Com o correr dos tempos as moedas passaram a ter uma representação gráfica, geralmente constituída de duas partes: a designação abreviada do padrão monetário, que varia em cada país, e o cifrão, símbolo universal do dinheiro. A propósito, conta a mitologia grega que o lendário Heracles (Hércules), para realizar um de seus doze trabalhos, teria necessidade de transpor uma enorme montanha. Dispondo de pouco tempo para a escalada, resolveu abrir o caminho rachando a montanha, separando-a em duas. De um lado ficou o monte Gibraltar, e, de outro, o Monte Acho. As duas colunas, assim separadas, passaram a denominar-se as "Colunas de Hércules".
Monumento às Colunas de Hércules, em Gibraltar
Nos anos 700 da era cristã, incursões muçulmanas levaram ao continente europeu a cultura árabe que, mais tarde, se espalhou pelo mundo, com as conquistas europeias, especialmente de portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e holandeses.
Táriq, um general árabe, para alcançar a Europa, teria partido da Arábia e passado, sucessivamente, pelo Egito, desertos do Saara e da Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos; cruzando o estreito das Colunas de Hércules e chegado, finalmente, à Espanha. Esse estreito, a partir do século VIII, passou a denominar-se Djebel-el-Táriq e, atualmente, tem o nome de estreito de Gibraltar, palavra que se origina do árabe Djabal. Táriq mandou gravar, em moedas, uma linha sinuosa, em forma de "S", representando o longo e tortuoso caminho percorrido. Cortando essa linha sinuosa mandou colocar, no sentido vertical, duas colunas paralelas, representando as Colunas de Hércules, com o significado de força, poder, perseverança. O símbolo assim gravado nas moedas - $ -, simplificado com uma única haste por questões gráficas, passou a ser reconhecido, mundialmente, ao longo do tempo, como cifrão, representação gráfica do dinheiro.
Outra versão
Não são poucas as versões sobre a origem do símbolo cifrão. A contada acima, presente no site da Casa da Moeda do Brasil, traz o cifrão como uma "invenção" dos primórdios da nossa história. No entanto, uma outra versão traz essa história para tempos mais recentes, para o século XVII.
Nesta versão, em comum, estão as Colunas de Hércules porém, a origem do símbolo teria vindo da Bolívia, a partir da representação do brasão espanhol nas moedas de prata produzidas na cidade de Potosi. As Colunas de Hércules no brasão assumiram a forma de duas barras verticais contornadas por uma faixa em forma de "S" deitado originando, mais tarde, o símbolo cifrão.
A cidade de Potosi, Bolívia (na época, Alto Peru), alcançou seu apogeu durante o século XVII tornando-se a cidade mais rica do mundo devido à exploração de suas minas de prata. Sob domínio espanhol, a Casa Real de la Moneda de Potosi cunhava os reales de prata que traziam, em seu anverso, o brasão espanhol formado por uma coroa sobre dois hemisférios da Terra e tudo entre as Colunas de Hércules. Com o tempo, a coroa e os dois hemisférios foram substituídos por uma flâmula entranhada nas colunas com formato semelhante a um "S" deitado. Daí, para se transformar no S cortado por duas barras horizontais, teria sido um caminho natural.
Símbolos monetários
Alguns países adotam o cifrão na composição de seu símbolo monetário. Principalmente, nos países onde a moeda é chamada dólar ou peso.
símbolo
moeda
país
R$
real
Brasil
Mex$
peso
México
$MN
peso
Cuba
US$
dólar
EUA
C$
dólar
Canadá
NZ$
dólar
Nova Zelândia
A$
dólar
Austrália
HK$
dólar
Hong Kong
Fontes: Casa da Moeda do Brasil: 290 anos de história, 1694/1894, Wikipédia; Revista História - Editora Abril; imagens retiradas da Internet
dicionário
(1)Cifrão: Do árabe "cifr", que seria em português "cifra". Símbolo universal indicador de moeda, dinheiro. Um S maiúsculo cortado verticalmente por duas barras paralelas.
