkels sobre a última viagem e seus maquinistas

Enviado por Angelina Wittmann

Vamos por partes que o assunto é mais complexo: Dois maquinistas operaram o trem da última viagem. Anibal Rocha na tarde de 12 de março entre Itajaí até Itoupava Seca. Ali trocou a escala. De Itoupava Seca até Trombudo Central, na tarde de 12 de março quem levou o trem foi José Pacheco, ao qual ainda pude entrevistar em 1994.


Agora vamos à composição. O trem na última viagem não tinha mais cargas por questões óbvias. Era um trem mais pra fazer o rescaldo, recolher os vagões que ainda estavam pelas estações. A desativação da EFSC foi uma questão bem planejada Então de Itajaí a Trombudo Central, subindo, o trem tinha apenas 4 vagões tracionados pela locomotiva 331. Era composto da seguinte forma. Atrás da locomotiva um pequeno vagão pra transportar mercadorias avulsas de maior volume numerado como FB 9301. Após este vinha o bagageiro, que é aquele vagão que levava o correio, bicicleta, cachorro, lambreta, verdura, geladeira, armário, etc....e que era também a administração do trem, ou seja abrigava o reservado do chefe de trem. Este carro era o BC 101. Atrás deste vinha o carro passageiro de 2ª classe que neste dia era o S 101 e por fim o último carro que era um misto ( tinha assentos de 1ª classe e 2ª classe ) e que não me lembro qual era porque tinha dois iguais, mas, ou era o PS102 ou o PS103, mas, creio ter sido o PS 103.


Imagem: Livro Saudosa Indaial - Alfredo Nagel, Beno Pasold, Fernando Pasold.
 Ao chegar a Trombudo o trem voltou imediatamente para Itoupava Seca, conduzido pelo mesmo José Pacheco, recolhendo ainda alguns vagões ao longo das estações. Este trem passou aqui por Encano por volta de 2:00hs da manhã. Levantei para vê-lo passar. Devia ter uns 10 vagões.


No dia 13 de março que era sábado, estes vagões remanescentes foram levados até Itajaí, onde permaneceriam até o momento de serem transladados via marítima até o porto de São Francisco, onde foram incorporados à frota da RVPSC. Neste dia 13 somente a locomotiva 331 voltou para Itoupava Seca, sendo guardada no galpão principal. As locomotivas a vapor eram muito pesadas e o pessoal não queria ter o trabalho de transladar todas as 12 que tinha para São Francisco, por ser desnecessário. Jurássicas como eram, não teriam serventia na RVPSC que já operava a diesel. Assim ficaram em Itoupava até 1973 para daí serem sucateadas. 

A imagem de 1930 – Mostra a antiga estação ferroviária de Blumenau – demolida a partir de Setembro de 1974
Imagem: Adalberto Day
Nestas operações do dia 13 não se sabe o nome do maquinista. Os ferroviários davam pouca importância pra isso, afinal era só mais um trem na escala deles, apesar de ser a última escala. Interessante também colocar que o próprio José Pacheco se irritou várias vezes na última viagem para Trombudo, pois alguns filhos de ferroviários, para curtir a última viagem, foram na cabine da locomotiva e sucessivamente trilavam o apito pra chamar a atenção, até que irritado, o Pacheco pediu pra eles pararem com essa “M...” porque " estava enchendo o saco". Curto e grosso, o Pacheco não era afeito a esses fru - fru - fru - e me disse que odiava cada vez que alguém acenava ou abanava com lenços a passagem do último trem.


Mas quem apitou pela última vez em Blumenau foi o Aníbal Rocha, já aposentado, em 1973, quando foi convocado para puxar as locomotivas para fora do pátio da Itoupava Seca para o procedimento do sucateamento, quando foi acesa novamente a 331 . Neste dia várias fotos foram feitas e o próprio Anibal Rocha mais afeito à fotos fez . Este último trem, que como já postei no grupo da EFSC não tinha nada de muito romântico. Nem em Blumenau não tinha muita gente na estação não. A maioria aplaudiu mesmo é a parada do trem que “enfeava " a glamorosa Blumenau de então e o trem era tido como o transporte da pobreza de então e como alguém escreveu num jornal de Brusque, que o trem servia mesmo só pros pobres que afinal tinham tempo pra andar de trem ou seja, eram pobres porque não gostavam de trabalhar.