As eleições estão se aproximando e nenhum candidato, até agora (ao menos publicamente) está dando a devida atenção para a violência epidêmica que está corroendo as bases do tecido social nem tampouco para o genocídio estatal macabro (que mata, por razões étnicas, raciais ou socioeconômicas, entre 5 e 20 mil jovens por ano, por meio de execuções sumárias, atingindo prioritariamente os de cor negra ou parda, favelizados ou periferizados). Esse mesmo genocídio massivo, que é fruto de uma política estatal nunca oficializada, também vitimiza centenas de policiais anualmente.
O Brasil, em 2010, conforme levantamento do Instituto Avante Brasil (baseado em dados do UNODC-ONU e Datasus do Ministério da Saúde), somava 52.260 homicídios (27,3 mortes para cada 100 mil habitantes); em 2012 apresentou crescimento de 7,8%, em números absolutos, registrando 56.337 mortes (29 para cada grupo de 100 mil habitantes). Levando-se em conta exclusivamente os países que atualizaram seus números em 2012, o Brasil passou da 20ª posição (em 2010) para a 12ª (em apenas dois anos e depois de feitos os ajustes numéricos pelo Unodc).
Interessante notar que, em números absolutos, o Brasil continua sendo o campeão mundial (56.337 assassinatos), deixando para trás Índia (43.355), Nigéria (33.817), México (26.037) etc. Para o ano de 2014, segundo projeção feita pelo Instituto Avante Brasil, estima-se que o número de mortes absolutas possa chegar a mais de 58 mil. Tudo isso significa que, no Brasil, são registradas mais de 10% das mortes de todo o planeta. Em onze anos (2002-2012) foram assassinadas no nosso país 555.884 pessoas (perto de 50 mil por ano). Jamais, no entanto, tínhamos batido a casa dos 56 mil. E mais: “o dado por até estar subestimado. Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que o volume de homicídios é maior e já teria ultrapassado a marca de 60 mil anuais. O aumento das mortes classificadas como “causa indeterminada”, desconfia-se, seria na verdade um subterfúgio de autoridades estaduais para maquiar a realidade” (Carta Capital 25/6/14: 30).
Quem levanta e estuda todos esses números é a criminologia, que deve ganhar autonomia absoluta frente ao direito penal, ou seja, aos seus conceitos legais e normas (profunda alteração epistemológica, consoante Ferrajoli: 2014/1: 83 e ss.). O penalista (com sua visão normativista) não consegue ver no cipoal de homicídios no Brasil uma grande fatia que é, na verdade, um genocídio massivo de responsabilidade direta do Estado (que mata muito no nosso país, por intermédio dos seus agentes e ainda provoca centenas de mortes destes mesmos agentes). Ferrajoli diz: “A criminologia deve ler e estigmatizar como crimes – crimes de massa contra a humanidade [destacando-se, dentre eles, o genocídio estatal] as agressões aos direitos humanos e aos bens comuns realizados pelos Estados e pelos mercados” (2014/1: 84). Os Estados e os mercados (frequentemente em conjunto) geram danos sociais imensos e já não podem ficar obscurecidos em termos de responsabilidade. Para que isso ocorra, necessário se faz “dar autonomia à criminologia, frente ao direito penal dos nossos ordenamentos assim como diante dos filtros seletivos formulados por ele mesmo” (Ferrajoli). Compete, em suma, aos criminólogos a denúncia de todos os “crimes” que geram danos sociais, ainda que não descritos, por ora, como tais, nas leis. O direito penal não pode limitar o estudo da criminologia, que tem diante de si a tarefa de ir até às últimas consequências pelo menos no que diz respeito ao genocídio massivo estatal (de jovens, negros, pardos ou brancos, favelizados ou periferizados).
Quando se fala em
bicicleta e em ciclistas em Blumenau a maioria das pessoas associa àqueles paramentados e devidamente protegidos que costumam ser vistos pedalando pelas
ruas centrais. Não sei se são as vestimentas apropriadas, o capacete, as luvas
ou as bikes que chamam à atenção, mas o fato é que em Blumenau temos muito mais
ciclistas e bicicletas do que se pensa. Gente que usa a bike diariamente para
ir e vir do trabalho, e mais um tantão de pessoas que ainda não pedalam para se
preservarem de acidentes diante da falta de espaços apropriados e seguros em
via pública.
Na última semana do
Maio Amarelo pude acompanhar uma ação preventiva e educativa feita por ativistas
da ABC Ciclovias. Durante 1 hora e meia os ciclistas que passavam pela pracinha
que fica no cruzamento entre as ruas Marechal Deodoro e João Pessoa foram
abordados, foi feito diálogo preventivo, receberam exemplares do Código de
Trânsito Brasileiro (CTB) e elementos refletivos obrigatórios conforme o art.
105 do CTB. Mas, o que mais me chamou à atenção foram as histórias de vida
dessas pessoas.
A maioria vai e volta
do trabalho de bicicleta e pedala bikes simples, sem nada de sofisticação e de
proteção. Usam roupas do dia a dia ou mesmo os uniformes de trabalho. Saem de
casa para os primeiros horários nas fábricas e empresas. Cruzam a cidade de um
ponto a outro na magrela e voltam para casa à noite. Ainda assim, não costumam usar
a devida proteção.
Na oportunidade, pude
conhecer um ciclista que ainda tinha a mão fraturada, resultado de uma “fina”
que levou de um motorista de ônibus. Também conheci a ciclista que se sentiu à
vontade na conversa e contou sobre um tombaço por conta de galhos de árvores
que foram podados por prestadores de serviço ao poder público, mas que não
tinham sido retirados da calçada. Era noite, os galhos enroscaram no aro e o
tombo foi inevitável. Surpresa mesmo foi saber que essa ciclista que usa a bike
como meio de transporte diário é xingada por motoristas e por pedestres que
também têm de andar pelo cantinho da pista de rolamento onde não há calçadas.
Impressionante também o
relato de um ciclista que mora na Velha Central e pedala diariamente para além
da Rua 1º de Janeiro, ida e volta para o trabalho todos os dias.
E também conheci as
histórias dos ciclistas acidentados na ciclofaixa; em via pública; os que são
“empurrados” de propósito pelos motoristas; os que são xingados; os que caíram
em bueiros abertos e em buracos e falhas dos passeios públicos.
Em algumas empresas que
tenho visitado por conta de meu trabalho como palestrante em Educação Para o
Trânsito Corporativa tenho visto cada vez mais bicicletários (e lotados).
Neste ano em que o tema
da Semana Nacional do Trânsito é a cidade para as pessoas, talvez o que esteja
faltando mesmo é prestar mais atenção nos ciclistas, que das duas uma: ou
parecem invisíveis aos olhos dos gestores da cidade, ou não se quer
enxergá-los. Prestar mais atenção no trabalhador e na trabalhadora que pedalam
todos os dias debaixo de sol ou de chuva. Prestar mais atenção nas crianças que
vão e voltam de bicicleta da escola; em quem pedala por lazer; em quem usa a
bike para pequenos trajetos; para ir no mercadinho perto de casa e traz as
compras na cestinha ou no bagageiro; ou simplesmente pedala por prazer.
Talvez o que esteja
faltando aos políticos e gestores que em época de eleição se preocupam tanto em
cuidar das pessoas e melhorar a vida das pessoas seja isso: ir para as ruas não
só para apertar as mãos e dar tapinha nos ombros, mas para enxergar as vidas
que se deslocam sobre bicicletas em Blumenau.
Talvez falte mesmo mais
visão para enxergarem além do discurso de que a cidade é e deve ser feita para
as pessoas e que todos têm direito à vida e à via.