Macuca
Imagem: Adalberto Day
Na década de 1990 a Macuca foi reformada e colocada na Praça ao lado da prefeitura de Blumenau desde 31 de agosto de 1991.

Arquivo de Adalberto Day/texto de Luiz Antônio Soares memorialista em Blumenau.

Para saber mais acesse:
http://adalbertoday.blogspot.com.br/2010/12/la-foi-o-trem.html
http://adalbertoday.blogspot.com.br/2009/05/o-centenario-da-estrada-de-ferro-santa.html
http://adalbertoday.blogspot.com.br/2010/12/praca-da-estacao.html

domingo, 9 de março de 2014

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Historia - A Prainha

Arquivo Adalberto Day/colaboração Rubens Heusi / José Reis Pfau
  
Desde a fundação da cidade de Blumenau, um dos locais favoritos para um bom banho (se refrescar) era principalmente na “Prainha” no Rio Itajaí Açu. O primeiro registro de afogamento foi com um dos primeiros colonizadores, em 1852 – Daniel Pfaffendorf.
Imagem: Arquivo Arquivo Adalberto Day
Pesca de Robalo e descanso na PrainhaImagem: Arquivo Arquivo Adalberto Day

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

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História - Ponte Foz do Ribeirão Garcia

Por Adalberto Day cientista social e pesquisador da história / Colaboração Niels Deeke / Memorialista em Blumenau (In Memorian). José Geraldo Reis Pfau.

(Clique nas imagens para ampliar e clique em continuar lendo para ler a matéria na íntegra)

Observação: Fiz por algum tempo restauração de fotos antigas mais por amor do que como profissão. Lendo o artigo original do Adalberto (que pode ser conferido aqui) não resisti e acabei filtrando e corrigindo algumas das fotos, mesmo que em baixa resolução por conta de sua origem no blog. As imagens tratadas estão abaixo, porém em apenas uma exporei a original e sua cópia tratada. Me perdoe amigo Adalberto, não pude resistir. Fabiano Uesler.
Imagem Tratada por Fabiano Uesler / Arquivo Adalberto Day
Ponte sobre a foz do Ribeirão Garcia 1860
A imagem por volta de 1860 mostra a ponte sobre a foz do Ribeirão Garcia, construída em 1856. Onde está a residência, depois em 1902 Hotel Holetz, em 1962 o Grande Hotel (datas de inauguração). Acervo e colaboração: Bruno Kadletz/Gilberto Gerlach.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

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História - O Destemido Vapor Progresso


Por Carlos Braga Mueller / Arquivo Adalberto Day 
(Clique nas imagens para ampliar e clique em continuar lendo para ler a matéria na íntegra)

Ao completar 25 anos, em 9/12/1904, o Vapor Progresso "desfilou" pelo Rio Itajaí Açu com banda de música a bordo. 

1864 Blumenau tem apenas 14 anos de existência e precisa desenvolver sua atividade econômica. 

A produção dos colonos, embora pouca tinha que ser transportada para o litoral.

O Governo da Província de Santa Catharina prometera abrir duas estradas: uma de Blumenau ao Porto de Itajahy; outra de Blumenau aos contrafortes da Serra Geral, subindo em direção ao planalto. Enquanto as estradas ficavam só na promessa, Dr. Blumenau adquiriu de Frederico Bruestlein, de Joinville, um vaporzinho que passou a navegar no Rio Itajaí Açú rebocando chatas, levando ao Porto de Itajahy a produção da Colônia.  Em 1874 foi fundada em Desterro, capital da Província, a Companhia Catarinense de Navegação que adquiriu o vapor São Lourenço para fazer uma linha regular de cargas e passageiros entre a capital e Gaspar. O vapor não conseguia chegar a Blumenau devido a corredeiras e pouca profundidade do rio na localidade de Belchior. Com ele vinham as encomendas, mala postal, passageiros. De Gaspar a Blumenau utilizavam canoas ou carroças. O comandante do São Lourenço era João Várzea, pai daquele que foi um grande poeta catarinense: Virgílio Várzea

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

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História - Cinema e Troca de Gibis

Por Fabiano Uesler
(Clique nas imagens para ampliar e clique em continuar lendo para ler a matéria na íntegra)

Nada melhor do que começar um novo ano falando de Blumenau e de suas histórias e ninguém faz isso de maneira mais singular e emotiva do que o Braga Mueller e o Adalberto Day. Histórias que devem ser relembradas e contadas para novas gerações para que a verdadeira Blumenau nunca se perca em nossos corações. Adalberto Day a partir de hoje tem seu nome em destaque na galeria de autores e colaboradores do TdB além do carinho que todos nós temos por ele.
O TdB deseja a todos os seus leitores um Feliz 2014 e que este ano nos surpreenda com muita alegria.

Por Braga Mueller / Adalberto Day / Arquivo de Adalberto Day

Cine Busch
Imagem: Adalberto Day
Quando o Cine Busch construiu seu prédio novo, por volta de 1939/1940, as sessões de cinema aconteceram excepcionalmente no Salão de Baile do Clube Náutico América, ao lado da Praça Hercílio Luz.
Quando as enchentes de 1983/1984 invadiram os Cines Busch e Blumenau (inclusive determinando o fechamento deste último), o Carlos Gomes promoveu sessões de cinema durante algum tempo.

O primeiro cinema fixo de Santa Catarina foi o Busch , em 1904. Frederico Guilherme Busch Sênior  descendente de alemães de Santo Amaro da Imperatriz, veio para Blumenau e foi aqui que marcou sua presença como pioneiro em várias atividades, entre elas o cinema, que então engatinhava, utilizando o Salão Holetz para as exibições dos filmes mudos, ou as "cenas animadas", como se dizia então.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

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História - Papai Noel existe?

Por Urda Alice Klueger / Arquivo de Adalberto Day
(Clique nas imagens para ampliar e clique em continuar lendo para ler a matéria na íntegra) 


 Em 1960, eu havia entrada para a escola, a maravilhosa escola que abrir-me-ia as portas para o grande mundo que havia nos livros e, onde, coleguinhas mais sabidos do que eu, ensinaram-me que Papai Noel não existia. Eu encarei com força aquele desvendar de uma nova verdade e, conforme o Natal se aproximava, ficava em casa repetindo impertinentemente:
Imagem: Reprodução
- Papai Noel não existe! Papai Noel não existe!
Minha irmã Margaret, então, tinha quatro anos, e é claro que minha mãe queria que ela continuasse a acreditar em Papai Noel. Quando eu começava com aquela cantilena boba, minha mãe pedia para que eu parasse, e depois implorava, e depois me ameaçava, mas eu não dava um passo atrás na reafirmação da nova verdade que descobria: Papai Noel não existia, e eu queria que todos soubessem que eu sabia disso.
Meu pai e minha mãe, com certeza, estavam bem de saco cheio comigo e aprontaram a sua cena de Natal.

domingo, 1 de dezembro de 2013

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História - A Blumenau dos Anos 90 e a criação do Convention & Visitors Bureau

Por José Geraldo Reis Pfau / Arquivo Adalberto Day

As imagens mostram um pouco dos eventos, da cidade e sua propaganda muito bem elaborada na década 90 (século XX) em Blumenau.