E que saiamos daquele
discurso tosco de quem ouve só pensando na resposta que vai dar, por exemplo,
de que a geografia da cidade não ajuda para pedalar; de que não pode levar a
mulher e o filho de bicicleta no trabalho e na escola em dia de chuva. Outros, chegam
ao extremo de se irritar como se quem defende a bicicleta como alternativa
sustentável, pregasse a extinção dos carros e motos pela substituição à
bicicleta, quando estamos falando de uso racional do veículo e investimentos em
transporte público de qualidade.
É óbvio que não se pode
mudar as coisas de um dia para o outro, mas quanto mais evitarmos tocar no
assunto, quanto mais evitarmos as bicicletas e os ciclistas, mais atrasados e
distantes de um plano de mobilidade segura ficaremos.
Não se trata só de
reclamar de falta de projetos ou de dinheiro para viabilizar projetos para
construção de ciclovias, mas de se pensar a cidade para as pessoas como gostam
de prometer, e isso se faz com medidas de engenharia, mas também com medidas de
fiscalização e de prevenção e educação para o trânsito.
Enquanto isso o
discurso que se vende é de que nunca vai existir agentes de trânsito que chega
para fiscalizar e autuar tanta infração, ainda mais nos bairros. Nunca vai
existir recurso e equipe que chega para consertar as vias esburacadas e para
tampar bueiros abertos. Nunca vai existir argumento suficiente para se começar
a priorizar as pessoas em vez dos veículos enquanto insistirmos em analisar a
questão da mobilidade de forma descontextualizada do todo.
Enquanto isso, a vida
segue sobre rodas em Blumenau e os que pedalam continuam esquecidos, ignorados,
sem serem vistos. Continuam sendo atropelados (o termo certo é colisão). Seja
pelos motoristas, seja por quem modifica a cidade para privilegiar os veículos
e tentar tapear, por algum tempo, o inevitável.
Caiam na real, gente!
Cerca de 1,2 mil novos emplacamentos por mês em Blumenau é muita coisa para se
somar a uma frota que cresce a cada ano e que até agora já é de 235.195
veículos. Não demora muito, vai faltar rua para tanto carro! Alguém duvida? Imagens: Reprodução.
A história do Rock é recheada de mitos e lendas, muitas vezes é
impossível distinguir o que é real e o que é inventado, mas é muito fácil de
imaginar como elas se propagam, ou você não tem nenhum amigo no facebook que
compartilha qualquer coisa sem checar a veracidade? Com a internet, os mitos se
propagam muito rápido, mas também são desmentidos muito rápido, mas numa época
pré-facebook, antes mesmo das primeiras lendas urbanas serem repassadas por
e-mail, era o bom e velho boca a boca que disseminava as mais curiosas
histórias sobre o mundo do Rock. E muitas delas duram até hoje!
10 – Mick Jagger e David Bowie
O mito: Angela Bowie, esposa de David, teria dito em um programa de TV
que surpreendeu o marido juntamente com Mick Jagger na cama. Conspirólogos
dizem, inclusive, que a música “Angie” dos Rolling Stones, seria dedicada à
Angela como um pedido de desculpas de Jagger.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Posteriormente,
Angela Bowie, disse que os viu apenas dormindo na mesma cama e jamais teve a
intenção de insinuar um caso entre eles, Jagger e Bowie sempre trataram o
assunto com irreverência, mas afirmam categoricamente que “isso não passa de
uma grande besteira” (seja lá o que isso signifique!).
09 – A Língua Bovina de Gene Simmons
O mito: Dizem as más línguas que o vocalista e baixista do Kiss, Gene
Simmons, fez um implante com uma língua de vaca para ampliar o alcance do seu
músculo genioglosso.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Gene Simmons disse
que apenas nasceu abençoado, médicos dizem que a ciência ainda não atingiu
tamanha evolução, bem, olhe as fotos abaixo e tire você mesmo suas conclusões.