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução




















Imagem: Reprodução
Há mais de 20 anos (anos 90 Século XX) surgiu da Comissão de Turismo que a ACIB ativou para buscar resgatar o Conselho de Turismo um grupo de empresários com foco no turismo, o objetivo era reviver os investimentos que funcionaram na promoção de Blumenau nos anos 70. Da iniciativa surgiu o “Kongressbureau Blumenau” que com representantes do comércio – Emílio Schramm, da indústria - Mário John, do turismo - Jorge Barouki, de empresas aéreas - Julio (Varig), da hotelaria - Rosolfo de Souza Neto, dos restaurantes - Darci Peters, da propaganda - José Geraldo Reis Pfau e de outras tantas atividades próximas, teve o propósito de divulgar turisticamente Blumenau e captar eventos, feiras e congressos para realização na cidade. Alinhados nacionalmente, na sequencia o “bureau” passou a se chamar Blumenau Convention Bureau, mais tarde Blumenau Convention & Visitors Bureau. O nosso bureau é o pioneiro de Santa Catarina e um dos primeiros nacionalmente.

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução




















Blumenau é perto de tudo. Num lugar romântico com gosto e cheiro da Europa.

Imagem: Reprodução
Tendo a qualidade como a marca de tudo o que faz. Terra de produtos com marcas fortes, de gente tranquila e que tem a Oktoberfest como a sua maior festa. Dispõe de uma estrutura hoteleira e de eventos, pronta para transformar qualquer oportunidade num centro de negócios, num encontro agradável com clientes. Fica próximo da maior rodovia do sul, a BR – 101, servida por dois aeroportos, com mais de 20 mil leitos na região. Junto das melhores praias do litoral sul brasileiro, vizinha do Parque temático Beto Carrero.

O Blumenau Convention & Visitors Bureau tem a nobre função de vender, mostrar esta proposta através da captação de eventos, abrindo as portas para que Blumenau, possa ser a sua paixão. Vale a pena conhecer Blumenau, sua estrutura e sentir o que se oferece como diferencial em qualidade. Faça em Blumenau seu próximo evento, nós temos com certeza a  melhor estrutura promocional para viabilizar sua ideia. 

Imagem: Reprodução
As Imagens são  do folheto da divulgação da cidade como destino e o que se oferece para a realização de eventos, congressos e feiras produzido com patrocínio da EMBRATUR pela PFAU Comunicação.

Originalmente publicado no Blog Adalberto Day em quarta-feira, 5 de setembro de 2012

sábado, 23 de novembro de 2013

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História - O Assassinato do comandante do Vapor Blumenau

Por Carlos Braga Mueller  Arquivo Adalberto Day

Hoje vamos reproduzir um relato feito pelo Sr. Frederico Guilherme Busch Jr., ex-prefeito de Blumenau, publicado na revista "Blumenau em Cadernos" na edição nº 9, Tomo IX, de setembro de 1968. Busch também era proprietário do cinema do mesmo nome, que fôra fundado pelo seu pai em 1904.

Foto: Reprodução
  
Busch escreveu o seguinte:

"Antigamente, quando o comércio de Blumenau necessitava de mercadorias com uma certa urgência, tinha que adquirir as mesmas em Itajaí, nas firmas Asseburg ou Malburg.
E o intermediário nas compras era sempre o comandante do vapor Blumenau", Krubeck. Quando um negociante qualquer necessitava de dois sacos de açúcar, de um saco de farinha, de uma outra mercadoria, era só falar com o comandante Krubeck e já no dia seguinte a encomenda vinha pelo "Blumenau".
E não eram só mercadorias. Também recados, bilhetes, cartas, embrulhos.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

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História - Blumenau, Que país é este?

Texto José Geraldo Reis Pfau - Arquivo Adalberto Day/José Geraldo Reis Pfau.

Hoje temos o prazer de apresentar um belíssimo texto escrito pelo Publicitário José Geraldo Reis Pfau (Zé Pfau), que aborda um tema muito profundo e de destaque na famosa revista Seleções do Reader’s Digest.

- Minha experiência em propaganda demonstra que na vida de uma comunidade poucas são as atitudes que permanecem e servem para documentar a história. Em setembro de 1968, encartado na edição da revista Seleções do Reader’s Digest no espaço das páginas 88/89, foi encartado um folheto colorido com oito páginas apresentando a cidade de Blumenau. 