08 – Ator Infantil vira o Anticristo
O mito: Marilyn Manson seria o ator que interpretava o personagem Paul
Pfeiffer na série de TV “Anos Incríveis”.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Muitos mitos
cercam a persona de Marilyn Manson, incluindo a história de que ele teria
removido duas costelas para facilitar sexo oral em si mesmo. O próprio Marilyn
Manson gosta de alimentar tais boatos e não os confirma, nem desmente. No
entanto, a série anos incríveis foi exibida até o ano de 1993 e o primeiro
álbum de Marilyn Manson data de 1994, então, a não ser que Josh Saviano (sim,
este foi o ator que de fato interpretou Paul) tenha visitado o Zoltan e pedido
para ser grande, seria um pouco difícil os dois serem a mesma pessoa.
07 – Ele Vendeu a Alma pelo Rock n’ Roll
O mito: Robert Johnson, tido como um dos maiores músicos de blues que
já viveu, teria vendido sua alma ao
diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca
do dom de tocar.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Não há como
refutar essa teoria, vários aspectos de sua vida e as circunstâncias de sua
morte contribuem para reforçar o mito, mas assim como Beethoven ou Jimi Hendrix,
ele poderia apenas ser um cara talentoso e dedicado.
06 – Sangue Novo
O mito: O guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, teria trocado
completamente de sangue para limpar o corpo do uso de drogas
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Keith Richards
sempre inventa uma história diferente sobre isso, numa delas, disse ter
recebido sangue de cavalo (deve ser por isso que ele ainda está vivo!).
Richards já afirmou ter injetado as cinzas de seu pai em uma solução com
heroína.
05 – Frank Zappa Come Cocô
O mito: Acho que o título é auto explicativo.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): A história foi tão
difundida que Frank Zappa teve que negá-la muitas vezes, inclusive, ele inicia
sua autobiografia da seguinte maneira "Eu nunca comi cocô no palco, e o
mais próximo que cheguei de comer cocô em algum lugar foi no Buffet do Holiday
Inn em Fayetteville, Carolina do Norte em 1978”.
04 – Kurt & Courtney
O mito: Kurt Cobain não se suicidou, foi assassinado a mando de sua
esposa Courtney Love. Há um documentário inteiro sobre isso chamado Kurt &
Courtney, onde são entrevistados supostos assassinos que teriam recebido
propostas de Courtney para assassinar Kurt, também são apresentadas teorias como
a de que a letra de Kurt muda no fim de sua carta de suicídio (justamente
quando ele fala de Courtney) e de que ele havia ingerido tanta heroína que não
teria forças para puxar o gatilho.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): A polícia fechou o
caso como suicídio, apesar de alguns pontos nesta teoria fazerem sentido há
muitas peças faltando, não há indícios de outras impressões digitais na arma e
não há um suspeito de ter cometido o assassinato. Além disso, quem é fã de
Nirvana, apesar de odiar a Courtney, sabe que Kurt Cobain era uma pessoa
autodestrutiva e ele vinha dando sinais de que se suicidaria há muito tempo.
03 – O Lado Obscuro de Oz
O mito: Ao terceiro rugido do leão da MGM no início do filme “O Mágico
de Oz” de 1939, se você tocar o álbum do Pink Floyd, “The Dark Side of the Moon”
de 1973, perceberá que o álbum funciona como uma trilha sonora para o filme,
com várias conexões, inclusive, o álbum deve ser tocado repetidamente, pois as
conexões continuariam mesmo após o fim do álbum.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): O.K., isto não é
um mito, é fato, qualquer um pode testá-lo, eu mesmo já o fiz de forma
analógica há algum tempo, hoje está mais fácil, basta assistir o vídeo abaixo,
que já vem com as obras sincronizadas. Em minha opinião, alguns dos momentos
mais marcantes são:
07m50s: A cena de Dorothy cantando "Over The Rainbow" é
cortada justamente no momento em que se inicia a música "Time", que
coincide com a chegada da bruxa.