 
Imagem:  Reader’s Digest.
Nós temos esta como a primeira grande ação de comunicação da cidade, embora anteriormente outras atitudes tenham procurado vender Blumenau como destino, até na época da colônia. O material foi criado por uma agência de propaganda de nome Oficina, certamente ligada ao atendimento de grandes contas e que deveria ter relacionamentos com grandes anunciantes até locais e presentes na mesma edição. Era uma época que surgia, talvez, a primeira agência de propaganda local, a SC, empresa ligada mais a mídia eletrônica com a então TV Coligadas. Mas a felicidade, acreditamos, seja de todos que participaram na criação desta peça que é destaque na história. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

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Histórias para Contar - Inri Cristo começou na Rádio Clube de Blumenau

Por Carlos Braga Müeller Jornalista e escritor
Arquivo Dalva e Adalberto Day

Dos meus tempos de PRC-4, me voltam à memória alguns momentos que valem a pena registrar:

O INRI CRISTO COMEÇOU NA RÁDIO CLUBE
Rádio Clube de Blumenau prefixo PR (PRC-4)
Na segunda metade da década de cinquenta eu era locutor de estúdio da PRC-4 Rádio Clube de Blumenau. De "estúdio" eram os locutores que liam as mensagens publicitárias (os reclames) e anunciavam os nomes das músicas que eram rodadas na programação.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

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Blumenau. Lenda Urbana: enterrados vivos?


Por Carlos Braga Mueller

Desde cedo os católicos que ajudaram a construir os alicerces de Blumenau sofreram com a falta de assistência religiosa.

A Colônia, fundada em 2 de setembro de 1850 pelo alemão e luterano Hermann Bruno Otto Blumenau, tinha como maior preocupação dar assistência aos luteranos, em maior número entre os imigrantes.

A LENDA URBANA DOS CEMITÉRIOS DOS CATÓLICOS EM BLUMENAU

Foi já a partir daí, primórdios da colonização, que começou a peregrinação dos cadáveres católicos em Blumenau, de um cemitério para o outro, maldição insana que permanece até hoje, sem que as almas descansem em paz !
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Os Vários Mitos que cercam o Teatro Carlos Gomes de Blumenau

Arquivo: Adalberto Day /  Texto: Carlos Braga Mueller escritor e jornalista 


A imponência do prédio que abriga a Sociedade Dramático-Musical Carlos Gomes sempre foi alvo de muitos comentários, principalmente daqueles que atribuem a construção do prédio, na década de 30, aos marcos alemães, supostamente vindos do 3º Reich. 
Foto: Reprodução
- Atendendo a uma solicitação do pesquisador Adalberto Day, dou abaixo a minha visão destes fatos, uma vez que sempre me interessei pelas “lendas urbanas” de Blumenau.

- O livro “O Punhal Nazista no Coração do Brasil”, do Coronel Antônio Lara Ribas, editado nos anos 40 pela Delegacia de Ordem Política e Social de Santa Catarina, órgão que combatia o nazi-fascismo local, cita diversas sociedades e clubes catarinenses que teriam recebido doação em dinheiro da Alemanha. 
“Entre elas não consta o nome da Sociedade Teatral Frohsinn”, que durante a segunda guerra. passou a chamar-se Carlos Gomes. 

sábado, 26 de outubro de 2013

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Saudade - Histórias de Blumenau

 Por Adalberto Day
Saudade palavra triste quando se perde um grande Amor...meu primeiro Amor foi como uma flor que desabrochou e logo morreu”...

Foto: Adalberto Day

Tenho saudades do tempo que o tempo era outro de romantismo, de confiança no ser, e não no ter. Saudades quando humano era humano, saudades da vila, das casinhas, da troca de gibis, jogar bilboquê, Kilica (Bolinha de gude). pião no meio da rua, banhar-se em um ribeirão sem poluição, do Tapume, da Churrascaria do Zé Silvino.

Foto: Adalberto Day