14m50s: The Great Gig In The Sky" (O Grande Espetáculo No Céu)
inicia justamente quando começa o tornado no filme.
19m30s: Dorothy abre a porta e o filme fica colorido, neste momento se
inicia “Money”. Referência ao alto custo de um dos primeiros filmes coloridos
da história ou até mesmo aos tijolos amarelos (ouro).
02 – Elvis não Morreu
O mito: Inconsistências no atestado de óbito do rei fez com que alguns
acreditassem que ele não morreu, mas forjou sua morte para que pudesse viver em
paz.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Apesar de muitos
alegarem terem visto Elvis Presley vivo nos mais diversos locais e muitos anos
após a sua morte, pessoas também alegam terem visto Jim Morrison, Deus e discos
voadores, e os tabloides dão espaço para todos eles.
01 – Paul está Morto
O mito: Paul McCartney teria morrido em um acidente automobilístico e
teria sido substituído por um sósia (ou um clone) desde então. John Lennon
saberia da verdadeira história, mas proibido de dizer a verdade pelos
empresários, ele teria escondido mensagens na obra dos Beatles para dizer ao
mundo que seu amigo estava morto.
A verdade (ou o que eles querem que você acredite): Ou Paul está vivo,
ou seu sósia era mais talentoso que o original, pois a obra que ele criou a
partir de 1966 é muito superior ao que veio antes. De qualquer forma, as
supostas evidências são muito boas, eis as minhas preferidas:
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
- A capa é, na realidade, o desenho de uma sepultura (a de Paul) com
todas aquelas pessoas olhando (note os arranjos de flores típicos de um
funeral).
Abbey Road
- Na capa com os Beatles atravessando a rua, Paul está com o passo
trocado em relação aos outros, é o único fumando e está descalço (os mortos são
enterrados descalços), além de estar com os olhos fechados.
- Lennon, de branco, representaria Deus ou Jesus Cristo; Ringo, o
agente funerário; Paul, o cadáver e George, o coveiro.
- O cigarro que Paul segura está na mão direita. o Paul verdadeiro era
canhoto, estaria com o cigarro na outra mão.
- Um fusca branco estacionado na rua tem a placa 28IF, um lembrete de
que Paul teria 28 anos SE (IF) estivesse vivo. O Fusca na Inglaterra é chamado
de "Beetle".
E você, lembra demais algum mito do Rock? Então compartilhe estes mitos no facebook sem checar a veracidade e continue ligado no TdB para histórias, lendas e mentiras!
Para descobrir quem são os tatuados brasileiros, a revista SUPERINTERESSANTE fez uma pesquisa inédita por meio das redes sociais, com mais de 80 mil entrevistados e 150 mil tatuagens mapeadas. Os resultados desse censo foram publicados na edição de março da revista. Confira abaixo alguns dados e depoimentos:
Fonte: http://super.abril.com.br
Fonte: http://super.abril.com.br
DEPOIMENTOS
Os participantes do Censo foram convidados a dividir suas histórias. Leia algumas delas:
“Fomos ao estúdio eu, minha mãe e minha vó”
Marina Formiga, 21 anos, quiropraxista
“Desde os 15 anos eu queria fazer uma tatuagem, mas minha mãe dizia que era melhor esperar até os 18. Quando chegou a hora, fui ao estúdio com ela e a minha vó. Foi a primeira vez para mim e a minha mãe, mas a minha avó já tinha feito uma.
Acabamos voltando alguns anos depois, no fim do ano passado, e dessa vez as três fizeram a mesma tatuagem: um elefante tribal e seu filhote no tornozelo. Ela representa a importância da figura materna, já que nós três somos muito unidas.”
“Quando fiz a primeira, tinha 57 anos”
Aldo Jung, 64 anos, jornalista
“Comecei a me tatuar fazendo o retrato do rosto de minha amada, em p&b, na parte superior do braço esquerdo, em henna. Foi antes das férias. Depois de perceber a reação das pessoas, ao voltar das férias fiz a tatuagem de verdade. No ano seguinte, completei o desenho, fazendo-a nua, até a cintura, emoldurada por um grande sol colorido. No outro ano, e no outro braço, tatuei um coração bem colorido, atravessado por uma faixa com o nome dela. Quando fiz a primeira tatuagem tinha 57 anos.”
“Minhas tatuagens são fruto de promessas”
Danielly Friedrich, 23 anos, jornalista
“Desde criança aprendi a amar o Bayern de Munique, um time alemão. No meu caso, sagradas são as tardes de terças ou quartas de Champions League, e as manhãs de sábado da Bundesliga. Nenhum vizinho entende o tanto que eu grito nesses horários. Minhas duas tatuagens são fruto de promessas: a primeira, em 2012, fiz quando estávamos prestes a ser eliminados da Champions pelo Real Madrid, mas conseguimos a classificação nos pênaltis. Infelizmente naquele ano perdemos o título em plena Allianz Arena, mas a alegria viria em 2013. Na final contra o Borussia Dortmund, abrimos o placar, mas levamos o empate. No desespero, não poderia me frustrar novamente após chegar tão perto, e prometi tatuar o lema do clube, "mia san mia" (“nós somos o que somos”). Veio o gol sagrado de Robben, morri e voltei de tanta felicidade, e cumpri minha promessa com a maior satisfação do mundo. Muitas pessoas podem achar bobagem, mas o sentimento de torcer incondicionalmente por um clube é incrível. Pena de quem não consegue se sentir desse jeito.”
“Tatuei meus ídolos de infância”
Rafael Geraldo, 30 anos, designer
“Tenho uma tatuagem no antebraço que é quase uma piada. Fiz quatro nomes de forma rebuscada e tradicional. A sensação, para quem vê de longe, é que é alguma oração ou algo muito sério. Mas quando lê com calma vê que está escrito: ‘Didi, Dedé, Mussum e Zacarias’. Isso mesmo, tenho uma tatuagem dos Trapalhões, meus ídolos de infância.”
“Preciso esconder minhas tatuagens para trabalhar”
Roberta, 24 anos, professora
“Sou professora do ensino fundamental e a escola onde dou aula é muito rígida. Outro dia estava em uma feira gastronômica de camiseta e com minhas tatuagens à mostra e dei de cara com um aluno… Precisei jogar o cabelo na hora para esconder a tatuagem. Se isso chegasse no ouvido da diretora, eu perdia o emprego na hora (ela tem muito preconceito com tatuagens). Ela diz que isso pode influenciar os alunos de forma negativa. Mas enfim, não penso em trocar de emprego porque gosto muito do que faço e da escola onde dou aula.”
“Meu chefe me discrimina e também tem tatuagem”
Rafael, 26 anos, eletricista
“Sempre fui discriminado no trabalho por minha tattoo ser ‘grande’ (ela começa no ombro e termina no cotovelo). Sempre trabalho de manga longa, mas mesmo assim meu gerente já pediu que eu nem entrasse na empresa de camiseta manga curta. Bom. Um dia estávamos conversando e ele me diz do nada que também tem uma tatuagem. E detalhe: é uma tentativa de quem não aguentou a dor. A tatuagem do cara era muito parecida com a minha, só que bem menor…”
“A tatuagem me libertou”
Michelle Antunes, 30 anos, arquiteta
“Sofri um acidente de carro quando tinha 18 anos, fiquei com uma cicatriz enorme na perna e não usava shorts ou saias por causa disso. Depois de muitas cirurgias, recebi alta para fazer plásticas para corrigir a cicatriz. Fiz uma só e decidi que não queria mais sofrer com anestesias e cirurgias, e preferi ‘sofrer’ ganhando um desenho lindo. Tatuei toda minha coxa com dois elefantes indianos maravilhosos que são minha paixão, mostro para todo mundo e não tenho mais vergonha de usar saia! A tatuagem me libertou.”